Indústria, Meio Ambiente

Indústria do Cimento Quer Usar Óleo Recolhido no Nordeste, diz ABCP

A Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) confirmou nesta terça-feira ter se colocado à disposição para receber o óleo recolhido no litoral do Nordeste e utilizá-lo como combustível para fornos em indústrias do setor.

A entidade está em contato com Marinha, Ibama e Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para o recebimento do óleo, que seria tratado e utilizado como combustível ou matéria-prima alternativa para as empresas de cimento do Nordeste, segundo nota da ABCP.

“Se viabilizado o uso, este material será totalmente destruído, evitando assim novos impactos ambientais causados por um eventual descarte incorreto”, disse a associação, que representa dez grupos responsáveis por 80% da produção de cimento do Brasil.

O uso do resíduo sólido contaminado com óleo na produção do cimento ocorreria graças ao coprocessamento, técnica que utiliza resíduos de diversas naturezas na geração de energia térmica para os fornos, acrescentou a ABCP.

Ao comentar o caso nesta terça-feira, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, já havia sugerido que os resíduos que estão sendo armazenados poderiam ser utilizados pela indústria do cimento.

A operação de limpeza das praias afetadas pelo derramamento de óleo, cuja origem ainda não foi identificada, já coletou mais de 600 toneladas do produto no litoral nordestino, de acordo com números divulgados pelo governo brasileiro na segunda-feira.

Fonte: Época Negócios

Indústria, Meio Ambiente

Empresa Lança Cerveja em Garrafa de Papel, Para Não Causar Ressaca ao Meio Ambiente

Já pensou em tomar cerveja em uma garrafa de papel? A Carlsberg, produtora dinamarquesa, revelou na última semana dois protótipos de garrafas biodegradáveis, a Green Fibre Bottle, feitas de fibras de madeira e com uma camada interna impermeável.

Em um dos protótipos, a proteção é uma fina camada de plástico feita de garrafas PET recicladas. O outro usa o polímero biodegradável PEF (polietileno 2,5-furandicarboxilato).

“Estamos contentes com os avanços com a Green Fibre Bottle,” disse Myriam Shingleton, vice-presidente de desenvolvimento da Carlsberg. “Ainda não chegamos lá, mas os dois protótipos são um passo importante para realizar nossa ambição final de trazer essa novidade ao mercado.”

A iniciativa faz parte do projeto da Carlsberg em zerar as emissões de carbono em suas cervejarias até 2030. Na cadeia inteira de produção, o objetivo é diminuir emissões em 30%.

A busca pela embalagem de papel começou em 2015, quando a Carlsberg se juntou com outras empresas locais para desenvolver a tecnologia (que existe há muito tempo nas Kombis de caldo de cana, com discutível sucesso). Neste ano, a Paboco foi formada para criar garrafas sustentáveis. É uma joint-venture entre a empresa de embalagens BillerudKorsnäs e a fabricante de garrafas Ampla.

Junto com a Green Fibre Bottle, a Carlsberg anunciou uma parceria com Coca-Cola, L’Oreal, Absolut e a Paboco para avançar na pesquisa e desenvolvimento da garrafa de papel. “Parcerias como essa, que são unidas pelo desejo de criar inovações sustentáveis, são a melhor maneira de trazer mudanças reais,” disse Shingleton.

Fonte: Época Negócios

Meio Ambiente, Negócios

Plataforma Ajuda a Encontrar Posto de Coleta para Descarte Correto de Medicamento

Muitas vezes não utilizamos todos os remédios prescritos pelo médico quando estamos doentes e guardamos as sobras das cartelas para alguma outra ocasião. No entanto, os medicamentos ficam guardados por tanto tempo que acabam perdendo a validade. O que fazer com eles?

Jogar remédios vencidos ou sobras no lixo comum traz inúmeros prejuízos ao meio ambiente e à saúde pública. As substâncias químicas contaminam o solo e a água, podendo afetar peixes e outros organismos vivos que servem como base de alimentação para as pessoas.

O Brasil é o 6º maior mercado de medicamentos do mundo, segundo dados de 2017 da IQVIA, multinacional que atende às indústrias combinadas de tecnologia de informação em saúde. Por ano, estima-se que sejam produzidas mais de 10 mil toneladas desse tipo de resíduo, conforme dados da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Pensando nisso, a Roche, em parceria com o portal eCycle, desenvolveu uma plataforma que ajuda o consumidor a descobrir o lugar mais próximo de coleta de medicamentos vencidos.Para localizar o endereço, basta incluir o CEP de onde você está no site e o sistema faz um mapeamento dos pontos de descarte mais próximos ao usuário.

De acordo com dados da Roche, em 2018, a procura por esse tipo de serviço cresceu 190% em relação ao ano anterior.Para descobrir o ponto de coleta para descarte de remédios vencidos mais próximo, clque aqui.

Fonte: Época Negócios

Meio Ambiente

Lixo Zero – Em Junho Natal Terá Encontro Sobre o Tema

O I Encontro Lixo Zero Natal promovido pelo Movimento  Soul Ativismo, terá como tema “Encontro Lixo Zero Natal Melhores Práticas”, e vai ocupar o Auditório do Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN), no dia 05 de junho, das 8h às 18h.

Será uma oportunidade de entender quais ferramentas possuímos e como vamos resolver o grande problema de gestão de resíduos sólidos conversando com quem entende do assunto.

