Economia, Indústria

Primeiro Carro Híbrido Flex do Mundo é Apresentado no Brasil

A Toyota apresentou na última quarta-feira (17), em São Paulo, o primeiro carro com propulsão híbrido flex do mundo, o que significa que ele pode ser abastecido tanto pelos combustíveis tradicionais (etanol e gasolina) quanto por eletricidade. O modelo é o clássico Corolla e será produzido na cidade de Indaiatuba, interior paulista.

É importante destacar que o automóvel não utiliza o mesmo mecanismo presente nos carros elétricos, que são recarregados por uma tomada adaptada. Em vez disso, utiliza uma tecnologia chamada “flex fuel”, que armazena a propulsão elétrica em uma segunda bateria dentro do carro. Essa propulsão é gerada a partir do uso dos combustíveis, cujo consumo deve reduzir em mais de 20%.

Ou seja, basicamente, o Corolla flex fuel ainda é um veículo que queima combustível e polui a atmosfera, porém reduz o consumo de energia e as emissões em 20%. O que acontece é que o gás do combustível é usado primeiro para gerar uma pequena carga elétrica, e só então fazer com que o automóvel comece a rodar.

O projeto da Toyota recebeu investimento de R$ 1 bilhão e deve gerar 900 empregos diretos. A previsão é que a versão adaptada do Corolla seja lançada em outubro no Brasil, com possibilidade de exportação para outros países da América Latina. Preços não foram revelados.

Fonte: PC World

Economia

Fiscalização da Bagagem de Mão Será Intensificada a Partir de Amanhã

A partir do dia 10 de abril, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) iniciará uma campanha de orientação aos passageiros em voos nacionais em relação à bagagem de mão, visando agilizar o fluxo nas áreas de embarque, evitar atrasos e proporcionar maior espaço para todos os passageiros.

Segundo a ABEAR, 15 aeroportos brasileiros participarão da iniciativa. Em cada aeroporto haverá um período de duas semanas de adaptação, para que em maio possam ser implementadas regras mais estritas em relação às bagagens de mão.

A princípio, a fiscalização será feita por uma empresa terceirizada, que terá a responsabilidade de filtrar das bagagens de acordo com a dimensão e quantidade de volumes permitidos por cada companhia – tudo isso antes do embarque. 

As malas fora do padrão precisarão ser despachadas nos check-ins das companhias aéreas, estando sujeitos a cobranças de acordo com o tipo de franquia contratado para a viagem.

Bagagem de mão é aquela que pode ser levada junto ao passageiro durante a viagem. Cada companhia aérea tem suas restrições em relação ao peso e volume da mala e cumpre exigências em relação a itens permitidos e proibidos na bagagem de mão

Segundo as regras da ANAC, em vigor desde maio de 2017, a bagagem de mão pode pesar até 10 kg e o seu volume deve ser definido por cada companhia aérea. Para evitar transtornos na hora do embarque, prepare sua mala com cuidado e consulte as tabelas abaixo para saber exatamente os pesos e as medidas permitidas:

Fonte: Skyscanner

Economia

Deutsche Bank e Commerzbank Confirmam Negociações Sobre Fusão

Bancos

O maior banco da Alemanha, o Deutsche Bank, e seu concorrente Commerzbank confirmaram neste domingo (17/03) que vão iniciar negociações formais sobre uma possível fusão. O anúncio foi feito após reuniões separadas de seus conselhos de administração, e ambas as instituições afirmaram que o resultado das conversas ainda é incerto.

Em comunicado, o Deutsche Bank afirmou que seu conselho decidiu “avaliar opções estratégicas” de acordo com o seu potencial de trazer rentabilidade e crescimento ao banco. O Commerzbank, por sua vez, anunciou “conversas sobre uma eventual fusão com resultados em aberto”.

Há meses se especula sobre a união dos dois bancos. No último fim de semana, o jornal alemão Wel am Sonntag noticiou que a diretoria do Deutsche Bank havia concordado em iniciar conversas com o Commerzbank sobre a viabilidade de uma fusão. Na última segunda-feira, o ministro alemão das Finanças, Olaf Scholz, havia confirmado as negociações.

Autoridades alemãs vêm pressionando pela fusão, afirmando que falta à maior economia da Europa um banco de grande porte internacional e poderoso.

Enquanto a concorrência nos EUA há tempos fatura mais, grandes bancos alemães têm dificuldades em gerar lucros sustentáveis, dez anos após a crise financeira internacional de 2008.

O governo, que detém uma fatia de mais de 15% do Commerzbank, quer que o país tenha um banco capaz de dar suporte à sua economia movida pela exportação, conhecida sobretudo por seus carros e maquinário.

Berlim também quer manter a especialidade do Commerzbank – o financiamento de médias empresas, a espinha dorsal da economia do país – em mãos alemãs.

O Deutsche Bank saiu ileso da crise financeira, mas em 2016 o Fundo Monetário Internacional (FMI) classificou o banco como o de maior risco em potencial entre seus pares do setor financeiro, devido a suas ligações com outros bancos. Autoridades alemãs temem que uma recessão ou uma grande multa, por exemplo, possam abalar a frágil recuperação do banco.

