Eleições 2018

Com 4 Governadores e 5 Aliados, PT Triunfa em Todo o Nordeste Pela 1ª Vez

Apesar da derrota presidencial de Fernando Haddad para Jair Bolsonaro, PT conseguiu uma hegemonia inédita nos governos estaduais do Nordeste. Com a vitória de Fátima Bezerra no Rio Grande do Norte neste domingo (28), o Partido de Trabalhadores fecha esta eleição com quatro governadores eleitos.

Além dela, já haviam sido eleitos no primeiro turno Camilo Santana, no Ceará, Wellington Dias, no Piauí, Rui Costa, na Bahia. A região foi a única do país a eleger petistas para o Executivo neste ano.

O partido também está nas coligações vencedoras de outros cinco estados, após a escolha de Belivaldo Chagas (PSD) para governar Sergipe.

No turno anterior, já haviam vencido Renan Filho (MDB), em Alagoas, Flavio Dino (PCdoB), no Maranhão, João Azevedo (PSB), na Paraíba, Paulo Câmara (PSB), em Pernambuco.

É a primeira vez que um partido vence em todos os estados da região. Mas esse aumento da força da legenda é recente.

Em 2002, quando elegeu Luiz Inácio Lula da Silva como presidente, o partido fez apenas um governador (Wellington Dias, no Piauí) e seus candidatos e apoiados perderam em todos os demais estados.

Quatro anos mais tarde, começava o salto petista na região: o partido melhorou seu resultado, com três governadores eleitos, inclusive na Bahia, o maior colégio eleitoral da região, com a vitória de Jaques Wagner. Outros dois aliados venceram.

Em 2010, mais uma alta: apesar de vencer como cabeça de chapa em apenas dois estados, o PT saiu vitorioso por coligações em outros quatro Estados, integrando seis governos favoráveis.

Na eleição passada, em 2014, foram três governadores eleitos e três aliados vencedores.

Das três maiores vitórias no primeiro turno em termos percentuais, o PT teve duas: a primeira no Ceará, com Camilo Santana; e a terceira na Bahia, com Rui Costa. Em Alagoas, Renan Filho (MDB) estava coligado com o PT e teve a segunda eleição com maior diferença de votos.

Para a cientista política da Ufal (Universidade Federal de Alagoas) Luciana Santana, o bom resultado petista é um resultado direto da aprovação dos nordestinos às políticas públicas dos governos Lula e Dilma Rousseff.

“A região ainda apresenta sérios problemas estruturais, mas, se compararmos à realidade de 20, 30, 40 anos atrás, as mudanças foram significativas, especialmente para as classes mais baixas”, afirma.

“A conjuntura nacional também favoreceu a consolidação de uma resistência de oposição eleitoral no Nordeste. Fora isso, não se pode desconsiderar a desidratação de partidos como PSDB e MDB na região”, diz.

Fonte: UOL Notícias

Eleições 2018

Brancos e Nulos Batem Recorde e Equivalem à População de Portugal

Os mais de 11 milhões de brasileiros que votaram em branco e nulo no segundo turno das eleições 2018, realizado neste domingo (28), equivalem à população de um país como Portugal. Eles representam 9,5% dos 147,3 milhões de eleitores brasileiros. Jair Bolsonaro, candidato do PSL, foi o vencedor, escolhido por 57,7 milhões de brasileiros, e Fernando Haddad (PT) foi opção de outros 47 milhões.

Por sua vez, outros 31 milhões de brasileiros deixaram de ir votar – ou 21,30% do eleitorado. Somados aos brancos e nulos, 42,1 milhões não escolheram um dos dois candidatos para ser o 38º presidente eleito democraticamente pelo país.

Esse é o maior índice desde a redemocratização do Brasil. Nas eleições presidenciais de 1989, brancos e nulos somaram 5,8% do eleitorado – equivalente a 4 milhões de pessoas -, enquanto abstenções somaram 14,4% do eleitorado, quase 12 milhões de pessoas.

Na comparação com as eleições presidenciais de 2014, houve pequeno avanço na soma entre brancos e nulos. Naquele ano, 9,64% optaram por não votar em Aécio Neves ou Dilma Rousseff. Também naquele pleito, 19,39% dos eleitores deixaram de ir às urnas, o equivalente a mais de 27 milhões de pessoas.

Para o professor Maurício Fronzaglia, o número expressa desconfiança e descrédito com relação à política e às mudanças que essa eleição poderia trazer. “Em uma eleição muito polarizada, uma boa parte do eleitorado não se sentiu representado por nenhum dos lados. E não conseguiu escolher entre eles, nem mesmo entre o menos pior.”

Segundo ele, isso pode representar até mesmo uma descrença no próprio processo eleitoral. “Até que ponto a democracia representativa ainda se encaixa no nosso tempo? Ela foi pensada e adequada para a maioria dos países nas últimas décadas, quando o mundo era diferente. Está faltando um ‘update’ (atualização) nas regras de funcionamento da democracia representativa.”