O programa do I Encontro Lixo Zero Natal, contará com 06 (seis) painéis com a presença de especialistas e autoridades, além de associações e empresas que trarão casos de sucesso. Os temas abordados serão: 

Tendência e Estilo de Vida;

Conscientização e Educação Ambiental;

Redução e Reuso;

Reciclagem e Sistema de Reciclagem;

Compostagem e Agricultura Urbana;

Políticas Públicas e Cenário Local. 

As rodas de conversas vão possibilitar o diálogo aberto sobre: resíduos gerados, ser parte do problema ou contribuir com a solução, assim como histórias de empreendedores que mudaram suas vidas atuando com resíduos; além da visão do resíduo como solução, dando voz a catadores e movimentos periféricos; e estratégias de engajamento para sustentabilidade e regeneração do planeta.

O grande objetivo do Encontro Lixo Zero Natal é e dar visibilidade aos agentes públicos, ativistas e empreendedores que mostram boas práticas rumo ao conceito Lixo Zero.

Meio Ambiente, Tecnologia

Empresa Recicla Cápsulas Usadas de Café em Novo Centro Instalado em SP

De olho na sustentabilidade, a Nespresso inaugurou um Centro de Reciclagem para receber todas as cápsulas de café feitas de alumínio. Localizado em Osasco, na Grande São Paulo, o centro foi aberto a jornalistas na terça-feira (14 de maio): no evento, a empresa apresentou quais são as novidades no setor para o Dia Internacional da Reciclagem, que será comemorado no dia 17 de maio. 

Segundo Claudia Leite, do setor de sustentabilidade da Nespresso, a empresa tem planos de fazer uma gestão 100% sustentável do alumínio até 2020. Ela conta que o alumínio é um material muito importante por ser o único o capaz de preservar o frescor do café — e ainda ser “infinitamente reciclável”. “A reciclagem do alumínio consome 95% menos energia do que produção de alumínio virgem”, diz Claudia. 

A empresa — que já investiu R$ 5 milhões em sustentabilidade neste ano — não revela a quantidade de cápsulas que são recicladas diariamente no centro, mas Claudia afirma que a capacidade é três vezes maior do que é feito hoje. O local tem máquinas desenvolvidas pela própria Nespresso. que são responsáveis por separar o alumínio dos restos de café e depois triturá-lo.

As máquinas não conseguem separar completamente os dois itens mas, segundo Claudia, isso não prejudica o produto final. No caso do alumínio, é permitido ter até 10% de café impregnado (a Nespresso diz que deixa apenas 3%), enquanto o pó de café pode ter até 1% de alumínio.

Como as cápsulas de café da Nespresso são todas produzidas na Suiça, ficaria inviável enviar o material reciclado até o país para transformá-lo em novas cápsulas. Então a empresa encontrou alternativas no Brasil: o alumínio é encaminhado para a empresa de reciclagem chamada Latasa, enquanto a borra de café é usado pela empresa de fertilizantes Biomix. Além disso, foi produzida uma caneta feita com cápsulas recicladas do café Dharkan. 

Atualmente 81% dos consumidores têm acesso aos mais de 90 pontos de coleta de cápsulas de café. No entanto, apenas 20,1% está reciclando. Para Claudia, isso também tem a ver com a falta de engajamento dos consumidores que não entendem que a reciclagem é um dever coletivo. Ainda assim, houve um aumento na reciclagem, já que em 2018 eram 17%, em 2017 eram 13,3%, e 2016 apenas 8,6%.

Para quem tem interesse em conhecer o centro, é possível agendar uma visita ou fazer um tour virtual no site da Nespresso.

Fonte: Galileu

Indústria, Meio Ambiente

Sindicato Lança Aplicativo Voltado para Coleta de Lixo Reciclável

O sindicato de Reciclagem e Descartáveis do RN – Sindrecicla lança na próxima semana o aplicativo RecicleJá, voltado para aproximar empresas recicladoras de geradores de resíduos recicláveis. O lançamento acontece no Espaço Cultural Candinha Bezerra, na Casa da Indústria, no próximo dia 16, às 8h.

Serão apresentados os recursos, benefícios e diferenciais do app RecicleJá para os usuários. O objetivo do aplicativo é conectar escolas, associações, condomínios de demais geradores de resíduos recicláveis com empresas de reciclagem.

O RecicleJá foi desenvolvido através do Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias – PROCOMPI, através do IEL/RN e já está disponível para download pelo Google Play (Android) e App Store (IOS).

Meio Ambiente

Baleia Encontrada Morta com 40 Quilos de Plástico no Estômago

Baleia

Uma baleia foi encontrada morta na sexta-feira, na costa sudeste das Filipinas, com 40 quilos de plástico no estômago, informou esta segunda-feira a imprensa local.

O cetáceo, uma baleia-bicuda-de-cuvier, apareceu na sexta-feira à beira-mar no município de Mabini, na província de Valle Compostela, tendo sido submetido a autópsia no domingo.

Entre os objetos de plástico encontrados dentro da baleia estão 16 sacos de arroz, uma lona plástica usada em plantações de banana e sacos de compras, concluiu o Departamento de Pesca e Recursos Aquáticos da província.

O biólogo marinho Darrell Blatcheley afirmou que nos dez anos em que examinou baleias e golfinhos mortos, a maioria morreu na sequência da ingestão de plástico.

Fonte: TVI24