Meio Ambiente, Tecnologia

Empresa Recicla Cápsulas Usadas de Café em Novo Centro Instalado em SP

De olho na sustentabilidade, a Nespresso inaugurou um Centro de Reciclagem para receber todas as cápsulas de café feitas de alumínio. Localizado em Osasco, na Grande São Paulo, o centro foi aberto a jornalistas na terça-feira (14 de maio): no evento, a empresa apresentou quais são as novidades no setor para o Dia Internacional da Reciclagem, que será comemorado no dia 17 de maio. 

Segundo Claudia Leite, do setor de sustentabilidade da Nespresso, a empresa tem planos de fazer uma gestão 100% sustentável do alumínio até 2020. Ela conta que o alumínio é um material muito importante por ser o único o capaz de preservar o frescor do café — e ainda ser “infinitamente reciclável”. “A reciclagem do alumínio consome 95% menos energia do que produção de alumínio virgem”, diz Claudia. 

A empresa — que já investiu R$ 5 milhões em sustentabilidade neste ano — não revela a quantidade de cápsulas que são recicladas diariamente no centro, mas Claudia afirma que a capacidade é três vezes maior do que é feito hoje. O local tem máquinas desenvolvidas pela própria Nespresso. que são responsáveis por separar o alumínio dos restos de café e depois triturá-lo.

As máquinas não conseguem separar completamente os dois itens mas, segundo Claudia, isso não prejudica o produto final. No caso do alumínio, é permitido ter até 10% de café impregnado (a Nespresso diz que deixa apenas 3%), enquanto o pó de café pode ter até 1% de alumínio.

Como as cápsulas de café da Nespresso são todas produzidas na Suiça, ficaria inviável enviar o material reciclado até o país para transformá-lo em novas cápsulas. Então a empresa encontrou alternativas no Brasil: o alumínio é encaminhado para a empresa de reciclagem chamada Latasa, enquanto a borra de café é usado pela empresa de fertilizantes Biomix. Além disso, foi produzida uma caneta feita com cápsulas recicladas do café Dharkan. 

Atualmente 81% dos consumidores têm acesso aos mais de 90 pontos de coleta de cápsulas de café. No entanto, apenas 20,1% está reciclando. Para Claudia, isso também tem a ver com a falta de engajamento dos consumidores que não entendem que a reciclagem é um dever coletivo. Ainda assim, houve um aumento na reciclagem, já que em 2018 eram 17%, em 2017 eram 13,3%, e 2016 apenas 8,6%.

Para quem tem interesse em conhecer o centro, é possível agendar uma visita ou fazer um tour virtual no site da Nespresso.

Fonte: Galileu

Negócios, Tecnologia

Banco Central Dá Início a Proposta que Colocará em Prática o Open Banking

O Banco Central publicou na última quinta-feira (25/04) uma circular estabelecendo as principais diretrizes que irão balizar a regulamentação do open banking. A proposta é que no segundo semestre deste ano seja conduzida uma consulta pública sobre normativos e cronograma de implementação – que deve ocorrer em 2020. Com a medida, as instituições financeiras devem compartilhar os dados cadastrais e transacionais dos clientes, inclusive informações sobre contas de depósito, operações de crédito, produtos e serviços contratados pelos clientes. Esse compartilhamento será conduzido por meio de abertura e integração de plataformas e infraestruturas de tecnologia, desde que o correntista autorize.

Em nota divulgada, o Banco Central destaca que open banking “busca aumentar a eficiência no sistema financeiro nacional mediante a promoção de ambiente de negócio mais inclusivo e competitivo, preservando a sua segurança e a promoção dos consumidores”.

Para o consultor financeiro e fundador da plataforma Konkero, comparador de produtos financeiros e finanças pessoais, Guilherme de Almeida Prado, a medida do Bacen visa aumentar a competição do setor financeiro. “Essa é uma tendência mundial. As informações de compra e uso de serviços financeiros é do próprio consumidor. E ele é quem deve decidir se quer compartilhar as suas informações com outras empresas. Hoje, esses dados ficam exclusivamente concentrados em cinco grandes bancos, nos quais os clientes têm conta. Na prática, a medida vai aumentar a competição no mercado e, principalmente, vai permitir que as pequenas fintechs tenham mais chances de competir”, avalia, acrescentando que os grandes bancos têm vantagens na análise de crédito para os clientes.

