Festival, Turismo

Feira da Foda em Portugal

Foda 2019

A feira de nome ousado e sabor autêntico, como a descreve o município de Monção, está de regresso à localidade de Pias com um programa de degustação do cordeiro à moda de Monção, conhecido como Foda à Monção.

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O termo vulgarizou-se e o prato adotou popularmente o nome de Foda à Moda de Monção, chegando até aos dias de hoje como um dos principais patrimônios gastronômicos do conselho, com honras de feira que já vai para a segunda edição. A acompanhar o prato de cordeiro haverá vinhos de produtores da região (alvarinho, tinto e espumante) e expositores de artesanato, de produtores de rés e máquinas agrícolas.

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Origem da Foda

Reza a história, que há muito tempo atrás, os habitantes do burgo, que não possuíam rebanhos, se dirigiam às feiras para comprarem o animal pretendido. Na feira, havia de tudo, gado bom e menos bom. A verdade é que os criadores e contratadores de rês, quando levavam o seu gado ovino para a feira, tinham como objetivo vendê-lo pelo melhor preço e, para que aparentassem gordos, era prática colocar sal na forragem, facto que obrigava o gado a beber muita água. Na feira, o gado aparecia com a barriga cheia de água e pesados, parecendo realmente bem tratados, muito gordos. Os incautos, que não tinham conhecimento da “manha”, compravam aqueles autênticos “balões de água” e, quando se apercebiam do logro, exclamavam à boa maneira minhota: “Que grande Foda!”

O termo “Foda” foi-se vulgarizando ao longo do tempo e o prato passou a designar-se por Foda. De tal forma que é frequente pelas alturas festivas (Páscoa, Santos Padroeiros, Corpo de Deus, Senhora das Dores ou Fim do Ano) ouvir as mulheres minhotas exclamarem: “Ó Maria, já meteste a Foda?”, ou seja, já fizestes o cordeiro à moda de Monção, em alguidar de barro, levado ao forno de lenha.

Fonte: NCultura

 

 

 

Turismo

Aérea de baixo custo Norwegian Air inaugura voos Rio-Londres no dia 31

Norwegian

A companhia aérea de baixo custo Norwegian Air começa a operar no Brasil no próximo dia 31. A rota entre Rio de Janeiro e Londres (Reino Unido) será a primeiro de uma empresa de baixo custo entre o Brasil e a Europa.

A empresa aposta nos preços mais baixos das passagens como diferencial para conquistar mercado. Em pesquisa feita hoje no site da companhia, as tarifas mais baixas de ida e volta custam US$ 479,80 (R$ 1.827,37). A British Airways é a única que também faz voos diretos entre Rio e Londres. O preço mais baixo encontrado foi de US$ 730,40 (R$ 2.781,80).

A Norwegian cobra por diversos serviços considerados adicionais. As tarifas mais baixas não incluem bagagem despachada (apenas uma mala de mão de até 10 kg) nem marcação de assento antecipada. O passageiro precisa pagar até mesmo pelas refeições a bordo durante as mais de 11 horas de voo. A alimentação e a reserva de assento tem uma taxa extra de US$ 45 (R$ 171,39) e a bagagem custa US$ 50 (R$ 190,40) para cada trecho da viagem.

Apesar de não ser considerada uma empresa de baixo custo, a British Airways também cobra pela marcação de assento (a partir de US$ 32) e despacho de bagagem (US$ 90), mas a alimentação já está incluída na tarifa.

Para o passageiro que faz questão de todos esses itens, a opção é fazer a reserva em tarifas superiores. No caso da Norwegian, a passagem de ida e volta na tarifa LowFare+ sobe para US$ 659,80 (R$ 2.512,91). Na British Airways, a tarifa Economy Standard sobe para US$ 820,40 (R$ 3124,57). A tarifa da British inclui uma mala de até 32 kg, mas ainda é preciso pagar pela marcação de assento.

“Nossa nova rota no Rio de Janeiro quebra o monopólio dos voos diretos entre o Reino Unido e o Brasil, já que estamos comprometidos em reduzir as tarifas e tornar as viagens mais acessíveis para turistas e viajantes de negócios”, afirmou Bjorn Kjos, CEO do Grupo Norwegian.

Voos quatro vezes por semana

Os voos da Norwegian serão feitos quatro vezes por semana (segunda, quarta, sexta-feira e domingo). Os voos de ida partem do Rio de Janeiro às 22h25, chegando às 13h35 do dia seguinte ao aeroporto de Gatwick, em Londres. Já a volta sai de Londres às 12h, chegando ao Rio de Janeiro às 19h25.

