Eleições 2018, Tecnologia

Voto em Casa e pelo Celular! Como é a Tecnologia em Eleições pelo Mundo

Enquanto os eleitores brasileiros decidem o futuro do país depositando seus votos em urnas eletrônicas, como vai ocorrer neste domingo (28), vários lugares do mundo adotam outras formas tecnológicas bastante diferentes para escolher seus representantes — desculpe, mas nenhuma delas envolve imprimir o voto.

Vindos de países tão diversos como Estônia, Colômbia, Estados Unidos e Dinamarca, esses métodos vão de voto enviado pela internet até votação usando aplicativo para celular blockchain, a tecnologia por trás da moeda virtual bitcoin.

A implantação dessas diferentes abordagens tecnológicas divide analistas. Para defensores, elas têm o poder de minimizar as suspeitas de fraude, já que a apuração poderia ocorrer em tempo real e seria possível conferir se um voto foi colocado, de fato, na conta de um candidato. Para críticos, votar pela internet não acaba com os problemas existentes e a transparência pode ser usada para coagir eleitores a apoiar um determinado candidato.

Votação Online mais antiga do mundo

O mais antigo sistema eleitoral a usar algum tipo de votação pela internet é o da Estônia. Um dos países mais conectamos do mundo, a ex república soviética é exemplo em governo eletrônico, ou seja, muitas das interações entre o cidadão e a esfera pública são feitas sem sair de casa, por meio do celular.O sistema de votação eletrônica criado em 2005 foi o primeiro do mundo a ser usado em eleições parlamentares, o que ocorreu dois anos mais tarde. Desde então, 30% dos estonianos preferem votar dessa forma.

Chamado de i-Voting, o sistema funciona assim: durante o período eleitoral, o cidadão se conecta à plataforma eleitoral usando sua identidade digital, uma espécie de RG digital que confere um código único; quando o voto chega à Comissão Nacional Eleitoral, a identidade do votante é removida para garantir que o apoio a um candidato seja anônimo.

Prevendo que o voto remoto pode estar sujeito à pressão externa, a Estônia criou uma forma de contornar coações: cada eleitor pode votar quantas vezes quiser. Só que cada novo voto anula o anterior, de forma que permanece a lógica de um voto por cabeça.

Experiência norte-americana

Já a blockchain passou a ser empregada no registro de votos mais recentemente. O primeiro caso foi o do estado norte-americano de West Virgínia. Em maio deste ano, o governo estadual testou um sistema para militares em missões no exterior votarem nas primárias eleitorais.

Os interessados se cadastraram junto ao sistema eleitoral do estado, que enviou credenciais de acesso. Com elas e usando dados biométricos, votaram usando um aplicativo para celular. O governo de West Virginia pretende agora usar esse mesmo sistema durante as chamadas eleições de meio de mandato, que ocorrerão em novembro e renovarão parte das cadeiras de deputados e senados do Congresso dos EUA.

Apesar de também ser feita pela internet, a votação usando blockchain (inglês para “corrente de blocos”) funciona de forma diferente. Cada voto é incluído em um pacote de dados criptografados. Esses pacotinhos são emparelhados em uma grande “corrente de blocos”.

Apuração ao vivo – “quem ganhou meu voto?”

A blockchain, criada junto com o bitcoin, funciona como um grande e seguro livro contábil com cópias por várias bibliotecas – para evitar que o sistema seja tirado do ar, há várias cópias dele espalhadas pela internet. Como os dados que compõem esse livro estão bastante embaralhados, tentar alterá-los é uma tarefa árdua.

Além disso, fazer isso corromperia a corrente inteira, já que cada elo está intrinsecamente ligado ao outro.

O processo também é transparente, porque os elos dessa corrente podem ser checados por qualquer um e à medida que são incorporados. Também é anônimo, já que você não vê o nome de quem deu determinado voto, mas, sim, o código usado por aquela pessoa.