“Com o open banking, se o cliente autorizar, uma fintech poderá ter acesso a informações que só os grandes bancos têm, ou seja, aumentam as chances de competir. O setor e o consumidor ganham com essa medida”, defende.

Do ponto de vista do cliente, o open banking vai permitir que visualizem – em um único aplicativo – o extrato consolidado de todas as contas bancárias e investimentos; podem, ainda, realizar transferências e pagamentos sem precisar acessar o aplicativo do banco.

Fonte: ItMidia

Tecnologia

Samsung Galaxy S10 5G Tem Bateria de 4.500 mAh e Quatro Câmeras na Traseira

A Samsung anunciou quatro modelos do Galaxy S10 hoje. Temos o S10 padrão, S10+ e o S10e; além disso, há o Galaxy S10 5G com tela e bateria maiores, quatro câmeras na traseira e carregamento super-rápido. Ele será lançado por operadoras como Sprint, Vodafone e Deutsche Telekom — mas não espere vê-lo tão cedo no Brasil.

O Samsung Galaxy S10 5G possui uma tela enorme de 6,7 polegadas, ainda maior que o S10+ de 6,4 polegadas. O leitor de digitais ultrassônico está embutido no display.

A bateria também é maior, com capacidade de 4.500 mAh, para aguentar o consumo de energia dos novos modems 5G. Ela tem suporte a carregamento super-rápido de 25 W, além de Power Share para carregar outros dispositivos sem fios.

Por dentro, você encontrará um processador Snapdragon 855, 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento que, curiosamente, não é expansível por microSD.

A câmera traseira tem quatro sensores. Três deles são exatamente os mesmos do Galaxy S10 e S10+; o quarto é um sensor de profundidade 3D para melhorar o desempenho de realidade aumentada. Ele é usado em duas ferramentas: “Video Live Focus”, para borrar o plano de fundo em vídeos; e “Quick Measure” para medir o tamanho de objetos usando o celular.

A câmera frontal é dupla, com sensor principal de 10 megapixels e um sensor ToF que mede a distância dos objetos para capturar imagens em 3D. (O S10+ também tem câmera frontal dupla, mas usa um sensor RGB para dados de profundidade.)

5G vai demorar para chegar ao Brasil

Claro, o destaque fica para o suporte ao 5G. A Samsung diz que o aparelho pode baixar uma temporada completa de uma série em minutos; realizar videochamadas 4K em tempo real; jogar games na nuvem com gráficos pesados praticamente sem lag; e aproveitar experiências conectadas de realidade virtual e aumentada.

Só não espere ver isso tão cedo no Brasil. A Claro pediu para a Anatel deixar a implementação dessa tecnologia para 2021; e a Vivo não quer leilões de frequência tão cedo. Tim e Oi também dizem que não farão uma corrida tecnológica.

O Galaxy S10 5G será exclusivo da operadora Verizon nos EUA no lançamento, mas logo chegará a outras operadoras. O aparelho será lançado em países da Europa e na Coreia do Sul. O preço não foi revelado, mas deve ser salgado: o Galaxy S10+ custa a partir de US$ 1 mil.

Samsung Galaxy S10 5G – Ficha técnica:

  • Tela: 6,7 polegadas, Quad HD+, 505 ppi, entalhe Infinity-O
  • Processador: Snapdragon 855
  • RAM: 8 GB
  • Armazenamento: 256 GB, sem suporte a microSD
  • Bateria: 4.500 mAh, carregamento rápido de 25 W, Power Share, carregamento rápido sem fio 2.0
  • Câmera traseira:
    • 12 megapixels f/2,4 zoom telefoto, estabilização óptica de imagem
    • 12 megapixels f/1,5 e f/2,4 grande-angular (77 graus), estabilização óptica de imagem Dual Pixel
    • 16 megapixels f/2,2 Ultra Wide (123 graus)
    • sensor 3D de profundidade (ToF, time of flight)
  • Câmera frontal: 10 megapixels f/1,9 + sensor 3D ToF de profundidade
  • Sistema operacional: Android 9 Pie com interface One UI
  • Mais: suporte a apenas um chip de celular, porta USB-C, entrada 3,5 mm para fone de ouvido, leitor de digitais ultrassônico, resistência IP68 a água e poeira
  • Dimensões: 77,1 x 162,6 x 7,94 mm, 198 g