Segundo a Norwegian, o Boeing 787-9 Dreamliner utilizado na rota tem capacidade para até 344 passageiros. No entanto, o mapa de assentos apresentado pelo sistema de reservas mostra 338 lugares, sendo 56 na econômica premium e 282 na econômica.

A inauguração da rota entre o Rio de Janeiro e Londres é vista pela empresa como um passo importante para a ampliação da presença da companhia na América do Sul. A Norwegian criou uma subsidiária para operar voos domésticos na Argentina e já tem um voo entre Londres e Buenos Aires (Argentina).

Fonte: BlogTodosaBordo

Turismo

Ocupação Hoteleira Durante o Carnaval Deve Chegar a 90%

Em levantamento preliminar realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio Grande do Norte, ABIH-RN, estima-se hoje uma ocupação para o período do Carnaval em Natal, em torno de 88%. Em Pipa, a expectativa é de 80%, e em Mossoró, de 54%.

O setor hoteleiro está otimista e espera que nessa semana que antecede a folia, haja um incremento de cerca de 15%, comparado ao ano de 2018, onde foi registrada uma ocupação média de 79% em Natal, de 78% em Pipa, e 73% em Mossoró.

Esse ano, Natal conta com uma vasta programação carnavalesca, distribuída em seis pólos da cidade: Ribeira, Cidade Alta, Redinha, Nazaré, Ponta Negra e Petrópolis. Nomes nacionais como Alexandre Pires, Ricardo Chaves, Carlinhos Brown, Roberta Sá, Sidney Magal, Titãs, Monobloco, entre outros irão animar os dias de folia na capital potiguar. A abertura do Carnaval 2019, segundo a Prefeitura do Natal, será dia 28 no Largo do Atheneu no tradicional Baile de Máscaras.

“Devemos ressaltar o empenho da Prefeitura de Natal em promover o Carnaval em Natal, cuja programação, eclética e variada, atende a todos os públicos e gostos, e as prévias tem sido muito elogiadas por todos. Queremos, em parceria com a Prefeitura de Natal, fazer uma ampla divulgação, não só do Carnaval em Natal, mas também do Natal em Natal, para atrair a cada ano, mais turistas para nossa cidade”, destacou o presidente da ABIH-RN, José Odécio.

Internacional, Turismo

Amsterdã Remove Um de Seus Pontos Mais Fotografados

A prefeitura de Amsterdã removeu ontem, segunda-feira (03), da Museumplein (Praça dos Museus) um dos cenários fotográficos favoritos dos turistas que visitam a capital holandesa: enormes letras vermelhas e brancas que compunham o slogan “I amsterdam” (jogo de palavras que, em inglês, significa “eu sou Amsterdã”).

O Conselho Municipal decidiu pela remoção atendendo a um pedido do partido ambientalista Groenlinks, segundo o jornal holandês Het Parool. Os políticos verdes argumentaram que as letras, dispostas em frente ao museu Rijksmuseum (Museu Nacional), se transforaram num símbolo do turismo de massa e do “individualismo exagerado”.

Apesar de críticas contra a medida, a maioria dos membros do Conselho votou pela retirada das letras de até dois metros de altura. O slogan “I amsterdam”, porém, continuará sendo usado para promover o turismo na cidade.

“As letras representam o caráter aberto e tolerante de Amsterdã”, afirmou uma representante do marketing turístico local.

Após dez anos de incontáveis visitas de turistas que subiam, sentavam ou se deitavam sobre as letras para posar para fotos, as enormes letras deverão passar por uma restauração. Mais tarde, elas voltarão a ser expostas em diferentes pontos da cidade.

Uma versão menor do monumento pode ser encontrado no Aeroporto Internacional de Schiphol, a sudoeste de Amsterdã.

Fonte: DW

Religião, Turismo

O País que Quer se Tornar a ‘Nova Meca’ e Atrair Muçulmanos, Cristãos e Judeus

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Em meio a um processo de grande transformação política – que quer deixar para trás o passado de dominação soviética e um governo autoritário que se manteve no poder por quase 30 anos, até 2016 -, o Uzbequistão ambiciona se tornar uma “nova Meca”, um destino para peregrinos muçulmanos, cristãos e judeus de todo o mundo.