Para Tatiana Trícia de Paiva Revoredo, especialista em blockchain, isso traz as seguintes vantagens:

  • Você pode checar se seu voto foi, de fato, computado para determinado candidato: responde à pergunta: “meu voto foi mesmo para o meu candidato?”
  • apuração em tempo real, ou seja, o resultado vai sendo mostrado à medida que os votos vão saindo dos celulares.

Antes de West Virginia, a blockchain foi usada em outras votações. A Dinamarca fez um teste no ano passado: enquanto a eleição ocorria da forma tradicional, os eleitores podiam também votar pela “corrente de blocos”.

Já na Colômbia, o sistema foi usado no plebiscito para selar a paz com as Forças Armadas Revolucionárias (Farc). A ação foi voltada aos colombianos que estavam fora do país.

Quem defende x quem é contra

Para Revoredo, sistemas eleitorais que se apoiem na internet e garantam transparência da apuração e identidade anônima dos eleitores é o futuro.

A gente está indo para um mundo descentralizado, em que a internet é 100 % descentralizada, usa inteligência artificial e transações feitas de uma pessoa a outra

“Uma das coisas mais fantástica da blockchain é que você evita a fraude, pois coloca a possibilidade de transacionar nas mãos do cidadão.”

Nem todos os entendidos nessa tecnologia, porém, são entusiasta de sua aplicação para registrar e apurar votos.

“O problema aqui não é que a blockchain é ruim, é que qualquer coisa que você possa querer ao usar blockchain em eleições civis traz novas vulnerabilidades que não existiam antes e é mais fácil, simples e seguro de fazer com outras abordagens”, afirma Matt Blaze, pesquisador de segurança da Universidade da Pensilvânia.

Com 25 anos de pesquisa em como usar criptografia para levar maior segurança a sistemas conectados indispensáveis para a sociedade, ele é um dos críticos das inovações promovidas em West Virginia.

Parem essa besteira. Eleições importam muito. Os requerimentos para elas evoluíram durante séculos de democracia. A votação não é uma zona livre para testes de uma ideiazinha inteligente de startup.

E no Brasil, funcionaria?

Ainda que defenda a tecnologia, Revoredo enxerga alguns entraves para que seja implantada no Brasil:

  • falta de maturidade: a tecnologia precisa ser melhor desenvolvida antes de ser aplicada na votação;
  • acesso a banda larga ainda não é universal e as pessoas ainda têm dificuldade de lidar com processos digitais;
  • barreiras regulamentares com relação a proteção de dados: como a blockchain é global e não ficaria necessariamente só no Brasil, a legislação poderia ser um entrave;
  • resistência de líderes políticos e do sistema público.

Tirar a votação de um ambiente controlado e levá-la para a casa do eleitor, por exemplo, cria calafrios em autoridades eleitorais. Algumas características do sistema eleitoral brasileiro foram criadas para evitar que a figura do voto de cabresto, comum na República Velha (1889-1930), ganhe uma edição 2.0.

Naquela época, líderes regionais controlavam, entre outras coisas, como votavam uma determinada população local. Para Revoredo, a tecnologia pode apaziguar muitos das discussões que temos atualmente. E, caso surjam outros problemas, talvez não sejam culpa da tecnologia.

Com relação ao coronelismo, eu te respondo com outra pergunta: todo mundo aqui tem conta em banco. Quando você vai lá e saca dinheiro, pode vir um ladrão na porta e te roubar? Pode. Mas é por isso que você vai dizer que o banco não é útil?

Fonte: UOL Notícias

Justiça, Política, Tecnologia

Agência Que Contratava Pessoas Pró-PT no Twitter Tem Perfis Excluídos no Facebook

No caso, foram excluídas 11 páginas e 42 perfis associados com as atividades da agência Follow, que supostamente pertence ao deputado Miguel Corrêa (PT-MG).