Fonte: Tecnoblog

Tecnologia

Clientes Itaú, Credicard e Itaucard Agora Podem Realizar Pagamentos com Google Pay

Os clientes que possuem algum dos cartões de crédito Itaú, Credicard ou Itaucard já podem usar o Google Pay para fazer pagamentos. A novidade foi anunciada nesta quinta-feira (31) e, segundo as empresas, cartões adicionais e de débito do Itaú devem passar a funcionar em breve.

O Google Pay consiste na união de dois produtos do Google: o Android Pay (que permite pagamentos em lojas físicas) e o Pagar com o Google (que permite fazer pagamentos online, como no iFood, a partir de um cartão vinculado a sua conta de e-mail).

Quem tem um smartphone Android (a partir do Lollipop 5.0) com tecnologia NFC pode fazer pagamento por aproximação nas maquininhas compatíveis – é só encostar o celular. Uma das vantagens desse método de pagamento é o fato de o número do seu cartão não ser compartilhado com os estabelecimentos. É uma forma, inclusive, de se proteger de clonagem e roubo de informações.

As compras são sempre validadas por senha ou pelo leitor de impressão digital do celular. Para completar uma operação, “é enviado um número de conta virtual para representar as informações da sua conta”, como explica o próprio Google.

A novidade está disponível para clientes que possuem smartphones Android e cartões de crédito Itaú, Credicard ou Itaucard (Nacional, Internacional, Gold e Platinum) com as bandeiras Visa ou Mastercard. Clientes que possuem cartão múltiplo (funções débito e crédito no mesmo plástico) também poderão usar o Google Pay, mas por enquanto apenas na função crédito.

Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Neon, Next e Porto Seguro são alguns dos bancos e instituições financeiras que possuem compatibilidade com o Google Pay. Você pode conferir a lista completa neste link.

Fonte: Gizmodo

Meio Ambiente, Tecnologia

Brasil Vai Ganhar Primeira Usina de Geração de Energia por Meio de Esgoto e Lixo

O Brasil está prestes a ganhar sua primeira usina de geração de biogás, responsável pela transformação do esgoto e de resíduos orgânicos em eletricidade. A instalação será feita no estado do Paraná.

A CS Bioenergia, empresa de geração de energia, já conta com a Licença de Operação do Instituto Ambiental do estado para operar a usina que tem capacidade de produzir 2,8 megawatts de eletricidade por meio de lixo e fornecer luz para aproximadamente duas mil residências.Estações de tratamento de esgoto e concessionárias de coleta de resíduos fornecerão matéria-prima para a geração de energia, produzindo biogás e biofertilizantes para a região. Com a iniciativa, o objetivo é que o Paraná deixe de descartar cerca de mil metros quadrados de esgoto todos os dias, além de 300 toneladas de lixo orgânico em aterros.

A inspiração para o programa veio da Europa, principalmente da Alemanha, onde mais de 14 mil plantas de geração de eletricidade já estão em andamento.

Fonte: Sustentabilidade ARISP

Arte, Tecnologia

Exposição Virtual da Google Reúne Todas as Pinturas do Holandês Vermeer

A Google anunciou hoje (03), por meio do seu app Arts & Culture, que todas as obras do pintor holandês Johannes Vermeer agora estão disponíveis para visitação em Realidade Aumentada em todo o mundo.

Esta é a primeira vez que toda a obra do segundo mais importante pintor dos Países Baixos é reunida em uma única exposição. Vermeer produziu apenas 36 quadros, de acordo com o que se tem registro, e vivem entre 1632 e 1675. Dessa forma, grande parte de suas pinturas já é frágil demais para viajar e deve ficar nos museus.

