Meio Ambiente, Tecnologia

Uber do ‘Entulho’ Ajuda no Descarte Adequado de Resíduos

O descarte incorreto de resíduos é um dos principais desafios para a preservação do meio ambiente. Dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) mostram que o brasileiro produz anualmente 387 quilos de lixo, mas apenas 58% desse montante recebe a destinação adequada.

Para ajudar a solucionar esse problema, a startup Biothanks desenvolveu um aplicativo que liga donos de veículos utilitários a pessoas que precisam descartar ou transportar resíduos. “O maior custo impeditivo para a reciclagem em larga escala é a logística”, explica Marcel Wars, fundador da Biothanks. “Com isso, surge um mercado informal, mas que não ajuda a solucionar o problema de todo o lixo que é produzido. A Biothanks surge como uma opção rápida e segura, gerando trabalho e renda para diversas pessoas.”

Para utilizar o serviço, o cliente deve realizar um cadastro no aplicativo da Biothanks, selecionar o tipo de resíduo que deseja descartar e a quantidade estimada. Depois, o aplicativo oferece duas opções de pagamento (dinheiro ou cartão de crédito).

Após o pagamento, o cliente escolhe o tipo de veículo necessário e um profissional Biothanks vai até o local fazer a coleta e levar o material para um ponto de reciclagem de resíduos sólidos. Entre as opções de destino, estão os ecopontos, recicladores ou lojas parceiras da empresa que trabalham na reutilização e restauração de móveis usados.

Lançada há quatro meses, no Dia Mundial do Meio Ambiente, a plataforma da Biothanks já conta com 2.500 clientes e mais de 50 motoristas cadastrados. De acordo com Marcel Wars, a startup espera ter, pelo menos, 20 mil veículos cadastrados nos próximos anos. Desde o início do serviço, cerca de 45 mil quilos de entulho já foram coletados por meio da plataforma.

Além disso, a empresa quer expandir a lista de materiais a serem recolhidos e sua atuação para outros estados. Por enquanto, o serviço está disponível apenas na cidade de São Paulo e trabalha na coleta de entulho de pequenas reformas, eletrodomésticos e móveis usados. 

“Nossa missão é fazer dos resíduos um benefício para a humanidade, agregando valor a esses materiais que ainda são vistos como um empecilho, mas que também destacam a importância da reciclagem.”, afirma Marcel Wars. 

Fonte: Época Negócios

Saúde, Tecnologia

Toshiba Cria Exame que Detecta 13 Tipos de Câncer Com Uma Gota de Sangue

O grupo japonês Toshiba anunciou uma nova tecnologia capaz de detectar 13 tipos de câncer a partir de uma única gota de sangue. De acordo com a empresa, o método de diagnóstico tem 99% de precisão e foi desenvolvido em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisa do Câncer e a Universidade Médica de Tóquio.

Segundo a publicação The Japan Times, o exame será usado para detectar câncer de estômago, esôfago, pulmão, fígado, vias biliares, pâncreas, intestino, ovário, próstata, bexiga e mama, além de sarcoma (câncer de tecido) e glioma (tumor cerebral).

A Toshiba pode levar alguns anos para comercializar a nova tecnologia, mas deve iniciar os testes no ano que vem. O método pode ser usado para tratar câncer em estágio inicial e foi projetado para examinar os tipos e a concentração de moléculas de microRNA que se acumulam na corrente sanguínea em casos positivos de câncer.

“Comparado aos métodos de outras empresas, temos como vantagens o grau de precisão, o tempo necessário e o custo”, afirmou Koji Hashmoto, cientista do laboratório de pesquisa da Toshiba.

A empresa japonesa desenvolveu um chip e um pequeno dispositivo que pode realizar o diagnóstico em menos de duas horas. O valor do exame pode chegar a ¥ 20.000, ou R$ 775.

Fonte: Época Negócios

Indústria, Tecnologia

Híbrido a Etanol Supereconômico

Desenvolver um carro elétrico que não precise ser carregado na tomada é o objetivo do projeto tecnológico lançado pela Nissan em parceria com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN). As duas partes assinaram o acordo de cooperação nesta terça-feira (26), em São Paulo, e divulgaram maiores detalhes sobre a novidade.

