Futebol

Pirotecnia Pode Estar com Dias Contados nos Estádios Alemães

Há muitos anos se discute na Alemanha se a utilização de sinalizadores nos estádios por parte de torcedores deveria ser permitida oficialmente e sob quais condições se daria o seu uso. A ideia era chegar a um acordo a respeito entre a Federação Alemã de Futebol (DFB) e as torcidas organizadas.

Sinalizadores

A maioria dos fã-clubes, abrangendo as três divisões do futebol alemão, estava disposta a fazer muitas concessões para que finalmente se pudesse chegar a uma resolução que permitisse a utilização ordenada e controlada de artefatos pirotécnicos. Rojões, por exemplo, seriam definitivamente banidos, e sinalizadores não poderiam ser atirados em direção ao campo, nem jogados a esmo pelas arquibancadas.

Entretanto, o diálogo entre as partes foi abruptamente dado por encerrado unilateralmente pela federação, e desde então não se conversa mais sobre o assunto para tentar chegar à uma solução que satisfaça todas as partes envolvidas.

A decepção foi grande após o fracasso das conversações, e o que se nota desde então é que praticamente não acontece uma partida de futebol onde, em maior ou menor grau, acabam surgindo espetáculos pirotécnicos.

Do ponto de vista legal, acender sinalizadores nos estádios é proibido e considerado uma infração. Há defensores, especialmente no âmbito político, que pleiteiam caracterizar especificamente a pirotecnia nos estádios como crime. Neste caso, a pena não seria apenas uma multa, como é o caso atualmente, mas também de prisão temporária.

Atualmente, para cada sinalizador aceso, o respectivo clube é obrigado a pagar uma multa de mil euros (aproximadamente 4 mil reais). Se o artefato for jogado em direção ao campo, o valor triplica. Os clubes podem cobrar as multas do torcedor, mas para isso acontecer é necessário que tenha havido uma identificação comprobatória do autor da contravenção.

Sinalizadores 1

Os que defendem a criminalização afirmam, não sem razão, que um estudo realizado em 2017 a pedido da UEFA e das redes de fã-clubes comprovou os riscos para a saúde e segurança dos torcedores quando um sinalizador é aceso. A temperatura do artefato chega a 1.000 graus centígrados com alto potencial de ferimento por queimadura.

Durante toda temporada 2017/2018 da Bundesliga, a polícia registrou 879 casos de pirotecnia nos estádios alemães, com 53 feridos resultantes de queimaduras. Em compensação, neste mesmo período, houve 141 pessoas feridas pela repressão policial com uso de gás pimenta.

Se de um lado a Federação Alemã de Futebol tende a um endurecimento cada vez maior quanto à pirotecnia, para as torcidas organizadas e, especialmente para aqueles blocos mais radicalizados, cada sinalizador aceso equivale ao dedo do meio (em alemão “Stinkefinger”)  direcionado à cartolagem que comanda os destinos do futebol alemão.

Artefatos luminosos se tornaram um instrumento de protesto, e o torcedor das organizadas não faz segredo disso.

“Sempre daremos um jeito de contrabandear sinalizadores para dentro do estádio. Ninguém vai conseguir nos impedir. É a nossa forma de protestar. Podem fazer os controles que quiserem. Não vai adiantar porque sempre daremos um jeito”, declarou um torcedor berlinense que preferiu ficar no anonimato e minimizou o argumento da periculosidade: “Não é tão perigoso. Onde estão as pessoas em chamas? Não vejo ninguém pegando fogo”.

Nesta briga entre os cartolas e as organizadas quem sofre é aquele torcedor tipo família: pais com crianças, idosos, casais, enfim aquele torcedor comum que vai ao estádio para, com toda calma e tranquilidade, assistir a um jogo de futebol. Não quer ser perturbado pelos muitas vezes caóticos torcedores radicais, nem antes, nem durante e nem depois do jogo.

Em Bielefeld, no oeste da Alemanha, onde o coração do futebol alemão bate mais forte, o Instituto de Pesquisa de Conflitos e Violência constatou que, após extenso estudo, na maioria dos estádios alemães, aproximadamente 75% dos frequentadores assíduos da Bundesliga querem mesmo ver o jogo tranquilamente, tomando seu chope e curtindo o evento com seus amigos e familiares. Os outros 25% pertencem aos blocos das torcidas organizadas – são os que cantam, apoiam, protestam e acendem sinalizadores.