A questão toda envolvendo a Follow é que a agência supostamente pagava para pessoas distribuírem conteúdos de teor político no Facebook para que eles parecessem orgânicos.

É permitido fazer propaganda política na internet. A questão é a identificação. A legislação brasileira prevê que isso seja feito por meio de impulsionamento e que a plataforma disponibilize informações da campanha, como partido, candidato e CNPJ.

Em agosto, nós noticiamos que a agência Follow desenvolveu uma aplicação para o Twitter chamada “Brasil feliz de novo”, associada ao PT e divulgada nas redes sociais do partido. A aplicação se definia como uma “plataforma de compartilhamento de notícias” e que possibilitava pagamentos para usuários que cumpriam certas missões.

Aparentemente, após verificar o tipo de atividade deles no Twitter, o Facebook resolveu ir atrás e notou que havia algo parecido na rede social.

“Nós queremos que as pessoas possam confiar nas conexões que elas têm no Facebook e, por isso, nossos Padrões da Comunidade não permitem que contas operem de maneira coordenada para enganar as pessoas sobre a origem de conteúdos ou para permitir outras violações de nossas políticas. Também não permitimos contas falsas”, afirmou o Facebook em blog post.

Exclusão de perfis tem precedentes

Importante lembrar que essa não é a primeira vez que o Facebook exclui páginas envolvidas em um contexto político. Em julho, o MBL (Movimento Brasil Livre) foi alvo de exclusão de perfis e páginas. No caso, tratava-se de uma “rede coordenada que se ocultava com o uso de contas falsas no Facebook, e escondia das pessoas a natureza e a origem do seu conteúdo com o propósito de gerar divisão e espalhar desinformação.”

Na época, o Facebook anunciou que tinham sido excluídas 196 páginas.

O MBL, por sua vez, protestou em frente à sede do Facebook em São Paulo, mas não obteve respostas ou o restauro das páginas e perfis excluídos.

Fonte: Gizmodo

Tecnologia

Veja a Apresentação de Um dos Primeiros Computadores Pessoais da História

Antes de 1968, ninguém no planeta julgava possível unir, em uma mesma frase, as palavras “computação” e “pessoal”: naquela época, computadores eram sinônimos de grandes aparelhos que tomavam um espaço enorme em escritórios corporativos de multinacionais e agências do governo. Ter um daqueles em casa não era sequer um sonho — tratava-se de uma impossibilidade física.

Eis que veio Douglas Engelbart. Engenheiro, inventor, especialista no trabalho desenvolvido para a interação de humanos com computadores. Precursor do mouse. E da internet. E dos hipertextos que usamos para referenciar links de matérias antigas do Canaltech.

Douglas Engelbart, em 2008: o engenheiro, pesquisador e inventor foi o precursor da miniaturização da informática, levando o mundo à computação moderna atual. Ele faleceu em 2013, aos 88 anos (Foto: Alex Handy/Flickr)

Em dezembro de 1968, Engelbart, então um pesquisador da Universidade de Stanford, mostrou ao mundo, pela primeira vez, um computador de uso pessoal. A apresentação em si não teve complicações: basicamente, o inventor editou uma lista de compras e passeou com o indicador do mouse na tela. E “só” isso ficou conhecido como “A Mãe de Todas as Demos”.

No contexto da época, as ações simples de Engelbart significariam uma mudança de paradigma na computação: se antes essas máquinas eram relegadas a agentes do governo, cuja operação dependia de terminais de acesso e cartões de ponto, com objetivos mais grandiosos como calcular trajetória de mísseis ou computar dados de pesquisas acadêmicas; após a introdução de Engelbart, os computadores foram cada vez mais miniaturizados, entrando pouco a pouco nas residências americanas (e do resto do mundo), provando que não havia a necessidade de ser um PhD em programação para executar comandos simples do dia a dia.

Veja abaixo a “Mãe de Todas as Demos”.