Segundo a montadora japonesa, a ideia é utilizar o etanol para abastecer carros híbridos equipados com célula de combustível, em substituição ao hidrogênio pressurizado, usado atualmente. A tecnologia, chamada Célula de Combustível de Óxido Sólido (SOFC), é inédita no mercado automobilístico.O uso desta tecnologia combinado com os motores elétricos e o seu sistema de bateria garantem uma autonomia de no mínimo 600 km, conforme a Nissan, abastecendo o veículo com apenas 30 litros de bioetanol. Em locais onde este tipo de combustível é bastante difundido, como o Brasil, os veículos elétricos não encontrariam dificuldade para recarregar.

Considerando o preço médio de R$ 2,9 por litro de Etanol no Paraná, por exemplo, um carro com a tecnologia da Nissa gastaria apenas R$ 0,14 por quilômetro, ou ainda 20 km por litro de etanol.

Além de oferecer uma nova alternativa para o mercado de carros híbridos, a montadora também quer usar a parceria com o IPEN para transformar o modo como os veículos são integrados na sociedade, tentando viabilizar a introdução do sistema em carros de passeio.

Como Funciona o Sistema SOFC da Nissan

A tecnologia SOFC da marca asiática se baseia na reação química de vários combustíveis com o oxigênio para produzir hidrogênio e depois eletricidade. Bastante eficiente, o sistema funciona com etanol ou etanol misturado à água, além de ser totalmente limpo, contribuindo para preservar o meio ambiente.

Entre 2016 e 2017 a Nissan realizou testes utilizando dois veículos equipados com a tecnologia, as vans e-NV200, que se adaptaram facilmente ao uso cotidiano do país, segundo a montadora.

Fonte: Tecmundo

Negócios, Tecnologia

Fazenda do Futuro Produz 15 Mil Toneladas de Tomate no Meio do Deserto

O agronegócio é um dos pilares da economia de qualquer país, visto que é necessário para a produção de alimentos e de certos tipos de commodities. Entretanto, a prática pode se mostrar especialmente difícil em alguns lugares. Um exemplo disso é a Austrália, onde os desertos (também conhecidos como outbacks) ocupam cerca de 56% do território da nação.

Mas a tecnologia já começou a apresentar soluções para esse problema.  A Sundrop Farms, localizada na província de Port Augusta, no sul da Austrália, descobriu uma forma de tornar essas regiões, conhecidas pelos seus ambientes hostis e temperaturas extremas, em polos de agricultura. O segredo deles? As fazendas hidropônicas. 

Fazendas Hidropônicas?
Ao contrário da agricultura tradicional, na qual os alimentos são cultivados na terra, no sistema hidropônico as plantas crescem na água. Nesse caso, os nutrientes que elas precisam para se desenvolver são dissolvidos no líquido.

No clima árido, a vantagem é que em nenhum momento as plantas entram em contato com o solo – cujas propriedades tornam impossível de se criar uma cadeia produtiva complexa.

E não é qualquer água que a Sundrop usa, mas água do mar. Segundo a empresa, são necessários mais de 1 milhão de litros por dia para manter o funcionamento. O forte sol que acomete essa região também é aproveitado. Todo processo de dessalinização usa energia solar, obtida por meio de 23 mil painéis.

O resultado é impressionante: cerca de 15 mil toneladas de tomate são cultivados na Sundrop Farms por ano. Esse valor corresponde a 15% da produção anual da Austrália.

Fonte: Empresas e Negócios

Tecnologia

Tóquio 2020: Toyota Apresenta os Robôs que Estarão nas Olimpíadas e Paralimpíadas

O plano de fazer no Japão a Olimpíada e Paralimpíada mais tecnológicas da históriacomeça a sair do papel com os recentes lançamentos da Toyota. A empresa, além de fornecer os carros oficiais dos jogos, faz parte do chamado “projeto robô Tóquio 2020”, que quer levar o envolvimento das máquinas com o evento a um patamar nunca antes visto, além de divulgar para o mundo todo o potencial tecnológico do país sede.

No total, foram apresentados ao público sete robôs, sendo dois deles os mascotes dos jogos. Com diferentes formas e habilidades, eles serão responsáveis por funções diversas, que incluem desde entretenimento até a assistência de visitantes com dificuldades de mobilidade. Como? Veja abaixo as particularidades de cada um deles:

1. Miraitowa e Someity

A versão robô dos mascotes dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 terá como principal função receber e entreter visitantes e atletas. Bastante flexíveis, eles andam por aí e são capazes de mover os braços com facilidade, além de interagir com humanos por meio de câmeras de reconhecimento facial e “olhos” que mostram diferentes expressões. A empresa ainda trabalha com a possibilidade de pessoas comandarem os robôs remotamente.