Fato é que, pelo menos por enquanto, não há solução à vista para este conflito de interesses. As posições, tanto da federação quanto das torcidas organizadas, são irredutíveis. Resultado: ninguém conversa com ninguém.

É desejável que voltem à mesa de negociações e dialoguem para que, no futuro, os estádios quase sempre cheios na Bundesliga continuem lotados e possam continuar sendo uma marca registrada do futebol alemão.

Fonte: DW

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Alemanha Desbanca Turquia e Será Sede da Eurocopa de 2024

Alemanha

O Comitê Executivo da Uefa decidiu nesta quinta-feira que a Alemanha sediará a edição de 2024 da Eurocopa, em votação realizada em Nyon, na Suíça, em que a Turquia também estava na disputa e acabou derrotada.

Esta será a primeira vez após a unificação, ocorrida há 28 anos, que o país organizará o torneio. Em 1988, a Alemanha Ocidental recebeu a competição, que acabou sendo conquistada pela Holanda.

As cidades de Berlim, Colônia, Dortmund, Dusseldorf, Frankfurt, Gelsenkirchen, Hamburgo, Leipzig, Stuttgart e Munique serão as sedes dos jogos da Euro, de acordo com o projeto apresentado ao Comitê Executivo da Uefa.

Fonte: Agência EFE

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Há 105 Anos Nascia Leônidas, o Homem que Popularizou a Bicicleta no Futebol

Leonidas 2

Com nome de rei e sobrenome que nos remete ao país do futebol-arte, Leônidas da Silva foi o primeiro brasileiro a ganhar fãs pelo mundo pelas habilidades com as pernas.

Eleito melhor jogador e artilheiro da Copa do Mundo de 1938, com sete gols, virou nome de chocolate, o Diamante Negro, ao encantar os amantes de um esporte que começava a caminhar para o profissionalismo. Com suas pedaladas no ar, foi o maior ídolo do futebol brasileiro na era pré-Pelé.

Nesta quinta-feira, data em que completam-se 105 anos do nascimento do homem que eternizou a bicicleta e marca o meu retorno das férias, o 10 e Faixa Ou Não volta cinco anos no passado para reproduzir um especial em homenagem ao craque que defendeu Bonsucesso, Botafogo, Vasco, Flamengo e São Paulo. Além, é claro, da Seleção.

Já que no dia 6 de setembro de 2013, quando eu ainda começava a escrever minhas primeiras linhas para o site, em parceria com meus amigos e antigos companheiros de redação, Chandy Teixeira e Tébaro Schmidt, tive a honra de viajar no tempo e resgatar a história de um ídolo do passado que deveríamos falar mais nele – assim como em tantos outros. Até hoje, este é um dos trabalhos que mais me orgulho em ter participado.

Diamante Negro

Histórias incríveis: O mito Leônidas, diamante da bola, batiza chocolate

Como materializar o prazer de ver Leônidas da Silva desfilar nos gramados? Talvez somente uma substância capaz de inundar o cérebro de êxtase: o chocolate. No período em que o mundo da bola transitava entre o amadorismo e o profissionalismo, os pés de um homem inspiraram uma geração inteira e ajudaram a difundir o futebol como um esporte tipicamente brasileiro. Das peladas em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, para as prateleiras dos supermercados, o Diamante Negro brilhou e transcendeu o tempo presente para ficar para sempre nos livros de história. Sim, um apelido de jogador de futebol virou nome de chocolate. E não era um jogador qualquer. Era, simplesmente, um fora de série. Fosse vivo, Leônidas completaria 100 anos nesta sexta-feira (este ano, 2018, completaria 105). Porém, a eternidade da sua obra de arte mais conhecida, a bicicleta, jogada das mais difíceis de serem executadas e que o centroavante fazia com maestria, estará garantida até que o último campo de terra batida desapareça.