Um dos países mais populosos da Ásia Central, com quase 30 milhões de habitantes, ele conta com um grande número de mesquitas e santuários bem preservados em cidades como Samarcanda e Bucara, ligadas pelas estradas que faziam parte da Rota da Seda – uma das mais antigas rotas comerciais do mundo, que ligava a Ásia à Europa.

Para milhões de uzbeques, esses lugares são sagrados. Para o governo, eles também representam uma oportunidade para impulsionar o turismo, à medida que o país se abre para o mundo depois de décadas isolamento e autoritarismo.

Entre 1989 e 2016, o Uzbequistão foi dirigido com mão de ferro por Islam Karimov, que foi presidente até sua morte, em setembro daquele ano. Seu primeiro-ministro, Shavkat Mirziyayev, assumiu o país com um discurso de ruptura com o antecessor e se mantém no poder desde então.

Samarcanda é o lar de dezenas de magníficas tumbas. Figuras notáveis ​​como o imperador Tamerlão, o astrônomo Ulugh Beg e Kusam Ibn Abbas, o primo do profeta Maomé, que levou o islã para a região no século 7º, estão todos enterrados no local.

Mas há uma tumba que não se parece com nenhuma outra. Todas as manhãs, centenas de pessoas sobem até o topo de uma colina nos arredores da cidade para visitar um túmulo largo e com formas estranhas, rodeado de árvores de pistache e damasqueiros, entre as ruínas da antiga cidade.

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O ar está cheio de canções de pássaros e o murmúrio de orações. As famílias compartilham o almoço sentadas nos bancos e os jovens casais tiram selfies. Mas entre os peregrinos não há apenas muçulmanos, porque se acredita que esta tumba é o lugar do descanso final do profeta bíblico Daniel, ou Daniyar, como era chamado pelos uzbeques. “Muçulmanos, cristãos e judeus vêm aqui e rezam suas orações de acordo com sua própria religião”, diz Firdovsi, um jovem guia. “São Daniel era judeu, mas os muçulmanos o respeitam porque ele era o profeta de Alá.”

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“Eu sempre venho aqui e rezo por sua alma”, conta uma mulher chamada Dilrabo. “Ele não era apenas um profeta judeu. Ele foi enviado para toda a humanidade. Batizei meu neto de Daniyar em sua homenagem.” Dilrabo foi ao local com sua filha Setora e uma neta. Depois das orações lideradas por um mulá – nome dado a alguns clérigos muçulmanos -, eles entram na fila para observar a tumba mais de perto.

Trata-se de um edifício com mais de 20 metros de comprimento, feito de tijolos cor de areia no estilo islâmico medieval, com arcos internos e um teto abobadado. Dentro do mausoléu – ou maqbarah – há um sarcófago de 18 metros de comprimento coberto com um pano de veludo verde escuro bordado em ouro com versículos do Alcorão.

Este lugar é um dos poucos no mundo onde pessoas de diferentes religiões se reúnem para orar.

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“Eu sou judia e, se quiser, posso orar aqui, da mesma forma que um cristão”, diz Suzanne, de Israel. “Tem a ver com a tolerância uzbeque. Este lugar une a gente.”

Kristina, de Moscou, disse que seus amigos vieram da Rússia para pedir a cura de uma doença. “Agora estão curados”, diz ele.

Acreditar na magia ou poderes de santos ou lugares sagrados de cura é uma forte tradição no Uzbequistão, assim como a peregrinação a santuários que remontam há milhares de anos, para os tempos de xamãs, dos budistas e dos zoroastristas. Mais de 1,2 mil anos de presença islâmica não apagaram essas antigas tradições, já que os uzbeques, de certa forma, misturaram as velhas crenças com a fé muçulmana.

Não é de se admirar que os lugares sagrados estejam cercados de mitos. Em relação ao túmulo de Daniel, por exemplo, muita gente acredita que ele tem 18 metros de comprimento porque o profeta era um homem muito, mas muito alto. Outros dizem que, na verdade, é a sepultura que cresce um pouquinho a cada ano que passa.

O Uzbequistão tem centenas de santuários em todo o país, muitos dos quais foram abandonados ou fechados durante o período de dominação soviética. “O islã da Ásia Central é bastante flexível, inclusivo, se mistura com as tradições locais”, diz Khurshid Yuldoshev, ex-aluno de uma escola religiosa. “É por isso que a religião é interpretada de uma maneira mais tolerante. A tradição de visitar santuários é benigna, e parte de nossa cultura e não tem nada a ver com o islã político. Esses peregrinos são pacíficos.”

