Indústria

Ford e Volkswagen Anunciam Aliança Global para Produção de Veículos

As montadoras Ford e Volkswagen anunciaram nesta terça-feira (15/01) que estão formando uma aliança global para a produção de veículos comerciais, o que deve permitir às empresas uma economia de bilhões de dólares em custos de desenvolvimento.

Em comunicado conjunto, as duas companhias afirmaram que a aliança não envolve a troca de participações de acionistas, tampouco há planos nesse sentido para o futuro.

Ambas se manterão como entidades separadas, e os veículos frutos da parceria terão identidades próprias da Ford e da Volkswagen, afirmaram os presidentes das empresas, Jim Hackett e Herbert Diess, respectivamente, durante uma teleconferência.

Hackett declarou ainda que a Ford não espera que a aliança com a alemã Volkswagen leve a uma redução da força de trabalho da gigante americana.

Segundo os executivos, os primeiros veículos desenvolvidos em conjunto serão vans comerciais e picapes de tamanho médio, que devem chegar ao mercado a partir de 2022.

A Ford ficará responsável por produzir as picapes, um de seus pontos fortes, assim como vans maiores. Já a Volkswagen ficará encarregada de desenvolver uma van pequena destinada a cidades com tráfego intenso de veículos, especialmente europeias.

Segundo a Ford, as picapes de tamanho médio foram pensadas para os mercados da África, América do Sul e Europa. “Há áreas que não estão rendendo de forma adequada, e vamos lidar com isso”, afirmou Jim Farley, presidente de mercados globais da empresa americana.

As duas companhias anunciaram ainda que estão avaliando uma futura colaboração na produção de veículos autônomos, serviços de mobilidade e veículos elétricos.

Hackett, presidente da Ford, afirmou que a aliança “não apenas impulsionará eficiências significativas e ajudará ambas as companhias a melhorar sua capacidade, mas também dará às duas a oportunidade de colaborar na formação da próxima era da mobilidade”. “Você não consegue fazer isso sozinho”, argumentou o executivo.

“Não é segredo que nossa indústria está passando por uma mudança fundamental”, disse, por sua vez, Diess, da Volkswagen. “Portanto, montadoras de todo o mundo estão investindo pesado em alinhar sua produção com as necessidades futuras e acelerar seus ciclos de inovação. Em tal ambiente, simplesmente faz sentido compartilhar o investimento.”

A aliança entre as fabricantes americana e alemã segue uma série de outras cooperações na indústria automobilística, num momento em que as empresas precisam lidar com a necessidade de acompanhar as novas tecnologias e investir bilhões em pesquisa e desenvolvimento.

Montadoras estão, por exemplo, sob pressão de governos em mercados importantes, como União Europeia e China, para o desenvolvimento de veículos elétricos para que esses países possam, assim, cumprir os limites mais duros de emissões de gases poluentes.

Além disso, fabricantes de carros estão competindo com empresas de tecnologia, como Waymo e Uber, na criação de veículos autônomos e na busca por maneiras de oferecer uso temporário de automóveis, conforme fazem os aplicativos de carona.

Em meio a essa revolução tecnológica, a desaceleração da economia global colocou uma pressão sobre os lucros e acentuou a necessidade de controlar os custos. Na semana passada, a Ford anunciou que cortará milhares de empregos e descontinuará linhas de veículos de baixa venda, como parte de um plano de recuperação para melhorar suas operações na Europa.

Fonte: DW

Indústria

Nota da FIERN em Defesa do Sistema “S

O país foi surpreendido nesta segunda-feira, 17, com declarações do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, de que pretende cortar entre 30% e 50% dos recursos do Sistema S. Tal medida, se concretizada, irá provocar a extinção de importantes iniciativas e programas, num claro prejuízo aos trabalhadores do Rio Grande do Norte e do país que usufruem dos serviços de educação, saúde, assistência, cultura e lazer mantidos por essas instituições.

As entidades que integram o Sistema S, como o Serviço Social da Indústria (SESI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), são importantes aliadas do Brasil na promoção de educação básica e profissional, inovação, tecnologia, saúde e segurança no trabalho. Todos os dias dezenas de profissionais formados pelo Sistema S entram no mercado de trabalho.

Acreditamos que o futuro ministro não sabe a importância dessas instituições para o país. Não tem noção do prejuízo que representaria um corte desse tamanho em entidades que têm utilizado, de maneira qualificada e transparente, os recursos destinados pelas empresas privadas para suas ações.

A proposta do ministro Paulo Guedes de corte de 30% nos recursos do SESI e SENAI, se levada adiante, representará o fechamento de 162 escolas de formação profissional do SENAI no Brasil e o corte de 1,1 milhão de vagas em cursos profissionais oferecidos por ano. Desde 1942, o SENAI já qualificou mais de 73 milhões de brasileiros.