Fonte: Estadão Conteúdo

Eleições 2018

Ciro Retorna ao Brasil e Evita Manifestações Sobre Segundo Turno

Derrotado no primeiro turno, o candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, desembarcou no Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza em meio à festa de correligionários e simpatizantes. Nada disse sobre política, nem eleições. O candidato do PT ao Palácio do Planalto, Fernando Haddad, afirmou que um gesto de apoio de Ciro o ajudará amanhã (28) durante a votação.

Após passar quase três semanas na Europa, Ciro Gomes chegou ontem (26) à noite a Fortaleza com a mulher, Gisele Bezerra. Estavam presente na recepção a Ciro o presidente estadual do PDT, deputado federal André Figueiredo (CE), e o presidente nacional, Carlos Lupi.

Há previsão de uma reunião política ainda neste sábado, em Fortaleza, da cúpula do PDT para definir uma posição pública sobre o segundo turno das eleições. No último dia 10, o partido anunciou “apoio crítico” à candidatura de Haddad. Desde então, o petista faz elogios à legenda e a Ciro Gomes.

Internamente, no PDT, há consenso que, diante da votação de Ciro Gomes no primeiro turno, obtendo 12,50% dos votos válidos, ele será candidato à sucessão presidencial em 2022.

Fonte: Infomoney

Eleições 2018, Tecnologia

Voto em Casa e pelo Celular! Como é a Tecnologia em Eleições pelo Mundo

Enquanto os eleitores brasileiros decidem o futuro do país depositando seus votos em urnas eletrônicas, como vai ocorrer neste domingo (28), vários lugares do mundo adotam outras formas tecnológicas bastante diferentes para escolher seus representantes — desculpe, mas nenhuma delas envolve imprimir o voto.

Vindos de países tão diversos como Estônia, Colômbia, Estados Unidos e Dinamarca, esses métodos vão de voto enviado pela internet até votação usando aplicativo para celular blockchain, a tecnologia por trás da moeda virtual bitcoin.

A implantação dessas diferentes abordagens tecnológicas divide analistas. Para defensores, elas têm o poder de minimizar as suspeitas de fraude, já que a apuração poderia ocorrer em tempo real e seria possível conferir se um voto foi colocado, de fato, na conta de um candidato. Para críticos, votar pela internet não acaba com os problemas existentes e a transparência pode ser usada para coagir eleitores a apoiar um determinado candidato.

Votação Online mais antiga do mundo

O mais antigo sistema eleitoral a usar algum tipo de votação pela internet é o da Estônia. Um dos países mais conectamos do mundo, a ex república soviética é exemplo em governo eletrônico, ou seja, muitas das interações entre o cidadão e a esfera pública são feitas sem sair de casa, por meio do celular.O sistema de votação eletrônica criado em 2005 foi o primeiro do mundo a ser usado em eleições parlamentares, o que ocorreu dois anos mais tarde. Desde então, 30% dos estonianos preferem votar dessa forma.

Chamado de i-Voting, o sistema funciona assim: durante o período eleitoral, o cidadão se conecta à plataforma eleitoral usando sua identidade digital, uma espécie de RG digital que confere um código único; quando o voto chega à Comissão Nacional Eleitoral, a identidade do votante é removida para garantir que o apoio a um candidato seja anônimo.

Prevendo que o voto remoto pode estar sujeito à pressão externa, a Estônia criou uma forma de contornar coações: cada eleitor pode votar quantas vezes quiser. Só que cada novo voto anula o anterior, de forma que permanece a lógica de um voto por cabeça.

Experiência norte-americana

Já a blockchain passou a ser empregada no registro de votos mais recentemente. O primeiro caso foi o do estado norte-americano de West Virgínia. Em maio deste ano, o governo estadual testou um sistema para militares em missões no exterior votarem nas primárias eleitorais.

Os interessados se cadastraram junto ao sistema eleitoral do estado, que enviou credenciais de acesso. Com elas e usando dados biométricos, votaram usando um aplicativo para celular. O governo de West Virginia pretende agora usar esse mesmo sistema durante as chamadas eleições de meio de mandato, que ocorrerão em novembro e renovarão parte das cadeiras de deputados e senados do Congresso dos EUA.

Apesar de também ser feita pela internet, a votação usando blockchain (inglês para “corrente de blocos”) funciona de forma diferente. Cada voto é incluído em um pacote de dados criptografados. Esses pacotinhos são emparelhados em uma grande “corrente de blocos”.

Apuração ao vivo – “quem ganhou meu voto?”