Seduzida pela fama alcançada pelo melhor jogador e artilheiro da Copa do Mundo de 1938, com sete gols, a fábrica Lacta resolveu rebatizar um de seus produtos mais badalados em uma homenagem ao atacante. Primeiro, se chamava Chocolate ao Leite com Crocante Lacta. Depois, o primeiro chocolate crocante do Brasil passou a se chamar Diamante Negro. Além de popularizar o futebol e, sobretudo, o Flamengo, a imagem de Leônidas alavancou a venda da barra, ainda hoje uma das mais vendida do país.

O mito que foi Leônidas não se baseia apenas nas lembranças daqueles que o acompanharam. Os números também sustentam seus feitos. Afinal, ninguém possui uma média de gols maior com a camisa da seleção brasileira. Foram 38 tentos em 38 partidas – um gol por jogo. Somente em Copas do Mundo, balançou a rede oito vezes em cinco partidas.

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– Era um artilheiro espetacular. Um grande jogador. Técnico, rápido, sabia tudo. Era simplesmente um craque – disse aquele que entende do assunto: Ademir da Guia, um dos maiores ídolos do Palmeiras e filho de Domingos da Guia, grande amigo de Leônidas.

Pelo clube que o alavancou, o Bonsucesso, Leônidas colocou seu nome em definitivo no livro da eternidade. Foi vestindo a camisa do Leão da Leopoldina que executou, pela primeira vez, a bicicleta. Jogada da qual não foi inventor, mas que de longe foi o maior executor. O estádio do clube por onde marcou o primeiro gol dessa maneira, inclusive, ganhou seu nome.

– Leônidas era o Pelé da época. No entanto, foi Pelé numa época em que ainda não existia a grande mídia. Um jogador fora de série – resumiu André Ribeiro, jornalista responsável pela biografia mais completa do jogador.

O início e a bicicleta

Leonidas-da-Silva

Nascido em São Cristóvão, Leônidas deu seus primeiros passos no clube do bairro, em 1923. Ficou por lá até 1929, quando se transferiu para o clube também carioca Sírio Libanês. Embora já se passassem seis anos de carreira, o Brasil só conheceu o jogador em 1931. Leônidas se transferia para o Bonsucesso. Leônidas se transferia para a história.

No dia 24 de abril do ano seguinte, na partida entre Bonsucesso e Carioca, executou a bicicleta pela primeira vez na carreira.

– Acho que a história do Leônidas, apesar de ter começado no Bonsucesso, se deu a partir da sua fama na Seleção. Mas foi no Bonsucesso, clube pelo qual fez aquele gol de bicicleta, que marcou a história. Ele lançou a jogada no Teixeira de Castro, que, anos depois, foi eternizado com o nome dele – contou José Ferreira Simões, então presidente do clube carioca.

Na equipe rubroanil, Leônidas ficou apenas dois anos. Mas o suficiente para explodir e chamar a atenção de outras equipes. Inclusive do exterior. Fechou com o Peñarol, do Uruguai, de onde já teria voltado com seu primeiro apelido: Homem-Borracha. Uma alusão a sua elasticidade, necessária para executar a bicicleta. Também passou por Vasco e Botafogo antes de chegar ao Flamengo, em 1936. E foi campeão carioca nos dois clubes. Pelo time cruz-maltino, em 1934. Pelo alvinegro, em 1935.

O inventor ou maior executor?

Por muito tempo, acreditou-se que Leônidas teria sido o inventor da bicicleta. Reza a lenda que o craque teria visto Petronilho de Brito executar a difícil jogada e a aperfeiçoou. O próprio Leônidas nunca rogou a si mesmo a invenção da obra, mas também não deixava de dizer que a popularizou – o Rei Pelé, após ter visto o Diamante Negro fazê-la, foi um dos que também a realizaram com sucesso.

– Um dia, ele ainda lúcido, me disse: “Já se fazia. Eu, por ser um homem famoso, a popularizei. Não sou o inventor, não cometeria essa leviandade. Eu era apenas um dos melhores executores” – disse André Ribeiro.

A viúva do jogador faz coro com o jornalista. Ela acrescentou que o próprio marido acreditava que foi o maior divulgador da jogada.

