Negócios, Tecnologia

Fazenda do Futuro Produz 15 Mil Toneladas de Tomate no Meio do Deserto

O agronegócio é um dos pilares da economia de qualquer país, visto que é necessário para a produção de alimentos e de certos tipos de commodities. Entretanto, a prática pode se mostrar especialmente difícil em alguns lugares. Um exemplo disso é a Austrália, onde os desertos (também conhecidos como outbacks) ocupam cerca de 56% do território da nação.

Mas a tecnologia já começou a apresentar soluções para esse problema.  A Sundrop Farms, localizada na província de Port Augusta, no sul da Austrália, descobriu uma forma de tornar essas regiões, conhecidas pelos seus ambientes hostis e temperaturas extremas, em polos de agricultura. O segredo deles? As fazendas hidropônicas. 

Fazendas Hidropônicas?
Ao contrário da agricultura tradicional, na qual os alimentos são cultivados na terra, no sistema hidropônico as plantas crescem na água. Nesse caso, os nutrientes que elas precisam para se desenvolver são dissolvidos no líquido.

No clima árido, a vantagem é que em nenhum momento as plantas entram em contato com o solo – cujas propriedades tornam impossível de se criar uma cadeia produtiva complexa.

E não é qualquer água que a Sundrop usa, mas água do mar. Segundo a empresa, são necessários mais de 1 milhão de litros por dia para manter o funcionamento. O forte sol que acomete essa região também é aproveitado. Todo processo de dessalinização usa energia solar, obtida por meio de 23 mil painéis.

O resultado é impressionante: cerca de 15 mil toneladas de tomate são cultivados na Sundrop Farms por ano. Esse valor corresponde a 15% da produção anual da Austrália.

Fonte: Empresas e Negócios

Internacional, Negócios

Ele Construiu um Moinho a Partir do Lixo para Levar Energia e Água para Sua Vila na África

Autodidata, William Kamkwamba aprendeu por conta própria como construir moinhos para gerar energia e água para a sua vila no Malawi, na África Oriental. Há quase 20 anos, o seu país sofria uma das piores secas da história, o que levou o menino William de 14 anos a colocar em prática o que lia nos livros de ciência que encontrava na biblioteca. A história contada em seu livro inspirou o filme da Netflix  O menino que descobriu o vento.

“Como muitos do Malawi, meus pais são agricultores e não conseguiam produzir o suficiente para alimentar os sete filhos”, disse em palestra no último dia da conferência HSM Expo 2019, que aconteceu em São Paulo (SP). Sem dinheiro e passando fome, Kamkwamba teve que largar a escola. Mesmo assim continuou estudando por conta própria. “Eu queria encontrar uma forma de levar água para a minha vila.”

Sem compreender muito bem o inglês, o jovem associava as palavras com as ilustrações de motores e geradores representados nos livros que lia. O método se mostrou efetivo quando foi a um ferro-velho próximo à sua vila encontrar os materiais necessários para construir seu próprio moinho.

Com pedaços de metais e plástico, Kamkwamba não conseguiu colocar em prática um moinho de água como queria, mas criou um de energia. “As pessoas achavam que estava louco”, afirma. “Mas depois vinham carregar os seus celulares quando perceberam que funcionava”. A invenção foi a primeira de muitas. Em seguida, ele mudou o sistema elétrico da sua casa para evitar curtos-circuitos que pudessem causar um incêndio.

O reconhecimento ultrapassou fronteiras algum tempo depois quando o inventor foi convidado a participar da conferência TED na Tanzânia, país vizinho. Durante o evento, conheceu investidores que o ajudaram a voltar a estudar e realizar o seu sonho inicial de construir moinhos de água. “Eu construí um que produzia energia e bombeava água para os moradores da vila”, diz.

Terminada a escola e formado pela Faculdade de Dartmouth, nos Estados Unidos, Kamkwamba voltou ao seu país natal para continuar a levar energia para as vilas. Ele começou a instalar painéis solares em escolas da região, tornando possível que os estudantes tivessem acesso a computadores e projetores.

Hoje, Kamkwamba conta que quer criar um centro de inovação na sua vila para jovens desenvolverem novos projetos. “Talento é universal, mas oportunidade ainda não é”, diz. Para ele, não existe inovação “pequena”. “Você é inovador quando, mesmo com desafios, consegue criar soluções que resolvam os problemas da sua comunidade.”