A blockchain, criada junto com o bitcoin, funciona como um grande e seguro livro contábil com cópias por várias bibliotecas – para evitar que o sistema seja tirado do ar, há várias cópias dele espalhadas pela internet. Como os dados que compõem esse livro estão bastante embaralhados, tentar alterá-los é uma tarefa árdua.

Além disso, fazer isso corromperia a corrente inteira, já que cada elo está intrinsecamente ligado ao outro.

O processo também é transparente, porque os elos dessa corrente podem ser checados por qualquer um e à medida que são incorporados. Também é anônimo, já que você não vê o nome de quem deu determinado voto, mas, sim, o código usado por aquela pessoa.

Para Tatiana Trícia de Paiva Revoredo, especialista em blockchain, isso traz as seguintes vantagens:

  • Você pode checar se seu voto foi, de fato, computado para determinado candidato: responde à pergunta: “meu voto foi mesmo para o meu candidato?”
  • apuração em tempo real, ou seja, o resultado vai sendo mostrado à medida que os votos vão saindo dos celulares.

Antes de West Virginia, a blockchain foi usada em outras votações. A Dinamarca fez um teste no ano passado: enquanto a eleição ocorria da forma tradicional, os eleitores podiam também votar pela “corrente de blocos”.

Já na Colômbia, o sistema foi usado no plebiscito para selar a paz com as Forças Armadas Revolucionárias (Farc). A ação foi voltada aos colombianos que estavam fora do país.

Quem defende x quem é contra

Para Revoredo, sistemas eleitorais que se apoiem na internet e garantam transparência da apuração e identidade anônima dos eleitores é o futuro.

A gente está indo para um mundo descentralizado, em que a internet é 100 % descentralizada, usa inteligência artificial e transações feitas de uma pessoa a outra

“Uma das coisas mais fantástica da blockchain é que você evita a fraude, pois coloca a possibilidade de transacionar nas mãos do cidadão.”

Nem todos os entendidos nessa tecnologia, porém, são entusiasta de sua aplicação para registrar e apurar votos.

“O problema aqui não é que a blockchain é ruim, é que qualquer coisa que você possa querer ao usar blockchain em eleições civis traz novas vulnerabilidades que não existiam antes e é mais fácil, simples e seguro de fazer com outras abordagens”, afirma Matt Blaze, pesquisador de segurança da Universidade da Pensilvânia.

Com 25 anos de pesquisa em como usar criptografia para levar maior segurança a sistemas conectados indispensáveis para a sociedade, ele é um dos críticos das inovações promovidas em West Virginia.

Parem essa besteira. Eleições importam muito. Os requerimentos para elas evoluíram durante séculos de democracia. A votação não é uma zona livre para testes de uma ideiazinha inteligente de startup.

E no Brasil, funcionaria?

Ainda que defenda a tecnologia, Revoredo enxerga alguns entraves para que seja implantada no Brasil:

  • falta de maturidade: a tecnologia precisa ser melhor desenvolvida antes de ser aplicada na votação;
  • acesso a banda larga ainda não é universal e as pessoas ainda têm dificuldade de lidar com processos digitais;
  • barreiras regulamentares com relação a proteção de dados: como a blockchain é global e não ficaria necessariamente só no Brasil, a legislação poderia ser um entrave;
  • resistência de líderes políticos e do sistema público.

Tirar a votação de um ambiente controlado e levá-la para a casa do eleitor, por exemplo, cria calafrios em autoridades eleitorais. Algumas características do sistema eleitoral brasileiro foram criadas para evitar que a figura do voto de cabresto, comum na República Velha (1889-1930), ganhe uma edição 2.0.

Naquela época, líderes regionais controlavam, entre outras coisas, como votavam uma determinada população local. Para Revoredo, a tecnologia pode apaziguar muitos das discussões que temos atualmente. E, caso surjam outros problemas, talvez não sejam culpa da tecnologia.

Com relação ao coronelismo, eu te respondo com outra pergunta: todo mundo aqui tem conta em banco. Quando você vai lá e saca dinheiro, pode vir um ladrão na porta e te roubar? Pode. Mas é por isso que você vai dizer que o banco não é útil?

Fonte: UOL Notícias

Eleições 2018

Assessor de Vereador é Agredido em Local de Debate

Na noite de ontem (25), na recepção dos candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte, no debate realizado na InterTv Cabugi, o assessor de imprensa do vereador Robson Carvalho (PMB), Matheus Peres, foi agredido.

Enquanto manifestava seu apoio ao candidato Carlos Eduardo (PDT), Matheus Peres foi, em meio a um tumulto, surpreendido por uma apoiadora do Partido dos Trabalhadores, que era muito ligada ao governo Robinson Faria e é bastante conhecida por atos de covardia e baixaria, tentando estapear seu rosto. E mais, um segurança do PT resolveu usar um golpe de imobilização (conhecido como mata-leão) em alguém que já estava sendo agredido e proporcionalmente menos preparado.