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Todo o trabalho de Vermeer está espalhado em sete países diferentes, por 18 galerias independentes. Assim, se torna muito caro e demorado visitar todo o trabalho do artista no “mundo real”.

Ciente disso, o Arts & Culture da Google fez uma parceria com essas instituições e escaneou em altíssima resolução todas as obras do pintor. Agora, elas estão disponíveis em uma “Pocket Gallery”, que pode ser visitada pelo celular em qualquer parte do mundo. A curadoria foi do museu holandês Mauritshuis.

Com o novo recurso, o usuário pode usar o aplicativo e caminhar com o seu smartphone pelos trabalhos de Vermeer que estão espalhados por várias galerias do mundo. Poderá ver ainda detalhes impressionantes de nove quadros do artista graças à nossa Art Camera, uma câmera robótica em Ultra HD.

Processo de escaneamento do Arts & Culture (fonte: Google)

Ela fotografa pedacinhos da obra de arte em altíssima resolução para depois juntá-las, por meio de aprendizado de máquina, e, assim, permitir que as pessoas vejam os mínimos detalhes de uma pintura — às vezes, até imperceptíveis a olho nu.

Saúde, Tecnologia

O Algoritmo Desenvolvido por Brasileiros para Tentar Prever e Evitar Suicídios

Os pesquisadores criaram um algoritmo capaz de analisar textos em busca de sinais de que o autor daquelas anotações possa vir a se matar. Como paciente fictício, a equipe do HCPA utilizou ninguém menos que Virginia Woolf, escritora britânica que tirou a própria vida aos 41 anos. 

Um dos responsáveis pelo estudo, o médico psiquiatra e professor Ives Cavalcante Passos, explica que a opção por Virginia Woolf se deve ao histórico da escritora, semelhante ao de várias pessoas que acabam por se matar: sofria de transtorno bipolar e ao longo da vida tivera diversos episódios depressivos seguidos de tentativas de suicídio.

Virginia Woolf tinha a vantagem de ter uma vasta produção de textos pessoais publicados, já que escrevia quase diariamente cartas e anotações em seu diário.

O algoritmo escolhido foi o mesmo utilizado pelos e-mails para identificar quais mensagens devem ir para a caixa de spams e quais devem ficar na caixa de entrada. 

O primeiro passo foi “ensinar” o algoritmo a identificar cartas e anotações relacionadas ao desfecho do suicídio. Para isso, foram utilizados textos escritos por Virginia Woolf dentro dos dois meses anteriores à sua morte. 

Este corte temporal foi determinado pelos médicos, que entendem que neste período ela já havia entrado em um estágio crítico para o risco do suicídio.

Depois que o sistema estava treinado, ele foi aplicado aleatoriamente em diversos textos da romancista, escritos tanto em períodos pré-tentativas de suicídio como em outros períodos em que ela estava fora de risco. 

O resultado é que o algoritmo acertou em 80% dos casos. Ou seja, a cada 100 textos analisados, em 80 ele apontou corretamente o desfecho: se Virgínia iria ou não tentar se matar nos próximos meses. 

Segundo Passos, a ideia é que, no futuro, a mesma ferramenta possa ser transplantada para um aplicativo capaz de analisar tudo aquilo que escrevemos no smartphone, como mensagens no WhatsApp e em redes sociais, e que iria emitir um alerta caso haja risco de suicídio.

Mas o médico lembra que o algoritmo é individualizado, já que o padrão de escrita de cada pessoa é diferente. Ou seja, o algoritmo construído para Virginia Woolf funciona apenas para Virginia Woolf. 

Além disso, a ferramenta só pode ser aplicada em pacientes que já tentaram se matar, justamente porque precisa ser treinada com base em eventos prévios. Como explica o professor, o principal fator de risco para suicídio é justamente já ter tentado suicídio.

Mais do que isso, as pessoas costumam deixar sinais de que vão se matar: “Essa pessoa que dá pistas, que fala que vai se matar, que escreve uma carta de suicídio, ou o aluno que no colégio busca o coordenador ou fala pro amiguinho que pode tentar se matar, essa pessoa a gente tem que olhar com calma. Ela pode realmente se matar”.