2. T-HR3

O robô humanoide foi pensado para intensificar a experiência daqueles que não poderão estar presencialmente nos jogos — possibilitando até a interação com atletas. Segundo a empresa, o robô conseguirá sentir e repassar a sensação de movimento. Ao cumprirmentar um esportista, por exemplo, ele irá transmitir a sensação para que os fãs, usando um outro aparelho, passam sentir o aperto de mão.

3. T-TR1

Se os mascotes robôs e o T-HR3 levam as imagens e sensações dos jogos até os telespectadores, o TR1 concretiza a troca de experiências levando até o ambiente olímpico a imagem de um fã do esporte. Com design mais simples, o robô possui uma base de rodas, uma tela vertical e uma câmera no topo. O suficiente para que o sortudo que estiver no comandando da máquina, não só seja visto, mas também se movimente pelas arenas, assistindo a jogos e até conversando com  fãs e atletas.

4.  HSR (Human Support Robot) e DSR (Delivery Support Robot)

Desenvolvidos com o intuito de ajudar especialmente os visitantes com dificuldades de locomoção, o HSR e o DSR serão responsáveis por guiar os telespectadores que compraram assentos nas áreas de acessibilidade e servi-los com comidas e bebidas. Segundo a Toyota, o DSR ainda entregará bebidas e comidas para aqueles que estão em mesas reservadas.

5. FSR (Field Support Robot)

Capaz de seguir outros membros do staff e carregar itens como varas, bolas e pesos, o robô, que mais parece um minicarro autônomo, foi criado para reduzir e acelerar o trabalho da equipe durantes as competições.

Fonte: Época Negócios

Eventos, Tecnologia

Natal Recebe Segunda Edição da Campus Party de 16 a 18 de Agosto

Fonte: CanalTech

Demorou, mas rolou. Na noite de quinta-feira (30), o Governo do Estado do Rio Grande do Norte confirmou em parceria com a Prefeitura do Natal e da Campus Party Brasil a realização da segunda edição da Campus Party Natal. O evento retorna à capital potiguar com o tema central “Tecnologias para a Transformação” entre os dias 16 e 18 de agosto de 2019 no Centro de Convenções de Natal.

Se na primeira edição a CPNatal se concentrou em destacar as capacidades aeroespaciais da capital do Rio Grande do Norte, desta vez há uma preocupação maior com o poder transformador que um evento desse porte tem sobre a vida dos jovens. “Que a Campus desse ano seja ainda mais pujante e que possa deixar para o Rio Grande do Norte e para a nossa juventude um legado cada vez mais consistente de pesquisa, inovação e empreendedorismo”, destacou a governadora Fátima Bezerra.

A organização fala que a solenidade acontecerá em um “novo formato”, embora não especifique exatamente o que isso significa. “Ficamos muito felizes com o sucesso da primeira edição e com os legados deixados para a cidade e para o Estado. Podemos considerar que foi um casamento perfeito”, destacou Tônico Novaes, diretor-geral da Campus Party Brasil. “Por isso queremos convocar todos os campuseros e comunidades a co-criar a #CPNatal2 conosco, empoderando cada vez mais todo o ecossistema”, completou.

Atrações já confirmadas

Embora estejamos a mais de dois meses da realização do evento, a organização já pôde confirmar pelo menos três atrações confirmadas para a #CPNatal2. A primeira delas é Juliana Vasconsellos, líder de parcerias para a América Latina do Google co mais de 17 anos de experiência no desenvolvimento de negócios, vendas e marketing digital.

Outra atração confirmada é a figura carimbada em todas as Campus Party mundo afora: Jon “Maddog” Hall. Atual presidente do Linux Professional Institute e com uma longa carreira em TI, Hall esteve presente na primeira CPNatal e falou sobre o futuro da nuvem. Ainda não há um tema definido para sua fala nesta nova edição, mas é certo que ela envolverá código aberto.

Para finalizar, também foi confirmada a participação de Cícero Moraes, 3D designer brasileiro especializado em reconstrução facial forense, projeto e confecção de próteses faciais humanas, veterinárias, planejamento de cirurgias faciais e muitas outras especialidades. Moraes também ainda não tem tema definido para sua palestra no evento.