– Olha, é o seguinte: ele sabia muito bem do talento dele. Sabia o que era, o que ele valia. Eu vou dizer o que ele sempre disse. São palavras dele: “O futebol tem mais de 100 anos. Com certeza, alguns jogadores fizeram essa jogada, só que não deram nome. Era uma jogada qualquer. Ele não acha que inventou, mas acha que foi quem mais divulgou a jogada – disse.

Anos de ouro

Leonidas Flamengo

Em 1936, Leônidas chegou a um Flamengo que amargava um jejum para lá de desconfortável. Afinal, eram nove anos sem um título sequer. Antes de levantar a taça pelo Rubro-Negro, no entanto, o jogador sentiu o gosto amargo de ser derrotado em Estaduais pelo maior rival da época, o Fluminense, da dupla Romeu e Tim. O título que deu fim à sequência negativa do clube surgiu apenas em 1939. Em seis anos de Flamengo, o atacante marcou incríveis 153 gols em 149 partidas, o que o faz o jogador com a maior média de gols da história do clube rubro-negro.

A contratação de Leônidas, juntamente com as de outros dois craques negros, Domingos da Guia, o Divino Mestre, e Fausto dos Santos, o Maravilha Negra, elevou o Flamengo a um patamar que o tornou definitivamente um clube de massa. Foi um salto gigantesco de popularidade da equipe que hoje possui a maior torcida do Brasil.

Durante a Copa de 1938, Leônidas chegou ao auge da carreira. Em pesquisa, sua popularidade foi comparada com a do presidente da República, Getúlio Vargas. No Mundial, encantou o mundo e o jornalista francês Raymond Thourmagen, que, reza a lenda, criou o apelido de “Diamante Negro”. Além da alcunha, o craque voltou como artilheiro da Copa – há quem diga que marcou oito gols, mas, segundo a Fifa, fez sete – e com o status de melhor atleta da competição na bagagem. O Brasil ficou em terceiro lugar, a melhor posição da Seleção até então. Uma lesão o tirou do jogo contra a Itália, equivalente à semifinal do torneio, que culminou com a eliminação do Brasil.

– A genialidade dele fez falta naquela última partida da Seleção – lamentou Ademir da Guia.

Fonte: Globo Esporte

Esporte, Futebol

Marta é Mais Uma Vez Indicada ao Prêmio de Melhor Jogadora da Fifa

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Cinco vezes eleita a melhor jogadora de futebol do mundo, a brasileira Marta tenta mais uma vez faturar o prêmio concedido pela Fifa. As dez finalistas que concorrem à honraria foram divulgados nesta terça-feira (24), e Marta não tem como adversárias as duas últimas vencedoras do prêmio: a norte-americana Carli Lloyd e a holandesa Lieke Martens estão fora das dez selecionadas.

Na temporada, Marta anotou 13 gols e distribuiu seis assistências com a camisa do Orlando Pride, pela Liga norte-americana de futebol feminino. A camisa 10 ainda foi a capitã da seleção brasileira na campanha perfeita de sete vitórias na Copa América, balançando a rede uma vez, contra a Venezuela.

Marta 2

Marta foi eleita a melhor do mundo pela Fifa em 2006, 2007, 2008, 2009 e 2010. A camisa 10 da seleção brasileira ainda ficou com a ‘prata’ em quatro ocasiões: 2005, 2011, 2012 e 2014, além de dois bronzes, em 2004 e 2013.

As dez concorrentes ao prêmio The Best

– Lucy Bronze (Lyon e Inglaterra);
– Pernille Harder (Wolfsburg e Dinamarca);
– Ada Hegerberg (Lyon e Noruega);
– Amandine Henry (Lyon e França);
– Sam Kerr (Sky Blue FC e Austrália);
– Saki Kumagai (Lyon e Japão);
– Dzsenifer Marozsan (Lyon e Alemanha);
– Marta (Orlando Pride e Brasil);
– Megan Rapinoe (Seattle Reign e Estados Unidos);
– Wendie Renard (Lyon e França).