O blog deixa aqui sua repulsa aos atos hostis, agressivos e desmedidos nesta campanha polarizada e demasiadamente separando pessoas. Repulsa e revolta pela agressão física sofrida, especialmente conhecendo Matheus Peres, que é alguém de paz, e boa fé.

Nem lado de lá e nem lado de cá, que tenhamos o lado da paz, da dignidade, do respeito; o lado do Rio Grande do Norte, do Brasil.

Eleições 2018, Política

Presidente do PSL Defende Voto Casado de Bolsonaro com Carlos Eduardo

O presidente estadual do PSL, Brigadeiro Carlos Eduardo da Costa defendeu em Mossoró o voto casado em Jair Bolsonaro para Presidente e o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo(PDT) para governador. “Quem vota em Bolsonaro, vota Carlos Eduardo”, pontuou o presidente do PSL.

O Brigadeiro participou de movimentação política (passeata) para defender a aliança no segundo turno “para mudar o Brasil e o Rio Grande do Norte afastando os males do PT da vida dos cidadãos e cidadãs”.

O Brigadeiro Carlos Eduardo declarou que conversou com Jair Bolsonaro e este assegurou apoio à parceria no Rio Grande do Norte na campanha e durante seu governo “com a vitória de Carlos Eduardo sobre o PT”.

Em Mossoró, a tradicional “Descida do Alto de São Manoel” foi prestigiada por milhares de pessoas. Acompanhado pelo vice Kadu Ciarlini (PP), o candidato a governador pelo PDT disse que está convicto da vitória da dobradinha que vai resgatar “nosso país e nosso Estado”.

Eleições 2018, Justiça, Política

STF Recebe Denúncia Contra Deputado do RN Por Suposto Desvio de Recursos Públicos

Ricardo Motta faz parte da aliança PT e PSB

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu nesta terça-feira (23), denúncia na qual o deputado estadual Ricardo Motta (PSB-RN) é acusado pela prática, em tese, dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Por decisão unânime, o colegiado acompanhou o voto do relator, ministro Luiz Fux, que considerou a verossimilhança da versão de colaboradores por meio de evidências contidas em provas documentais e testemunhais. As informações foram divulgadas pelo site do STF.

O inquérito foi remetido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte (TJ-RN) e recebido como Ação Originária (AO 2275) no Supremo em razão da ausência de quórum para a análise do processo, tendo em vista que mais da metade dos desembargadores do TJ se declarou suspeito para atuar no caso.

A remessa foi realizada com base no artigo 102, inciso I, alínea “n”, da Constituição Federal, que confere competência ao STF em processos nos quais mais da metade dos membros do tribunal de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente interessados.

De acordo com a denúncia, o deputado teria participação em esquema criminoso que desviou mais de R$ 19 milhões dos cofres do Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Rio Grande do Norte (Idema/RN), mediante a utilização de ofícios que autorizaram pagamentos com conteúdo fraudulento. Os crimes foram alvo da Operação Candeeiro, deflagrada em setembro de 2015 naquele Estado.

Voto do relator

O ministro Luiz Fux votou pelo recebimento da denúncia. “Estamos numa fase preliminar em que vigora o princípio ‘in dubio pro societate’. Assim, se efetivamente proceder tudo quanto a defesa se propõe a comprovar, ela o fará no curso da ação penal”, ressaltou Fux, ao acrescentar que é preciso que a denúncia esteja embasada em dados que evidenciam o mínimo de autoria e materialidade, como é o caso dos autos.

O ministro também entendeu que estão atendidos os requisitos do artigo 41, do Código de Processo Penal (CPP), segundo o qual a denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias, a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a classificação do crime e, quando necessário, o rol das testemunhas. 

Fux verificou que, além da delação premiada, diversos outros elementos de provas contidos nos autos embasam os fatos analisados para fins de recebimento da denúncia.

De acordo com o relator, o processo contém depoimentos de três agentes que retratam os mesmos fatos contados na denúncia, bem como mostra relatos de testemunhas que afirmam ter presenciado a entrega dos valores mencionados nos autos. 

O ministro Luiz Fux afirmou que também há documentos de natureza bancária que retratam as operações de desvio de valores do Idema, além de saques realizados pelos representantes das pessoas jurídicas que participavam do esquema e, por fim, extratos telefônicos com contatos realizados entre o denunciado e o colaborador no período próximo às operações financeiras fraudulentas.

“Tudo a atribuir verossimilhança ao relato, que vai permitir que no curso da ação penal se comprove o contrário”, salientou. Fux mencionou ter homologado a delação premiada e observou que ela foi antecedida de todas as cautelas procedimentais previstas na lei, “a partir da inquirição do colaborador na presença de seu defensor, ato que confirmou a voluntariedade com que negociados os atos de exposição de vontade”.

Fonte: UOL Notícias