Para fechar, a organização do evento confirmou quais áreas estarão abertas nesta segunda edição da Campus Party Natal. São elas:

  • Open Campus: área gratuita e aberta ao público, com atrações de realidade virtual e aumentada e espaços dedicados ao empreendedorismo, educação, entretenimento, drones e games.
  • Startup & Makers: espaço onde startups poderão apresentar seus projetos, além de receber mentorias e contato com potenciais investidores, aceleradoras e incubadoras.
  • Campus Future: onde projetos acadêmicos de estudantes universitários serão expostos e divulgados.
  • Espaço Educação do Futuro: reunirá desde oficinas de linguagem de programação a palestras e debates para a edução. Poderá ser frequentada por entusiastas da educação, alunos, professores e pais.
  • Gamer: reunirá desde os games do momento, até equipamentos profissionais e campeonatos amadores.
  • Maker Space: área dedicada à cultura maker, robótica educacional e fabricação digital.
  • Hacka Space: aqui serão realizados desafios e maratonas de hackathons para solucionar problemas enfrentados pela sociedade na atualidade.
  • Comunidades: espaço destinado para comunidades relacionadas aos universos do empreendedorismo, criatividade, desenvolvimento, ciência e entretenimento.

Ingressos

A previsão de início das vendas dos ingressos para a #CPNatal2 é dia 7 de junho através do site oficial da Campus Party Brasil. Os preços ainda não foram confirmados pela organização.

O site do evento também deve ir liberando aos poucos a grade de atrações para esta segunda edição da Campus Party Natal.

Negócios, Tecnologia

A REGULAMENTAÇÃO DAS FINTECHS é Tema de Trabalho de Aluno Pesquisador Apresentado no IV Congresso Brasileiro de Direito Penal

Gilson Braga dos Anjos Junior, aluno pesquisador do Grupo de Pesquisa em Ciências Criminais -UnP, apresenta trabalho no IV Congresso Brasileiro de Direito Penal.

Gilson Braga é Especialista em Auditoria e Perícia Contábil pela UNI-RN; Bacharel em Ciências Contábeis pela Faculdade União Americana; Graduando em Direito pela Universidade Potiguar – UnP. Membro do Grupo de Pesquisa em Ciências Criminais – GPCrim – UnP.

Nos dias 17 e 18 de maio de 2019, o portal Criminalítico participou do referido Congresso e entrevistou o Aluno Pesquisador Gilson Braga.

CRIMINALÍTICO – O que são as fintechs?

GILSON FinTechs são empresas, geralmente criadas na modalidade startup, que oferecem serviços financeiros comuns, como cartão de crédito, empréstimos e contas, com taxas e juros menores do que as instituições tradicionais. Possuem estrutura reduzida e sobrevivem com o capital de investidores que confiam seus aportes no novo negócio e com o lucro que é obtido.

Para Kawai (in  Dorfleitner,  et al.  2017. p. 5), o termo fintech refere-se a companhias que combinam serviços financeiros, com modernidade, inovação e tecnologia. NAVA e MEDINA (2017. p. 8) complementam que este tipo de negócio utiliza a tecnologia para atender às necessidades específicas de determinado mercado, ao passo em que cria oportunidade de negócios para quem deseja investir.

As fintechs surgiram em Nova York como uma forma de acelerar startups, em uma parceria realizada com a prefeitura da cidade e a Accenture, maior empresa global de consultoria em gestão, tecnologia da informação e outsourcing e o termo FinTech advém da expressão em inglês “financial technology”, ou, numa tradução literal, tecnologia financeira.

No Brasil, o legislador não se preocupou em definir este novo negócio, reservando esforços tão somente para dispor e disciplinar as operações de empréstimos e financiamentos entre pessoas por meio de plataforma eletrônica.

CRIMINALÍTICO – As fintechs são muito usadas para lavagem de dinheiro? Como é o procedimento ilícito?

GILSON – Não é possível afirmar que as fintechs sejam utilizadas para lavar dinheiro. No Brasil, até o presente momento, não se noticiou sobre instituições deste tipo envolvidas com a lavagem de capital. De outro modo, considerando a estrutura operacional enxuta, comum destes novos negócios, e a deficiente legislação reguladora, é necessário chamar a atenção do Estado para a possibilidade de se lavar dinheiro com estas novas instituições.

Num cenário hipotético, ao considerarmos a facilidade para abertura destas empresas, em especial as empresas chanceladas pela lei complementar 167/2019, onde foi criada a Empresa Simples de Crédito, o dinheiro oriundo de atos ilícitos pode ser lavado e injetado facilmente no mercado financeiro, podendo causar sérios danos à economia e à sociedade.

CRIMINALÍTICO – A regulamentação ajudaria em todos os sentidos?

GILSON – Depende do que será regulamentado. Em princípio, cabe destacar que ao regular confere-se segurança jurídica aos envolvidos na nova atividade. Assim, tanto o investimento quanto a contratação destas empresas são tutelados de maneira específica, afastando analogias para eventuais soluções de conflitos, o que, por si só, já favorece a adesão de novos clientes e participação de novos investidores.