O islamismo político é algo que o governo uzbeque teme há muito tempo. Nos 26 anos de governo de Karimov, milhares de muçulmanos independentes foram presos. Agora o Uzbequistão diz estar mudando. Mirziyoyev, que chegou ao poder depois da morte de Karimov em 2016, prometeu mais liberdade religiosa. “O governo está liberando aqueles que verdadeiramente se arrependeram”, diz Shoazim Minvarov, o chefe do recém-fundado Centro da Civilização Islâmica na capital, Tashkent.

Minovarv acredita que os uzbeques que viveram na União Soviética ateia careciam de conhecimento e orientação quando o comunismo desapareceu. Durante a década de 1990, centenas de jovens uzbeques desiludidos uniram-se a organizações afiliadas ao Taleban e à al-Qaeda.

Agora, as autoridades esperam que uma ênfase renovada nas tradições religiosas locais contraste com crenças extremistas. “Radicalismo é a consequência da ignorância”, diz Minovarov. “Queremos ensinar ao nosso povo o islã da iluminação.”

Ninguém sabe ao certo quantos santuários existem no Uzbequistão. Algumas autoridades estimam que cerca de dois mil. E essa riqueza é uma oportunidade para o governo impulsionar o turismo. “Só no ano passado, cerca de 9 milhões de cidadãos uzbeques fizeram uma peregrinação”, disse Abdulaziz Aqqulov, vice-diretor do Comitê de Turismo do Uzbequistão.

O número de turistas estrangeiros ainda é considerado baixo, com cerca de dois milhões por ano. Mas o Uzbequistão já abriu suas fronteiras para os países vizinhos e reduziu as restrições de vistos para muitos outros. “Os cientistas e acadêmicos islâmicos mundialmente famosos, como Imã Muhammad al-Bukhari ou Bahauddin Naqshband estão enterrados no Uzbequistão”, diz Aqqulov. “Países como Indonésia, Malásia, Turquia ou Índia têm o potencial de enviar milhões de peregrinos a esses locais.”

O potencial é realmente significativo. Acredita-se que apenas o líder Sufi do século 14 Bahauddin Naqshband tem mais de 100 milhões de seguidores em todo o mundo, o que representa um grande potencial de peregrinos ao seu túmulo, na antiga cidade uzbeque de Bukhara. Por enquanto, a maioria dos visitantes é de locais. No santuário de Daniel, em Samarcanda, Dilrabo e sua filha completaram sua peregrinação sob os olhos curiosos da pequena filha de Setora. Depois que a mãe e a avó terminam, a menina deixa seus doces em um banco e se aproxima de uma velha árvore de pistache para lhe sussurrar um desejo.

Fonte: BBC

Turismo

Jornal Diz que o Setor de Turismo Encolheu 9% no RN

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Recomenda-se ler a matéria da Tribuna do Norte sobre o encolhimento do turismo no Rio Grande do Norte em 9% e pensar em cada palavra e cada argumento, e tirar alguma conclusão. Diz a TN que os especialistas imputam responsabilidade desse encolhimento à recessão nacional, crise na segurança pública estadual e problemas na pista de pouso do aeroporto Aluizio Alves. Quem são os especialistas a matérias não diz, mas vale muito a opinião do secretário estadual de turismo, Manoel Gaspar, e do diretor da EMPROTUR/RN, Rogério Pessoa Diniz.

Manoel Gaspar atribui esse encolhimento ao problema na pista de pouso do aeroporto Aluízio Alves, que os voos da TAP deixaram de operar nesse período. E não voltou ainda por qual razão? Só existiam voos internacionais da TAP? E tanto empréstimo ao Banco Mundial, para feiras, propagandas, comitivas e mais comitivas internacionais e nacionais, serviu para atrair quais turistas, de onde?

Rogério Pessoa Diniz já atribuiu esse encolhimento ao momento de crise econômica e ainda disse que o valor do Dólar traz o turista internacional, mas que o problema nacional de segurança não contribui para a vinda desses turistas. Ele precisa analisar melhor a situação sobre segurança nacional e local para ter uma ideia por que uns estados encolheram e outros cresceram.

Podemos analisar melhor. A crise econômica brasileira não parece ter afetado tão gravemente o turismo dos vizinhos do Ceará e da Paraíba, a impressão é até que ajudou. No Ceará dois HUBs foram criados em Fortaleza, o da LATAM (prometido e garantido pelo Governo do Estado, como se a decisão fosse tomada pelo governador) e da KLM/Air France.