Fonte: Época Negócios

Meio Ambiente, Negócios

Plataforma Ajuda a Encontrar Posto de Coleta para Descarte Correto de Medicamento

Muitas vezes não utilizamos todos os remédios prescritos pelo médico quando estamos doentes e guardamos as sobras das cartelas para alguma outra ocasião. No entanto, os medicamentos ficam guardados por tanto tempo que acabam perdendo a validade. O que fazer com eles?

Jogar remédios vencidos ou sobras no lixo comum traz inúmeros prejuízos ao meio ambiente e à saúde pública. As substâncias químicas contaminam o solo e a água, podendo afetar peixes e outros organismos vivos que servem como base de alimentação para as pessoas.

O Brasil é o 6º maior mercado de medicamentos do mundo, segundo dados de 2017 da IQVIA, multinacional que atende às indústrias combinadas de tecnologia de informação em saúde. Por ano, estima-se que sejam produzidas mais de 10 mil toneladas desse tipo de resíduo, conforme dados da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Pensando nisso, a Roche, em parceria com o portal eCycle, desenvolveu uma plataforma que ajuda o consumidor a descobrir o lugar mais próximo de coleta de medicamentos vencidos.Para localizar o endereço, basta incluir o CEP de onde você está no site e o sistema faz um mapeamento dos pontos de descarte mais próximos ao usuário.

De acordo com dados da Roche, em 2018, a procura por esse tipo de serviço cresceu 190% em relação ao ano anterior.Para descobrir o ponto de coleta para descarte de remédios vencidos mais próximo, clque aqui.

Fonte: Época Negócios

Negócios, Tecnologia

A REGULAMENTAÇÃO DAS FINTECHS é Tema de Trabalho de Aluno Pesquisador Apresentado no IV Congresso Brasileiro de Direito Penal

Gilson Braga dos Anjos Junior, aluno pesquisador do Grupo de Pesquisa em Ciências Criminais -UnP, apresenta trabalho no IV Congresso Brasileiro de Direito Penal.

Gilson Braga é Especialista em Auditoria e Perícia Contábil pela UNI-RN; Bacharel em Ciências Contábeis pela Faculdade União Americana; Graduando em Direito pela Universidade Potiguar – UnP. Membro do Grupo de Pesquisa em Ciências Criminais – GPCrim – UnP.

Nos dias 17 e 18 de maio de 2019, o portal Criminalítico participou do referido Congresso e entrevistou o Aluno Pesquisador Gilson Braga.

CRIMINALÍTICO – O que são as fintechs?

GILSON FinTechs são empresas, geralmente criadas na modalidade startup, que oferecem serviços financeiros comuns, como cartão de crédito, empréstimos e contas, com taxas e juros menores do que as instituições tradicionais. Possuem estrutura reduzida e sobrevivem com o capital de investidores que confiam seus aportes no novo negócio e com o lucro que é obtido.

Para Kawai (in  Dorfleitner,  et al.  2017. p. 5), o termo fintech refere-se a companhias que combinam serviços financeiros, com modernidade, inovação e tecnologia. NAVA e MEDINA (2017. p. 8) complementam que este tipo de negócio utiliza a tecnologia para atender às necessidades específicas de determinado mercado, ao passo em que cria oportunidade de negócios para quem deseja investir.

As fintechs surgiram em Nova York como uma forma de acelerar startups, em uma parceria realizada com a prefeitura da cidade e a Accenture, maior empresa global de consultoria em gestão, tecnologia da informação e outsourcing e o termo FinTech advém da expressão em inglês “financial technology”, ou, numa tradução literal, tecnologia financeira.

No Brasil, o legislador não se preocupou em definir este novo negócio, reservando esforços tão somente para dispor e disciplinar as operações de empréstimos e financiamentos entre pessoas por meio de plataforma eletrônica.

CRIMINALÍTICO – As fintechs são muito usadas para lavagem de dinheiro? Como é o procedimento ilícito?

GILSON – Não é possível afirmar que as fintechs sejam utilizadas para lavar dinheiro. No Brasil, até o presente momento, não se noticiou sobre instituições deste tipo envolvidas com a lavagem de capital. De outro modo, considerando a estrutura operacional enxuta, comum destes novos negócios, e a deficiente legislação reguladora, é necessário chamar a atenção do Estado para a possibilidade de se lavar dinheiro com estas novas instituições.