Fonte: Canaltech

Tecnologia, Transporte

Uber Lança Aplicativo Mais Leve e Motoristas Terão Desconto em Gasolina

A disputa de aplicativos de transporte por passageiros e motoristas ganhou um novo capítulo nesta terça-feira. Durante um evento nesta manhã, a Uber anunciou o lançamento do Uber Lite, um aplicativo mais leve e que ocupa menos de 5MB de memória no download, focado nos passageiros com smartphones mais simples e sem muito espaço na memória. Além disso, a plataforma investirá no Uber Cash, com incentivo da modalidade de pagamento pré-pago.

Os cartões pré-pago com créditos serão vendidos em 5 mil varejistas do país, como Americanas.com, e os créditos também poderão ser adquiridos em bancas de jornais, a partir de quarta-feira. O saldo será liberado quando o usuário incluir o código informado na compra dos créditos. Como benefício, será possível ganhar até 5% de abatimento. Na avaliação da empresa, a medida aumenta a segurança dos motoristas que não precisarão carregar mais grandes quantias de dinheiro.

Segundo a plataforma, o programa Uber Lite funciona mesmo quando a internet está falhando e possui um design mais simples. O mapa, por exemplo, só aparece caso o usuário queira utilizar essa funcionalidade.

O app é uma solução para o nosso tipo de conexão, para pessoas com smartphones sem espaço de memória e ou que têm planos pré pagos”, disse Adriana Gomes, diretora de marketing para o Brasil.

Já Rob Daniel, diretor de produtos financeiros, destacou as vantagens do Uber Cash em relação às dificuldades no pagamento com dinheiro, como o motorista não ter troco.

Durante o evento, Manik Gupta, vice presidente e diretor de produto da empresa, destacou que o Brasil é o segundo país em número de corridas, atrás apenas dos Estados Unidos. Também anunciou um investimento de mais de R$ 250 milhões nos próximos cinco anos no país.

Novidades para motoristas

Para os motoristas, a novidade é que terão descontos de até 5% na gasolina nos postos da rede Ipiranga, ainda neste ano. Além disso, uma linha de microcrédito foi criada para financiar até 100% da instalação do kit gás para os parceiros. O projeto piloto começa no mês que vem, na Região Sul, e a empresa ainda não informou quando será liberada em estados de outras regiões.

Outra novidade é que, a partir do meio de outubro, corridas pelo Uber Pool, em que vários passageiros compartilham o mesmo carro, sairão 35% mais baratas do que o UberX, com o motorista recebendo o mesmo que receberia por corridas na modalidade X. Os testes começarão em outubro, em São Paulo. Para que os trajetos sejam mais curtos, as rotas serão mais bem alinhadas e, em alguns casos, os usuários serão orientados a se deslocarem a pontos de embarque próximos.

“Esse projeto pode diminuir congestionamentos e a poluição”, destacou Ethan Stock, diretor de produtos compartilhados da Uber.

Concorrência

Essas parecem ser algumas respostas da empresa à concorrência da 99, que passou a adotar estratégias mais agressivas desde que foi adquirida pela plataforma de transporte chinesa DiDi Chuxing, em janeiro deste ano. Desde semana passada, as corridas da 99 ficaram 7% mais baratas na capital carioca. Além disso, houve redução da taxa cobrada pelo aplicativo dos motoristas. Antes, 12,99% do valor de cada corrida eram transferidos para a 99. Agora, a taxa é de 7,99% na capital e 4,99% na Região Metropolitana.

A 99 também investiu pesado na publicidade e criou a campanha “Recalcula”, com publicidade veiculadas na TV e nas redes sociais que buscaram mostrar as vantagens para passageiros e motoristas da plataforma em comparação à concorrência. Além disso, vem promovendo várias ações com descontos. No primeiro turno das eleições, por exemplo, a empresa promete desconto de 50% para os 10 mil primeiros usuários das capitais brasileiras que usarem o código “99democracia”.