A pista de pouso do aeroporto, fechada para os voos noturnos, realmente incomodou e prejudicou até os potiguares que iam ou vinham de algum lugar, mas não o suficiente para acabar com os voos diretos, e caríssimos da TAP, partindo do ponto mais próximo da Europa. Não foram seis meses de pausa, e já sabendo disso, um gestor deveria conversar com as empresas aéreas e com a administradora do aeroporto.

Fato é que a segurança tem um imenso peso na escolha dos destinos turísticos. O Rio Grande do Norte tem sido destaque negativo não só no Brasil, mas internacionalmente também. Se o problema fosse de segurança nacional, no mesmo nível, o Brasil não teria mais turistas internacionais.

Talvez a estratégia montada nesses quatro anos para atrair os turistas, e melhor dizendo, retormar caminhos que foram feitos há mais de 20 anos, não tenha sido a ideal. Talvez o orgulho de um governo mais preocupado em delegar culpas do que assumir alguma falha, e corrigir, tenha sido maior do que fazer acontecer verdadeiramente a retomada do turismo no RN. Há ex-secretário que culpa a imprensa pelos problemas com o turismo. A imprensa divulga o que acontece na cidade, no estado, e não se pode culpar uma imprensa muito bem relacionada com o Governo do Estado, como a nossa.

É hora de retomar, sem vaidades, sem querer ser maior do que precisa, o turismo do Rio Grande do Norte, e que volte a ser competitivo, que se criem novas estratégias, novas oportunidades, novas atrações. Não precisa ser especialista para ver o quanto João Pessoa cresceu turisticamente, o quanto Fortaleza voltou a ser competitiva. A impressão é que Natal, por implicância política, foi descartada e não entrou em nenhum planejamento. A Prefeitura do Natal não tem linha de crédito como o Governo do Estado tem com o Banco Mundial, e ainda assim claramente errou a estratégia, e não assume esse erro, e muito menos corrige. Lamentável.

Governo do Estado, Justiça, Meio Ambiente, Turismo

MPF Recomenda Paralisação do Costeira Parque, a Obra 0955 de Robinson Faria

Costeira

Sabe aquela frase de que a pressa é inimiga da perfeição? Pois, não foi nem a pressa, foi excesso de lentidão e a pressa só aparecer quando o governador precisava “inaugurar” alguma coisa antes de ser proibido pela Lei Eleitoral. Pois, ele “inaugurou” os tapumes que fecham a área do antigo Vale das Cascatas, também conhecido com área dos pinheiros, na Via Costeira. Em toda essa situação, o Ministério Público Federal questionou o projeto do “Costeira Parque”, obra 0955 (mesmo sem ter começado e já é obra). Um pouco tarde, é verdade. Antes tarde, mas nem tanto. Diz o site do MPF/RN:

MPF detectou falhas, como falta de projeto de drenagem para a área e ausência de estudo sobre a ação do mar na estabilização da base do terreno, além da ausência de Estudo de Impacto Ambiental

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte enviou nessa terça-feira, 17 de julho, recomendação ao Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) para que o órgão faça uma série de adequações no projeto de construção do parque urbano de utilidade pública, denominado Costeira Parque, localizado na Via Costeira de Natal. Até que esteja regular, o Idema deve suspender todas as obras.

De acordo com o MPF, depois de realizar reuniões e requisitar informações aos órgãos envolvidos na construção, foi possível identificar diversas inadequações do projeto, como construção em área ecologicamente frágil não edificante, desconsideração da análise sobre inexistência de alternativa técnica ou locacional, falta de prévio Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do respectivo Relatório de Impacto Ambiental (Rima) para o licenciamento, além da não realização de audiências públicas para permitir a efetiva participação popular na discussão, elaboração e licenciamento do empreendimento.

A recomendação destaca que o licenciamento de obra de possível impacto local é de competência municipal (SEMURB) e que se a referida Secretaria confirmar a informação de que não tem capacidade técnica para realizar a análise – especificamente do estudo de erosão da costa – do projeto “Costeira Parque”, é recomendável que o licenciamento seja feito pelo Ibama. Assim, se evitaria “a estranha situação de o Idema ser, ao mesmo tempo, o empreendedor e licenciador do empreendimento”, frisa o documento.

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Ou seja, nem o Governo do Estado seguiu as regras que ele mesmo cobra de outros e ninguém viu.