Num cenário hipotético, ao considerarmos a facilidade para abertura destas empresas, em especial as empresas chanceladas pela lei complementar 167/2019, onde foi criada a Empresa Simples de Crédito, o dinheiro oriundo de atos ilícitos pode ser lavado e injetado facilmente no mercado financeiro, podendo causar sérios danos à economia e à sociedade.

CRIMINALÍTICO – A regulamentação ajudaria em todos os sentidos?

GILSON – Depende do que será regulamentado. Em princípio, cabe destacar que ao regular confere-se segurança jurídica aos envolvidos na nova atividade. Assim, tanto o investimento quanto a contratação destas empresas são tutelados de maneira específica, afastando analogias para eventuais soluções de conflitos, o que, por si só, já favorece a adesão de novos clientes e participação de novos investidores.

Em se tratando de prevenção de ilícitos neste novo nicho de mercado, em especial o crime de lavagem de dinheiro, as normas promulgadas recentemente, quais sejam a Resolução Bacen nº 4.656, de 26 de abril de 2018, Resolução Bacen nº 4.658, de 26 de abril de 2018 e Lei Complementar nº 167, de 24 de abril de 2019, não se preocuparam em definir claramente a origem do recurso para investimento. O legislador tão somente determinou que, para algumas fintechs, o capital que será girado deve ser oriundo de recursos próprios.

Tal afirmativa traz à tona a ideia de presunção de licitude uma vez que, por se tratar de capital próprio, presume-se que este estaria declarado às autoridades competentes. No entanto, é difícil acreditar que apenas essa assertiva seja suficiente para garantir a legalidade do recurso, visto que a sonegação fiscal ainda é uma realidade – e um outro grande problema a ser enfrentado – no Brasil.

Nesta senda, acredito que o Estado ainda precisa se preocupar com a regulamentação das fintechs em sentido amplo. Atualmente é possível apontar fintechs que trabalham com cerca de 20 operações diferentes, no entanto, o estado tem demonstrado maior preocupação às operações de empréstimos, financiamentos e pagamentos.

CRIMINALÍTICO – As fintechs possuem um mercado promissor?

GILSON – Não restam dúvidas. Instituições tradicionais, rígidas e burocráticas já estão sendo soterradas pela inovação. Mesmo tentando se aproximar à nova realidade, os bancos tradicionais ainda estão presos às suas enormes e custosas estruturas, o que pode, a longo prazo, se tornar um empecilho para enfrentamento do mercado.

Em termos de Brasil, o país vivencia um crescimento monstruoso de FinTechs desde o ano de 2015. Segundo o portal FintechLab (2018), chegamos ao final do primeiro semestre de 2018 com um total de 453 startups financeiras em operação considerando os conceitos de FinTechs propriamente dita e plataformas dedicadas à eficiência financeira. O número representa um crescimento de 23% no montante que era de 369 empresas no final de 2017.

O portal destaca, ainda, a composição percentual desse jovem e dinâmico mercado. Até agosto de 2018, em um universo de 453 empresas, este era o cenário por especialidade: 26% de pagamentos, 17% de gestão financeira, 17% de empréstimos, 9% seguros, 7% de cryptocurrency & DLT, 6% de investimentos, 5% de funding, 5% de negociação de dívidas, 3% de câmbio e remessas, 2% de multisserviços e 2% de bancos digitais. Some-se a isso que 49 FinTechs compõem o cenário dos serviços de eficiência financeira, todas controladas, atualmente, pela Comissão de Valores Mobiliários, Banco Central do Brasil e Superintendência de Seguros Privados.

Vale salientar que, conforme ressaltam Herrera e Vadillo (2018. p. 3) o interesse por esse nicho de mercado transcende às barreiras nacionais: o setor FinTech vem crescendo de forma expressiva na América Latina e no Caribe (ALC) e tornou-se uma alternativa para melhorar os níveis regionais de inclusão financeira. No entanto, as inovações que ele traz consigo apresentam uma série de desafios para os órgãos de regulamentação e supervisão financeira, a quem cabe reduzir a incerteza associada ao fenômeno.

Outro dado que cabe destaque é que, segundo o consultor americano Hoder (2016. p. 24), “embora os dados empíricos sobre os investimentos específicos na ALC sejam escassos, (…) discussões com os participantes do mercado indicam que Brasil e México mostram a maior presença de FinTechs (…), seguidos por Argentina, Chile e Colômbia.

