Assembléia Legislativa, Operações, Política

A Operação Dama de Espadas Expõe o Jogar de Cartas no RN

Segundo reportagem da Tribuna do Norte de hoje, sobre a Operação Dama de Espadas, meio Rio Grande do Norte está envolvido e nas mãos da Dama Rita das Mercês. A repórter Aura Mazda trouxe à tona o quanto os poderes se misturam e são beneficiados nas trocas de favores, e que independentes nada possuem.

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A delação foi dividida em 14 termos, sendo separados por envolvimentos, como por exemplo os termos 4, 6, 7, 12 e 14 tratam do envolvimento do atual governador, Robinson Faria, de desembargadores e de conselheiros do TCE.

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Rita das Mercês diz na delação, ainda segundo a Tribuna do Norte, que o esquema começou em 2006, quando o objetivo era arrecadar dinheiro para o então presidente da Assembléia Legislativa, Robinson Faria, e depois o esquema foi seguido pelos presidentes seguintes, Ricardo Motta e Ezequiel Ferreira.

A defesa do governador Robinson Faria não se pronunciou. A defesa do deputado estadual Ricardo Motta diz que não houve nenhum elemento novo. A defesa do deputado Ezequiel Ferreira diz que nega qualquer envolvimento do acusado e que não teve acesso aos termos de delação.

Do Blog: Como tantas outras operações, essa está andando devagar, mas anda. Outras sequer foram cumpridas as punições, inclusive com mais de 10 anos de existência. O que o povo do Rio Grande do Norte quer é que, independente de nomes, que sejam punidos de forma devida quem tiver alguma responsabilidade. Uma delação, muitas vezes, não é a verdade absoluta, é uma forma de se livrar da Lei, acusando sem provas. No caso de Rita das Mercês, parece que ela coleciona um arsenal de provas de causar, nas suas devidas proporções, uma ecatombe nuclear na classe política e judiciária do RN. Aguardemos as cenas do próximo episódio.

 

Eleições 2018, Operações, Política

Veja Traz Novos Documentos Sobre Doação Ilegal a Robinson e Fábio Faria


A Revista Veja deste final de semana traz novas informações comprometedoras sobre a acusação de recebimento de dinheiro não declarado da JBS pelo governador Robinson Faria e o deputado federal Fábio Faria(PSD) durante a campanha eleitoral de 2014.

A Veja teve acesso a 76 novos anexos com novas delações do diretor do grupo, Joesley Batista à Procuradoria-Geral da República. Os nomes de Robinson(grafado Robson) e Fábio Faria, fazem parte do anexo complementar 4, que é juntado ao anexo inicial 35. Segundo outro diretor do grupo, Ricardo Saud, também delator, foram doados R$ 10 milhões não declarados à campanha de Robinson em troca da privatização da Caern.

No último dia 9, o portal G1 divulgou: A empresária Eliane Alves Pereira confirmou à Polícia Federal que recebeu da empresa JBS o pagamento de serviços prestados na campanha de Robinson Faria ao Governdo do Rio Grande do Norte em 2014. A empresária, dona da E. A. Pereira Comunicação Estratégica, entregou à PF uma nota fiscal no valor de R$ 2 milhões emitida para a JBS S/A.

Segundo ela, deste valor, R$ 1,2 milhão é referente ao trabalho de marketing direto na campanha política e o restante é referente a serviços prestados à marca Friboi, da JBS. O valor total foi pago em setembro de 2014 por meio de depósito na conta da empresária. O pagamento não consta na prestação de contas da campanha de Robinson Faria.

“Ela foi contratada para prestar um serviço de marketing e esse serviço foi efetivamente prestado. Se houve uma prestação tinha que haver o recebimento de valores. (…) Se houve um possível caixa 2 isso deve ser apurado pelo Poder Judiciário que é o juízo competente para apurar os fatos”, disse o advogado da empresária, Marcelo Torres.