No futuro, o modelo criado pela equipe de Porto Alegre poderá se tornar ainda mais preciso pela inclusão de outros fatores de risco, como o sexo do paciente (no Brasil os homens se matam 4 vezes mais do que as mulheres), histórico de suicídio na família ou consumo de álcool ou outras drogas. 

O professor não descarta que o aplicativo possa analisar inclusive variações no fenótipo digital do usuário, como o tom de voz ao telefone ou a velocidade de digitação. 

Para o médico, este tipo de algoritmo deve tornar a medicina mais preventiva: “Hoje o sujeito chega deprimido no meu consultório. Imagina que no futuro talvez ele chegue muito antes. Não vamos tratar o episódio depressivo, vamos prevenir o episódio depressivo”. 

O trabalho compôs a dissertação de mestrado de Gabriela de Ávila Berni e contou com a supervisão do professor Flávio Kapczinski, da McMaster University.

Para mim o mundo era preto e branco

Teresinha de Lourdes da Silva tem 60 anos e já tentou se matar duas vezes. A primeira foi há mais de 15 anos, depois do divórcio do ex-marido. Três anos depois, uma nova crise depressiva resultou na segunda tentativa de tirar a vida. “Eu não tinha mais graça em viver, para mim o mundo se resumia em preto e branco.”

As coisas começaram a mudar quando Teresinha decidiu levar a sério o tratamento, com consultas periódicas ao psiquiatra e uso de medicação. O apoio da família também foi fundamental, especialmente nos períodos mais críticos da depressão, em que ela não podia ficar sozinha em casa.Teresinha voltou a trabalhar como babá e fica feliz de servir de exemplo para quem está passando por momentos difíceis. Seu principal conselho é procurar ajuda: “Nunca a gente consegue sozinho. Se eu não tivesse procurado um atendimento especializado eu tinha me consumido. Eles (profissionais de saúde) são os anjos da minha vida”.

Para o médico Ives Cavalcanti Passo, o caso de Teresinha comprova o quanto o suicídio pode ser evitado: “Se a pessoa tem ideação suicida, se tu identifica e trata bem, é um evento extremamente reversível”.

Virgínia Woolf: Traumas familiares e obscurantismo

A “paciente” escolhida no estudo do HCPA teve uma vida conturbada, seja pelo âmbito familiar como pelo contexto histórico que a Europa vivia na primeira metade do século 20. 

Nascida em 1882 em um distrito de Londres, Reino Unido, Virginia Woolf cresceu em meio a artistas e intelectuais fortemente influenciados pelos pensamentos que surgiam na época, entre eles a psicanálise e o niilismo. 

A professora do Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Elaine Indrusiak lembra que este ideário pré-guerras mundiais teve forte influência na vida e obra de Virginia Woolf.

“O choque entre a moralidade vitoriana muito rigorosa e o obscurantismo que começa a surgir, da falência de tudo (…) Virginia coloca em letras essa fragmentação que ela vivia e sentia na psique, mas que também é uma fragmentação da própria sociedade em que ela vive”.

No âmbito pessoal, a vida de Woolf foi marcada pelas perdas da mãe (aos 13 anos) e de dois irmãos. Várias biografias contam que ela e a irmã Vanessa foram abusadas sexualmente por dois meio-irmãos mais velhos. 

Segundo Indrusiak, a escritora também não se conformava com a maneira como a sociedade subjugava as mulheres. Fatores que, associados ao diagnóstico de transtorno bipolar, explicam muitas das angústias reveladas nos diários e cartas analisados pelos médicos do HCPA.Do ponto de vista literário, a professora destaca que Virginia Woolf é uma das escritoras que utilizaram de forma mais magistral a técnica do fluxo de consciência e destaca três obras da romancista inglesa:  Rumo ao Farol , Mrs. Dalloway e Orlando .

O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio de forma voluntária e gratuita pelo telefone 188, sob total sigilo, 24 horas por dia. Para mais informações sobre onde procurar ajuda para si ou para amigos e familiares, acesse: http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/suicidio .

Fonte: Flip