CRIMINALÍTICO – Quais as vantagens das fintechs para os usuários?

GILSON – Sem dúvidas, as inovações democratizam o mercado financeiro, possibilitando o acesso da grande massa a produtos que antes eram adquiridos com dificuldades.

As fitnechs trouxeram praticidade e contribuem para a inclusão social uma vez que vem permitindo às classes menos favorecidas o acesso a cartões de crédito, empréstimos, financiamentos, cobranças, pagamentos e tantos outros serviços com mais facilidade, taxas e juros melhores do que o mercado tradicional.

A título de exemplo, muitas fintechs ofertam cartão de crédito e conta corrente sem a cobrança de tarifas. Outras permitem a emissão de boleto para cobrança, também sem nenhum acréscimo.

Fonte: Criminalítico

Negócios

Locadora de Veículos é Especializada em Atender Motoristas de Aplicativos

Segundo um levantamento do IBGE, aplicativos como Uber e iFood são fonte de renda para cerca de 4 milhões de brasileiros. Por serem autônomos, esses trabalhadores precisam arcar com todos os custos necessários para desempenhar a atividade – incluindo o veículo utilizado. Mas e quem não tem carro? Foi tentando ser a resposta para essa pergunta que o empreendedor Adhemar Milani criou a startup Kovi.

Fundada no final de 2018, a empresa aluga carros para motoristas de aplicativos.

Segundo Milani, além de possuir um atendimento personalizado para esse tipo de atividade, a startup se destaca por conta dos seus preços mais competitivos.

Para passar uma semana com o veículo, o cliente precisa pagar R$ 369 – valor que, de acordo com o empreendedor, seria de 5% a 10% mais barato do que locadoras tradicionais.Os aluguéis podem ser feitos por meio do aplicativo ou do site da empresa. No momento do cadastro, um “pagamento de segurança” de R$ 800 deve ser feito para começar a utilizar o serviço.

Os usuários também precisam apresentar um comprovante de antecedentes criminais e de residência, documentos de identificação e uma foto da garagem onde o veículo será guardado. 

O cadastro também precisa ser aprovado por uma equipe de análise de risco.

Milani conta que a proposta da Kovi foi bem recebida pelos motoristas. Atualmente, cerca de 800 pessoas contratam o serviço com regularidade. A empresa optou por não divulgar seu faturamento.

E de onde veio a ideia?

Adhemar Milani foi um estudante inquieto. Enquanto cursava engenharia mecânica, ele sentiu a necessidade de achar outras atividades para ocupar seu tempo livre – e a empresa júnior de sua universidade se mostrou uma oportunidade perfeita para isso. “Foi nela que ele senti pela primeira vez o gostinho do que é ser um empreendedor”, diz.

Mas a ideia do que viria a ser a Kovi só surgiu muito tempo depois, quando ele trabalhava como diretor da 99. Na época, ele percebeu que muitas pessoas gostariam de trabalhar nesses aplicativos, mas não possuíam veículo próprio. Milani também conta que o preço e burocracia das locadoras tradicionais acabavam desestimulando esses trabalhadores.

Foi então que resolveu colocar a mão na massa. O primeiro passo tomado foi procurar investidores entre os fundadores de grandes startups de mobilidade e delivery. De contato em contato, o empreendedor conseguiu um aporte de US$ 800 mil (cerca de R$ 3,2 milhões) para começar a tocar a empresa.

Era hora de buscar carros.

Um 2019 otimista
Os carros disponibilizados pela Kovi são resultado de contratos com outras locadoras e montadoras. Essas parcerias funcionam como aluguéis, onde a startup paga um valor para usar os veículos por determinado período de tempo. Todos eles são sedãs padronizados, podendo ser usados apenas nas categorias básicas dos aplicativos.

Localizada em São Paulo, a empresa passou pelo programa de aceleração da Y Combinator e atualmente tem cerca de 50 colaboradores. Mas esse número pode mudar, já que 2019 é encarado com otimismo. Para Milani, o ano deve ser de escalada e consolidação da Kovi no mercado.

A expectativa é conquistar 8 mil clientes durante o período, gerando um faturamento de cerca de R$ 7 milhões. Uma nova rodada de investimentos também deve ser realizada este ano. Nela, a empresa espera captar US$ 10 milhões (cerca de R$ 40 milhões) em investimentos.