A informação confirma parte da delação premiada de Ricardo Saud, ex-diretor de relações institucionais da J&F, grupo controlador da JBS. O executivo afirmou que fez doações não declaradas à campanha de Robinson Faria através de pagamentos a empresas de terceiros, dentre elas a de Eliane.

Operações, Polícia

Operação Prende 100 Suspeitos de Pedofilia em Todo o Brasil

O Ministério Extraordinário da Segurança Pública deflagrou na manhã desta quinta-feira, 17, a Operação Luz na Infância 2, em parceria com as Polícias Civis do Distrito Federal e de 24 Estados. Ao todo, a operação cumpre 579 mandados de busca e apreensão. De acordo com a pasta, 100 pessoas haviam sido presas até a publicação desta matéria.

Embora não haja mandados de prisão, o ministério informou que, durante as buscas, policiais identificaram imagens que configuram os crimes de exploração sexual contra crianças e adolescentes e, nestes casos, os responsáveis são presos em flagrante.

Os alvos foram identificados pela Diretoria de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública, com base em indícios coletados em ambientes virtuais.

As informações obtidas durante quatro meses foram repassadas às Polícias Civis – em especial delegacias de proteção à criança e ao adolescente, e repressão a crimes informáticos – que instauraram inquéritos e solicitaram aos juízes locais a expedição dos mandados.

Fonte: OP9.com

Eleições 2018, Operações, Política

Com ou Sem Juízo de Valor?

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Coincidência, ou não, no último dia como prefeito de Natal o Portal/Jornal Agora RN coloca como principal assunto uma acusação de recebimeno de propina por Carlos Eduardo, agora pré-candidato ao Governo do Estado pelo PDT. É o papel do jornalismo obter a informação e divulgá-la, mas há abordagens que demonstram criar mais zoada do que relatar a verdade ou saber o que é verdade.

Segundo a matéria, a homologação da delação premiada de Allan Emmanoel e Felipe Gonçalves já teria sido homologada pelo Ministério Público e já aceita pelo juiz José Armando Ponte Dias Júnior. A matéria diz que Allan Emmanoel afirmou que teve uma reunião no gabinete do prefeito para falar sobre dinheiro para a campanha e assim garantir o contrato da empresa de energia que ele então representava. E ainda segundo o jornal, a propina entrou via caixa 2 de campanha.

O interessante é que propina e caixa dois são crimes diferentes. Mas são mencionados como se fossem uma coisa só. A propina é sobre obter recursos para enriquecimento pessoal, crime corrupção; já o caixa dois consiste em receber doações de campanha e não declarar os valores na prestação de contas à Justiça Eleitoral e pode ser punido com até cinco anos de prisão. Nenhuma as duas coisas justificam qualquer dos atos, mas é preciso explicar ao cidadão a diferença das coisas.

Durante o jornal da noite, o proprietário do portal/jornal, Alex Viana, fez questão de dizer que não se deve fazer juízo de valor sobre acusar Carlos Eduardo de qualquer dos crimes, embora inteligentemente deixasse a dúvida da honestidade do agora ex-prefeito, dizendo diversas vezes que ele agora é um cidadão comum, não terá foro privilegiado. Como exemplo, perdão, pode ser citado o atual governador do estado, que responde processo dentro das investigações da Lavajato.

Então vamos por partes, ninguém crê que sabendo que haveria possibilidade de denúncia de seu nome, Carlos Eduardo seria candidato ao Governo. Seria mais fácil permanecer no cargo e ver no que daria; segundo, se verdade for, não será o único com o nome envolvido em algum processo ou denúncia; terceiro, outro dia noticiaram que o ex-secretário Jerônimo Melo teria feito a delação, a defesa negou. Ou seja, o MP ainda não se pronunciou sobre o caso e nem sobre delações feitas, e nem colocou operações nas ruas.