A educação do SENAI é reconhecida internacionalmente – nas últimas edições da WorldSkills, a maior competição de educação profissional do mundo, o Brasil, representado em sua maioria por estudantes do SENAI, conquistou o 1º lugar (2015) e o 2º (2017). Além disso, a atuação do SENAI é reconhecida pela ONU.

O corte também afetará dramaticamente o SESI. Nada menos que 155 escolas da instituição no país fecharão suas portas, extinguindo 498 mil vagas para alunos do ensino básico ou na educação de jovens e adultos. Em todo o Brasil, o SESI recebe, por ano, mais de 1,7 milhão de matrículas em educação básica e continuada e ações educativas, oferecendo qualificação de qualidade e cidadania para os brasileiros.

O ensino oferecido pelo SESI tem atestado de qualidade. Com foco em ciências, tecnologia, engenharia, matemática e artes, a abordagem das 505 escolas do SESI vem trazendo resultados positivos, como o bom desempenho em português e matemática dos alunos do 5º ano do ensino fundamental na Prova Brasil – as médias foram superiores a dos alunos da rede privada.

Os danos do corte proposto pelo ministro Paulo Guedes se estenderão também à empregabilidade. Cerca de 18,4 mil trabalhadores do SESI e do SENAI (a maioria educadores) em todo o país terão de ser dispensados. Isso num momento em que o país luta para diminuir os índices de desemprego, que atingem mais de 14 milhões no país e que deveria merecer prioridade do novo governo.

Também serão cancelados os atendimentos em saúde para 1, 2 milhão de pessoas. O SESI beneficia, por ano, mais de 4 milhões de trabalhadores com serviços de SST e promoção da saúde. São cerca de 770 mil consultas, 2,5 milhões de exames ocupacionais e 1 milhão de vacinas.

Importante ressaltar que o custeio do SESI e SENAI se dá por meio da contribuição das empresas industriais, ou seja, de verbas do setor privado. Não entra um centavo do Governo Federal no Sistema “S”, que é mero repassador dos recursos arrecadados junto ao segmento industrial.

Defendemos que o governo federal corte o excesso da máquina pública para buscar o financiamento de suas atividades e não retirar recursos de um Sistema consolidado por mais de sete décadas de serviços prestados ao país. É incompreensível que tente destruir uma das raras iniciativas que deu certo no Brasil e é referência mundial, sobretudo na área de ensino profissionalizante. O país precisa mudar, mas não será com medidas equivocadas e falsamente miraculosas e bombásticas que construiremos um futuro melhor para todos.

Amaro Sales de Araújo
Presidente do Sistema FIERN

Desenvolvimento, Indústria

FIERN Realiza o 36° Seminário Motores do Desenvolvimento Para Discutir os Caminhos do Brasil e do RN

Hoje a Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte – FIERN – proporcionou mais um, esse é o 36°, Seminário Motores do Desenvolvimento do Rio Grande, com o tema “Caminhos do Brasil e do RN na Gestão Pública”. Os convidados deste ano foram: O jornalista e cientista político William Waak, o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), e a governadora eleita do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT). O evento reúne empresários, autoridades políticas, gestores públicos e especialistas. Na abertura, presidente da FIERN, Amaro Sales, defendeu a valorização do empreendedorismo lembrando que 97% das empresas no RN são micro e pequenas. Sales destacou a importância do diálogo entre os poderes, empresários e sociedade para minimizar o déficit previdenciário, reequilibrar as contas públicas e retomar a capacidade de investimento. Ricardo Coutinho contou para a platéia como encontrou a Paraíba, pagando “apenas” os servidores e como deixará o estado, que conseguiu aumentar a arrecadação de ICMS, passando a voltar a ter capacidade de investimento e construindo obras importantes para a população.Já William Waak defendeu que as paixões sejam deixadas de lado para solucionar a crise no Brasil, e criticou a estrutura dos partidos políticos e o sistema político do país, que segundo Waak, gera um sistema fragmentado no Congresso e que dificulta a governabilidade. Além disso, frisou o controle de gastos da máquina pública.A governadora eleita Fátima Bezerra defendeu a união entre os empresários e a sociedade, leia-se Governo do Estado, e que sua prioridade é ficar nos parâmetros da Lei de Responsabilidade Fiscal sobre o gasto com pessoal, cortar gastos e aumentar a arrecadação sem aumento de impostos. Fátima inclusive conta com a solidariedade dos demais poderes para que devolvam a sobra de cada um ao tesouro estadual para tirar o RN do descontrole que se encontra, segundo Bezerra.

Uma pergunta não quer calar: Alguém viu o governador Robinson Faria no evento, já que não houve nenhum registro nas redes sociais, nem dele e nem do Governo do Estado?