Fonte: Agência O Globo

Arte, Tecnologia

O Artista como Algoritmo: Rembrandt Feito por Robô é Colocado à Venda

Robôs podem fazer muitos trabalhos antes executados por humanos, mas será que eles podem substituir os artistas?

Um time de empreendedores franceses que acredita nessa possibilidade elaborou um algoritmo que consegue criar pinturas originais semelhantes a trabalhos de grandes mestres como Rembrandt.

Os quadros do fictício “Barão de Belamy” têm um acabamento borrado que não teria impressionado os clientes de Rembrandt, mas são bons o suficiente para que a casa de leilões Christie’s colocasse um à venda em Nova York, com preço estimado entre 7 mil e 10 mil dólares.

“Nós somos artistas com um tipo diferente de pincel. Nosso pincel é um algoritmo desenvolvido em um computador”, disse Hugo Caselles-Dupré, um engenheiro de computação que fundou o grupo com os amigos de infância Gauthier Vernier e Pierre Fautrel, que tem experiência com negócios.

As obras são criadas pelo Generative Adversarial Network (GAN), um algoritmo que aprende como gerar novas imagens após analisar um banco de dados composto por pinturas já existentes —no caso do “barão de Belamy” foram usadas 15 mil pinturas.

“O fato de que ainda não é perfeito, eu acho que é lógico, porque é uma tecnologia que ainda é muito nova e, para ter resultados muito bons, nós precisamos de significativo poder de cálculo que, por enquanto, nós não temos nesse pequeno apartamento”.

Alguns artistas, entretanto, não estão convencidos de que uma máquina possa produzir arte de verdade.

“Se não houvesse nenhuma raiva de Picasso, ‘Guernica’ nunca teria existido. Se Modigliani não estivesse apaixonado por suas modelos, seus nus seriam maçantes e desinteressantes”, disse o artista Robert Prestigiacomo.

“Há sempre um sentimento por trás de uma pintura, sempre, seja raiva, anseio, desejo. E a inteligência artificial é —bom, você tem a palavra ‘artificial’— é isso.”

Fonte: Reuters

Saúde, Tecnologia

Como Startup Usa a Tecnologia para Ajudar a Achar o Melhor Tratamento de Câncer

Dois oncologistas americanos formados em Harvard, financiados pelo bilionário de Hong Kong Li Ka-shing, estão tentando usar a tecnologia para repaginar o acesso ao tratamento do câncer. Eles estão dando alguns de seus primeiros passos na China – o marco zero do câncer.

A China tem o maior número de pacientes com câncer do mundo, mas o tratamento especializado é tão escasso que os pacientes precisam viajar longas distâncias até os melhores hospitais e têm de morar em lugares precários durante meses para comparecer a consultas curtas com oncologistas.

Esse problema começou a chamar a atenção de grandes investidores, e Li, um dos homens mais ricos da Ásia, tornou-se em 2015 o primeiro financiador da startup dos médicos, chamada Driver.

Outros investidores aderiram e, agora com US$ 100 milhões, a empresa está desenvolvendo uma tecnologia para que os pacientes com câncer tenham mais controle sobre seus tratamentos.

A startup começa a inscrever formalmente pacientes na China e nos EUA nesta semana, depois de um teste de 17 meses com várias centenas de pessoas.

A Driver pretende usar a tecnologia para resolver um problema perene no coração da oncologia global. Existem muitos medicamentos e tratamentos experimentais contra o câncer, e US$ 133 bilhões em todo o mundo são gastos com esses remédios por ano, de acordo com a empresa de pesquisa Iqvia Institute.

No entanto, os pacientes geralmente não conseguem encontrar todas as opções disponíveis, somente as que passam pelo filtro de um oncologista sobrecarregado. Ao mesmo tempo, os pesquisadores nem sempre conseguem se manter a par de outros estudos – às vezes nem mesmo dentro de suas enormes instituições médicas.