O mais curioso de tudo é como alguns poucos veículos de comunicação locais conseguem informações tão sigilosas de dentro do MP. O Ministério Público de fato tem que investigar e dar andamento com o judiciário, mas também investigar quem, dentro dos seus quadros e relações, vaza as informações se de fato forem verdadeiras. Tem sido prática constante e já parece que há algo proposital nisso, deixando a população desacreditada nas ações do MP se perguntando qual o propósito de expor, por exemplo, sem dizer se tem provas. Dizer que alguém roubou, que pediu dinheiro, que é dono do mundo, estando preso, é até fácil, mas provas cabais de fato existem? Há um julgamento e condenação antecipados, deixando preso quem já deveria estar solto.

Na Operação Cidade Luz há uma grande inquietude de quem leu parte do processo. É sobre o período investigado, mesmo dizendo que havia esquema de propina anteriormente, toda a investigação foi voltada de 2013 em diante. É como se o crime anteriormente não tivesse nenhum valor, e deve ser punido. Sempre achamos que o peso da lei devesse ser para todos, mas parece é que apenas para os “escolhidos”, seja de quem for e ninguém ainda sabe quem escolhe o investigado.

Nos Estados Unidos, a delação é feita para que o criminoso tenha sua pena diminuída, ou tenha direito ao regime aberto no futuro, mas o delator paga pelo seu crime e se mentir, a vantagem da delação é automaticamente cancelada. No Brasil, como país torto que é, o delator, que também confessa seu crime, recebe inúmeros benefícios, como liberdade para remontar empresa ou criar uma nova, para viajar, para dizer que roubou ou ganhou dinheiro público e ainda sim, viajar o mundo desde que avise ao juiz.

Uma coisa, ainda que parecesse cauteloso nisso, Alex Viana tem razão: Não se pode fazer juízo de valor sobre nada e ninguém. Não é imprensa a responsável pela investigação, julgamento e condenação das pessoas. E no Dia do Jornalista nada mais propício para dizer que a cada dia os jornalistas se coloquem como jornalistas na sua essência, reportando a verdade, sendo éticos, responsáveis e ouvindo os dois lados da notícia. Ser imparcial? Não precisa. Precisa que deixe claro ao seu leitor/ouvinte/audiência de que lado está a sua parcialidade e assim ser honesto no que faz e com quem se comunica.

Operações, Política

Já Pode Pedir Música

Robinson Faria

Mais uma vez no Fantástico, o Governo do Rio Grande do Norte já perdeu as contas de quantas vezes apareceu nas mídias negativas, mas não é isso que dá direito de pedir música no Fantástico, é o fato de o governador conseguir estar sendo acusado de três operações ao mesmo tempo: Anteros, Dama de Espadas e Lavajato. Para o potiguar, nada de novo na matéria do Fantástico, que parece ainda ter material para falar do RN, mas para o Brasil fica escancarado como a corrupção mina um estado tão pequeno e é tão enraizado na classe política.

Três fatos curiosos: Em nota, o governador diz que essa é uma ação de pré-campanha contra ele. Se assim for, ele quer dizer que a Polícia Federal, o Ministério Público do Rio Grande do Norte e o Ministério Público Federal agem contra a candidatura dele?; o advogado de Robinson Faria parece que tomou da mesma água de poço que esse governo tomou, só enxerga colorido e fala de um mundo fantasioso; Adelson, aquele que aparece na reportagem falando em nome do governador, é o mesmo que percorre o estado com o chefe do Executivo estadual, como se nada acontecesse, logo, Robinson deve achar tudo normal, e demonstra absoluta confiança e intimidade do governador e o servidor que entregava mesada para Rita das Mercês.

Já na Operação Candeeiro, citada de passagem na matéria, Gutson, filho de Rita das Mercês diz ter medo de ser morto, por ser arquivo vivo, e continua acusando o deputado estadual Ricardo Motta e outros políticos de fazerem parte de um esquema que desviou 35 Milhões de Reais do Instituto de Meio Ambiente do Rio Grande do Norte – IDEMA. O advogado nega qualquer participação de Ricardo Motta, mas essa operação ainda terá outros desdobramentos. Aguardemos pois esses desdobramentos, e aguardemos se alguém tem coragem de pedir afastamento do governador por obstrução de justiça.