Em se tratando de prevenção de ilícitos neste novo nicho de mercado, em especial o crime de lavagem de dinheiro, as normas promulgadas recentemente, quais sejam a Resolução Bacen nº 4.656, de 26 de abril de 2018, Resolução Bacen nº 4.658, de 26 de abril de 2018 e Lei Complementar nº 167, de 24 de abril de 2019, não se preocuparam em definir claramente a origem do recurso para investimento. O legislador tão somente determinou que, para algumas fintechs, o capital que será girado deve ser oriundo de recursos próprios.

Tal afirmativa traz à tona a ideia de presunção de licitude uma vez que, por se tratar de capital próprio, presume-se que este estaria declarado às autoridades competentes. No entanto, é difícil acreditar que apenas essa assertiva seja suficiente para garantir a legalidade do recurso, visto que a sonegação fiscal ainda é uma realidade – e um outro grande problema a ser enfrentado – no Brasil.

Nesta senda, acredito que o Estado ainda precisa se preocupar com a regulamentação das fintechs em sentido amplo. Atualmente é possível apontar fintechs que trabalham com cerca de 20 operações diferentes, no entanto, o estado tem demonstrado maior preocupação às operações de empréstimos, financiamentos e pagamentos.

CRIMINALÍTICO – As fintechs possuem um mercado promissor?

GILSON – Não restam dúvidas. Instituições tradicionais, rígidas e burocráticas já estão sendo soterradas pela inovação. Mesmo tentando se aproximar à nova realidade, os bancos tradicionais ainda estão presos às suas enormes e custosas estruturas, o que pode, a longo prazo, se tornar um empecilho para enfrentamento do mercado.

Em termos de Brasil, o país vivencia um crescimento monstruoso de FinTechs desde o ano de 2015. Segundo o portal FintechLab (2018), chegamos ao final do primeiro semestre de 2018 com um total de 453 startups financeiras em operação considerando os conceitos de FinTechs propriamente dita e plataformas dedicadas à eficiência financeira. O número representa um crescimento de 23% no montante que era de 369 empresas no final de 2017.

O portal destaca, ainda, a composição percentual desse jovem e dinâmico mercado. Até agosto de 2018, em um universo de 453 empresas, este era o cenário por especialidade: 26% de pagamentos, 17% de gestão financeira, 17% de empréstimos, 9% seguros, 7% de cryptocurrency & DLT, 6% de investimentos, 5% de funding, 5% de negociação de dívidas, 3% de câmbio e remessas, 2% de multisserviços e 2% de bancos digitais. Some-se a isso que 49 FinTechs compõem o cenário dos serviços de eficiência financeira, todas controladas, atualmente, pela Comissão de Valores Mobiliários, Banco Central do Brasil e Superintendência de Seguros Privados.

Vale salientar que, conforme ressaltam Herrera e Vadillo (2018. p. 3) o interesse por esse nicho de mercado transcende às barreiras nacionais: o setor FinTech vem crescendo de forma expressiva na América Latina e no Caribe (ALC) e tornou-se uma alternativa para melhorar os níveis regionais de inclusão financeira. No entanto, as inovações que ele traz consigo apresentam uma série de desafios para os órgãos de regulamentação e supervisão financeira, a quem cabe reduzir a incerteza associada ao fenômeno.

Outro dado que cabe destaque é que, segundo o consultor americano Hoder (2016. p. 24), “embora os dados empíricos sobre os investimentos específicos na ALC sejam escassos, (…) discussões com os participantes do mercado indicam que Brasil e México mostram a maior presença de FinTechs (…), seguidos por Argentina, Chile e Colômbia.

CRIMINALÍTICO – Quais as vantagens das fintechs para os usuários?

GILSON – Sem dúvidas, as inovações democratizam o mercado financeiro, possibilitando o acesso da grande massa a produtos que antes eram adquiridos com dificuldades.

As fitnechs trouxeram praticidade e contribuem para a inclusão social uma vez que vem permitindo às classes menos favorecidas o acesso a cartões de crédito, empréstimos, financiamentos, cobranças, pagamentos e tantos outros serviços com mais facilidade, taxas e juros melhores do que o mercado tradicional.

A título de exemplo, muitas fintechs ofertam cartão de crédito e conta corrente sem a cobrança de tarifas. Outras permitem a emissão de boleto para cobrança, também sem nenhum acréscimo.

Fonte: Criminalítico