Qual é a solução proposta pela Driver? Os laboratórios da startup em São Francisco e no sul da China analisam os tumores, o DNA e outros registros médicos dos pacientes. Depois, um aplicativo mostra aos pacientes os melhores tratamentos e testes clínicos em todo o mundo que correspondem a seus tumores específicos.

A Driver funciona nos dois países. Ainda assim, a escassez das informações em que o aplicativo se baseia são particularmente visíveis na China: há apenas 18 oncologistas por 1 milhão de pessoas na China, em comparação com 161 para o mesmo número de pessoas nos EUA, de acordo com um artigo no Journal of Global Oncology.

“Há uma lacuna entre o conhecimento e os pacientes, e ela existe no tratamento do câncer desde 1850”, disse Will Polkinghorn, cofundador da Driver. “Queremos fechar essa lacuna.”

Parceria

A primeira grande parceria da Driver também surgiu na China: o Centro Nacional do Câncer, com sede em Pequim, a agência central de pesquisas sobre o câncer pela qual 840.000 pacientes passam anualmente. Na próxima semana, o Centro planeja anunciar oficialmente o uso da plataforma da Driver para gerenciar os mais de 200 testes clínicos em execução constantemente.

Mas, para que suas maiores ambições se concretizem, a Driver precisará que grandes quantidades de pacientes se inscrevam. O serviço completo, incluindo o processamento de tumores e histórico médico, seguido pela curadoria de tratamentos, custará US$ 3.000, o que limita o acesso a pacientes ricos.

Polkinghorn, da Driver, era radioterapeuta no Memorial Sloan-Kettering, um dos maiores centros de tratamento do câncer nos EUA, e o outro cofundador, Petros Giannikopoulos, era um patologista da Faculdade de Medicina de Harvard quando tiveram a ideia. Ambos eram graduados da Faculdade de Medicina de Harvard, mas não conseguiram financiamento no Vale do Silício.

Eles tiveram sorte em Hong Kong, onde captaram recursos da Horizons Ventures, um fundo administrado pela companheira de Li, Solina Chau, e o principal canal de investimento do patrimônio dele.

Fonte: UOL Tecnologia- Flipboard

Meio Ambiente, Tecnologia

Brasil é o Maior Produtor de Lixo Eletrônico na América Latina, diz ONU

Eletronicos

Taí uma posição que nenhum brasileiro gostaria de estar: na liderança da produção de lixo eletrônico na América Latina. Os dados são do estudo Global E-Waste Monitor, levantamento que avalia em todo o mundo a quantidade de sujeira criada a partir de smartphones, computadores e outros itens usados relacionados a tecnologia. A pesquisa é realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O Brasil produz anualmente 1,5 mil tonelada e é o 7º maior produtor de lixo eletrônico do mundo — e apenas 3% desse montante é despejado adequadamente, o que preocupa, já que a composição química do descarte é tóxico ao meio ambiente e sua decomposição pode trazer muitos prejuízos à saúde.

Só para ter uma ideia, os cartuchos de toners de impressora, que costumam ser jogados fora sem muita restrição, contêm um pó que libera gás metano ao entrar em contato com o fogo. Isso não somente agride a camada de ozônio do planeta como também pode causar problemas respiratórios — além de aumentar o risco de explosões. A tinta proveniente dos mesmos cartuchos contamina o solo e lençol freático, o que deixa o terreno estéril e a água imprópria para consumo.

O que fazer?

Várias cidades possuem programas municipais de descarte apropriado de lixo eletrônico, com pontos de coleta. Os próprios fabricantes costumam ter um serviço de atendimento próprio para isso, então sempre vale dar uma olhada no site deles e buscar por essa opção. Há também serviços pagos, que vão até o endereço recolher os equipamentos.

Outra alternativa é a doação para entidades beneficentes, pois computadores velhos e telefones, por exemplo, podem ser reaproveitados. Vale também ficar de olho nos produtos com o selo de sustentabilidade Energy Star.

Fonte: Techmundo