Fonte: R7

Esporte, Futebol, Russia 2018

A Lista, O Talento, Le Bleus e Repeteco 20 Anos Depois

Mbappé
Mbappé

E lá se vão 20 anos do primeiro título mundial de futebol da França. Todo brasileiro lembra daquela final arrasadora da França x Brasil, a convulsão de Ronaldo, a quase entrada de Edmundo, a apatia do Brasil em campo, e Zidane fazendo dois gols quase iguais, e um de Petit para fazer sofrer mais. Uma grande festa francesa em Paris. Hoje a França entrou com seu uniforme número 01, toda de azul.

Uniforme

 

Agora, um dia após a comemoração da Queda da Bastilha (14 de Julho 1789) a França está em uma final, em que seu técnico, Didier Deschamps (que ergueu a Taça do Mundo em 1998), é o terceiro da história das Copas a conseguir ser campeão como jogador e depois como técnico, após o brasileiro Zagallo e o alemão Beckenbauer.

Hoje a França tem uma seleção multicultural em um momento que muito se discute, na Europa, como reduzir a enorme quantidade de imigrantes que chegam no continente diariamente. O aspecto multicultural da seleção francesa de futebol deixou de ser colocado em primeiro plano nesta Copa do Mundo, como foi em 1998, destacando o argelino francês Zinedine Zidane, no sentido de serem uma nação só, apesar das diferenças, e não apenas porque deixou de ser novidade, mas talvez porque se tornou comum em vários países da Europa. São 17 nações envolvidas (Há Franceses e descendentes de Espanha, Filipinas, Mali, Mauritânia, Senegal, Argélia, Itália, República Democrática do Congo, Haiti, Angola, Camarões, Guiné, Marrocos, Togo e Martinica e Guadalupe), mas desses, apenas dois jogadores nasceram fora da França, o goleiro Steve Mandanda, do Congo, e zagueiro Samuel Umtiti, de Camarões.

A França, claramente favorita, leva sua segunda Copa do Mundo com o jovem Mbappé, de 19 anos, jogando como titular e confirmando ser a realidade de um grande talento do país. Junto com ele, a seleção francesas trouxe importantes nomes como Griezmann, Kanté, Lloris, Pogba, Umtiti, Matuidi, Giroud, Fekir, Dembélé, Rami, Rabiot. Um grupo que já era um dos favoritos antes de começar a Copa e foi a destruidora de seleções sul-americanas, começou jogando contra a Austrália, 2 x 1; França 1 x 0 Peru; França 0 x 0 Dinarmarca; França 4 x 3 Argentina; França 2 x 0 Uruguai; França 1 x 0 Bélgica. E hoje, Allez le Bleus!
Abaixo, o que dizem ter vazado do novo uniforme francês bi-campeão mundial feito pela Nike.

França duas estrelas

Futebol, Negócios, Russia 2018

Messi, CR7 e Alemanha Fora da Copa do Mundo: Entenda o Que Isso Significa Para Adidas e Nike

Camisas

As seleções de Argentina e Portugal foram eliminadas do torneio nas oitavas de final e, assim, deixaram a competição dois dos principais “garotos propaganda” que estavam na Copa e ajudavam a divulgar a Adidas e a Nike.

Artilheiros e donos de cinco troféus Bola de Ouro cada – eles se alternam na premiação desde 2008 -, tanto o argentino Messi, atacante do Barcelona, quanto Cristiano Ronaldo, jogador do Real Madrid, estão entre os jogadores mais bem pagos do mundo e veem as suas respectivas contas bancárias inflar graças aos contratos de patrocínio.

Apesar de não terem se enfrentado no Mundial na Rússia, os dois há anos rivalizam dentro e fora de campo. Mas a disputa entre não é maior que a briga entre Adidas e Nike, as duas marcas gigantes do esporte que patrocinam Messi e Cristiano Ronaldo, respectivamente.

Para as duas patrocinadoras, a Copa do Mundo é mais que vender produtos oficiais. É também uma ótima oportunidade para expor suas marcas. Isso significa que o desempenho dos atletas bancados pelas empresas e de seus respectivos times é crucial para os negócios.

Rendimento e imagem

“A maior parte da estratégia da Adidas e da Nike foca em patrocinar times e jogadores que podem sair como vencedores do torneio, na tentativa de associar o nome delas ao sucesso e ganhar o máximo de exposição para crescer no futuro”, diz o consultor de marketing esportivo Amir Somoggi.