Fonte: Empresas & Negócios

Do blog: Nas conversas para regulamentar o trabalho com aplicativos, não perceberam ainda que existem outros negócios em torno dele, com novas oportunidades. O mundo é cada vez mais digital e empreendedor, os legisladores não perceberam isso.

Negócios, Tecnologia

Banco Central Dá Início a Proposta que Colocará em Prática o Open Banking

O Banco Central publicou na última quinta-feira (25/04) uma circular estabelecendo as principais diretrizes que irão balizar a regulamentação do open banking. A proposta é que no segundo semestre deste ano seja conduzida uma consulta pública sobre normativos e cronograma de implementação – que deve ocorrer em 2020. Com a medida, as instituições financeiras devem compartilhar os dados cadastrais e transacionais dos clientes, inclusive informações sobre contas de depósito, operações de crédito, produtos e serviços contratados pelos clientes. Esse compartilhamento será conduzido por meio de abertura e integração de plataformas e infraestruturas de tecnologia, desde que o correntista autorize.

Em nota divulgada, o Banco Central destaca que open banking “busca aumentar a eficiência no sistema financeiro nacional mediante a promoção de ambiente de negócio mais inclusivo e competitivo, preservando a sua segurança e a promoção dos consumidores”.

Para o consultor financeiro e fundador da plataforma Konkero, comparador de produtos financeiros e finanças pessoais, Guilherme de Almeida Prado, a medida do Bacen visa aumentar a competição do setor financeiro. “Essa é uma tendência mundial. As informações de compra e uso de serviços financeiros é do próprio consumidor. E ele é quem deve decidir se quer compartilhar as suas informações com outras empresas. Hoje, esses dados ficam exclusivamente concentrados em cinco grandes bancos, nos quais os clientes têm conta. Na prática, a medida vai aumentar a competição no mercado e, principalmente, vai permitir que as pequenas fintechs tenham mais chances de competir”, avalia, acrescentando que os grandes bancos têm vantagens na análise de crédito para os clientes.

“Com o open banking, se o cliente autorizar, uma fintech poderá ter acesso a informações que só os grandes bancos têm, ou seja, aumentam as chances de competir. O setor e o consumidor ganham com essa medida”, defende.

Do ponto de vista do cliente, o open banking vai permitir que visualizem – em um único aplicativo – o extrato consolidado de todas as contas bancárias e investimentos; podem, ainda, realizar transferências e pagamentos sem precisar acessar o aplicativo do banco.

Fonte: ItMidia

Desenvolvimento, Negócios

Voltalia Contrata com SiemensGamesa 36 Aerogeradores para Eólica no RN

A empresa de energia Voltalia contratou com a SiemensGamesa, fornecedora de soluções de energia eólica, o fornecimento de 36 aerogeradores para a usina eólica Ventos da Serra do Mel 2, no Rio Grande do Norte, com capacidade para 128 megawatts, conforme informou em nota.    

As novas turbinas que serão instaladas na usina são do modelo SG 3.4-132, com potência nominal de 3,55 megawatts cada. Rotores com um diâmetro de 132 metros se elevarão em 120 metros acima do solo, segundo explicou a Voltalia, sem detalhar os valores investidos. 

A companhia ressaltou que outros dois contratos haviam sido assinados anteriormente com a SiemensGamesa, para a compra de 13 turbinas para o Vila Acre I, de 27 megawatts, e de 47 unidades para o parque Ventos da Serra do Mel 1 (VSM 1), de 163 megawatts.

“O projeto Ventos da Serra do Mel (1 e 2) é mais um importante investimento da Voltalia no país onde já operamos mais de 300 MW… Após a construção deste novo parque, teremos ainda mais de 1,5 GW de possíveis expansões, o que poderá fazer Ventos da Serra do Mel um dos maiores sites de energia eólica da América Latina”, disse o CEO da Voltalia no Brasil, Robert Klein, em nota. 

Os contratos de venda de energia de longo prazo foram garantidos para o Ventos da Serra do Mel 2 com previsão para o início de 2021 (64 MW) e 2024 (64 MW), segundo a empresa. 

A energia produzida entre o comissionamento da usina a partir dessas datas será vendida a preços atrativos no mercado, disse a empresa.

Fonte: Reuters