Por trás da disputa das duas marcas está muito dinheiro. Em 2014, a Adidas declarou ter vendido cerca de US$ 2,5 bilhões em produtos relacionados ao futebol, impulsionada pelo bom desempenho de seus patrocinados na Copa do Mundo no Brasil. No mesmo ano, a Nike anunciou um aumento de 23% no lucro liquido durante a competição.

A Copa do Mundo no Brasil foi a primeira em que a Nike derrotou a Adidas na disputa por patrocínio. Dos 32 times que disputaram o Mundial em território brasileiro, 12 vestiam Nike e dez usaram Adidas. Mas, no final, foi a gigante alemã, que é parceira oficial da Fifa e responsável pelas bolas e pelos produtos oficiais da Copa do Mundo, que levou mais vantagem naquela competição já que a Argentina e a Alemanha, ambas patrocinadas pela Adidas, disputaram a final.

Desde 1998, seleções patrocinadas pela Adidas conquistaram três taças. Até o momento, a Nike só “ganhou” uma Copa, com o Brasil em 2002. Mas, na Rússia, a situação parecia estar se invertendo. A Adidas patrocina 12 times e a Nike, dez – no entanto, a empresa americana diz que 60% dos jogadores usam suas chuteiras.

De acordo com a CIES Football Observatory, que conduz pesquisas sobre futebol, 132 dos 200 jogadores mais valiosos que disputam a Copa calçam chuteiras da Nike, comparado com 59 da Adidas. A lista incluiu Cristiano Ronaldo, que assinou um contrato vitalício com a Nike no valor de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 3,8 bilhões no câmbio atual).

Exibir a marca de uma empresa no uniforme de uma seleção de um país não é barato. A Nike paga cerca de US$ 50 milhões para a Federação Francesa de Futebol por um acordo até 2026, e dezenas de milhões para a Inglaterra e o Brasil. O acordo da Alemanha com a Adidas é de US$ 58 milhões e com a Espanha, US$ 47 milhões. Já o contrato com a Argentina é bem menor: US$ 11 milhões.

Frustração alemã

A eliminação da Alemanha, ainda na fase de grupos, foi uma péssima notícia para a Adidas, que tinha visto a venda de camisas oficiais da seleção alemã disparar. Em 2002, por exemplo, a empresa vendeu 8,6 milhões de camisas e, em 2014, esse número chegou a 14,2 milhões – vendidas a um preso médio de US$ 66.

Dos 16 times que se classificaram para as oitavas, Brasil, Croácia, Inglaterra, França, Portugal vestem Nike. Já a Argentina, Bélgica, Colômbia, Japão, México, Espanha, Suécia e os donos da casa, a Rússia, usam Adidas. Por sua vez, a Puma, empresa alemã fundada pela mesma família responsável pela Adidas (para entender essa disputa vejam Adidas x Puma, Irmãos e Rivais – Rivals Forever – na Netflix), patrocina o Uruguai e a Suíça. A Dinamarca é patrocinada pela Hummel.

CR7

Com Cristiano Ronaldo fora da Copa, a Nike investe, no campo individual, as esperanças de exposição e faturamento em nomes como Neymar, o inglês Harry Kane e o francês Kylian Mbappé. Já a Adidas ficou sem muitas opções no campo individual, depois que o alemão Mesut Özil e o egípcio Mohammed Salah foram eliminados. A empresa ainda tem como patrocinados o francês Paul Pogba e o Uruguaio Luis Suárez, além do brasileiro Gabriel Jesus.

Fonte: BBC

Futebol, Russia 2018

Marcas Esportivas Fazem Parte dos Negócios em Torno da Copa do Mundo

Abertura da Copa realizada, seleções em campo, e a constatação de que realmente tudo é Business.

Ao olhar os uniformes das seleções é possível perceber novas marcas patrocinando os times, e marcas mais tradicionais perdendo espaço. Veja na imagem abaixo:

A percepção é que a PUMA perdeu representatividade na Copa do Mundo, ao mesmo tempo que Adidas e Nike cresceram. O site Footy Headlines ajudou a deixar mais claro quem está somando mais marketing e audiência na Copa do Mundo da Rússia 2018.