Assim como o Deutsche Bank, o Commerzbank tem lutado para se recuperar, e defensores de uma fusão dizem que esta pode ser a última chance de evitar que o Commerzbank seja adquirido por um comprador estrangeiro. Isso significaria mais concorrência para o Deutsche Bank no próprio país.

Se a fusão se concretizar, o banco resultante terá cerca de 1,8 trilhão de euros em ativos, como empréstimos e investimentos, e um valor de mercado de cerca de 25 bilhões de euros (cerca de 108 bilhões de reais). Seria de longe o maior banco do país, com cerca de 38 milhões de clientes.

Juntos, os dois bancos empregam 140 mil pessoas mundo afora. O sindicato alemão Verdi se opõe veementemente a uma possível fusão, afirmando que ao menos 10 mil empregos ficariam ameaçados.

Alguns dos principais acionistas afirmaram ser contra a fusão, mas o banco de investimento americano Cerberus, que investe fortemente nos dois bancos, se disse a favor de negociações, segundo uma pessoa familiarizada com a questão disse à agência de notícias Reuters.

Fonte: Deutsche Welle

Economia

Mercedes-Benz Diz Que Está de Olho em Fatia da Ford

A Mercedes-Benz, líder do mercado de caminhões no Brasil, pretende absorver a fatia do mercado que será deixada pela Ford, que sairá do segmento após decisão de fechar a fábrica de São Bernardo do Campo (SP), responsável pela produção de veículos pesados da montadora norte-americana. “Estamos de olho e temos condições de atender ao perfil desse cliente (da Ford), mas ainda é cedo”, disse o presidente da Mercedes-Benz no Brasil, Philipp Schiemer, após participar, na noite da quinta-feira, 28, de evento de inauguração de uma nova linha de montagem de cabines na fábrica da Mercedes em São Bernardo do Campo.

Ele ressaltou que a fábrica de São Bernardo conta com 50% de ociosidade, portanto, há espaço na produção para absorver a demanda do cliente da Ford. Essa ociosidade também é um dos motivos para que Mercedes não se interesse em comprar a fábrica da concorrente, localizada na mesma cidade.

O executivo evitou comentar a decisão da Ford, mas destacou que a situação da indústria de caminhões no Brasil “está complicada há anos”. Contudo, enfatizou o potencial do mercado brasileiro e de caminhões e ônibus e pediu que o País tratasse com mais “cuidado” os investidores que estão aqui.

“O resultado de investimento da indústria no PIB é um péssimo sinal. E não se investe por razões óbvias, há um déficit fiscal alto que, se não for resolvido, fica difícil convencer colocar dinheiro novo aqui no Brasil”, disse Schiemer. “Não falo de incentivos, mas sim de criar condições para que possamos competir internacionalmente”, afirmou.

Ele, no entanto, afastou a possibilidade de a montadora sair do Brasil. “O Brasil é um mercado importante para nós, estamos aqui há 62 anos, há um potencial muito bom para caminhões e ônibus, mas o Brasil precisa cuidar dos investidores, e por isso a reforma da Previdência é tão importante, e não só ela, a reforma tributária também”, disse.

A Mercedes-Benz tem um plano de investir R$ 2,4 bilhões até 2022. O programa de aportes foi anunciado no fim de 2017. A nova linha de cabines apresentada na quinta-feira é resultado de um investimento de R$ 100 milhões, montante que está dentro do plano.

Fonte: Estadão Conteúdo

Assembléia Legislativa, Economia

Sancionada Lei de Hermano Morais Sobre Política Estadual de Investimentos e Negócios de Impacto Social

Na edição desta terça-feira (05) do Diário Oficial do Estado consta a sanção da Lei de Política Estadual de Investimentos e Negócios de Impacto Social. Este foi oriundo de Projeto de Lei do deputado estadual Hermano Morais (MDB), que debateu o tema em Audiência Pública no mês de novembro do ano passado. o debate fez parte do programa de ações da Frente Parlamentar em Defesa do Comércio, Indústria, Turismo, Serviços e Empreendedorismo.

De acordo com a Lei, a Política Estadual de Investimentos e Negócios de Impacto Social, tem os seguintes objetivos: Articular órgãos e entidades da administração pública estadual, do setor privado e da sociedade civil, na promoção de um ambiente favorável e simplificado ao desenvolvimento de investimentos e negócios de impacto; Estimular o aumento da quantidade de negócios de impacto, por meio da disseminação dos mecanismos de avaliação de impacto socioambiental e do apoio ao envolvimento desses empreendimentos com as demandas de contratações públicas e com as cadeias de valor de empresas privadas; Estimular o fortalecimento das organizações intermediárias que oferecem apoio ao desenvolvimento de negócios de impacto e capacitação aos empreendedores, que geram novos conhecimentos sobre o assunto ou que promovem o envolvimento dos negócios de impacto com os investidores, os doadores e as demais organizações detentoras de capital, entre outros.

Os empreendimentos que visam gerar impactos socioambientais deverão atuar na promoção do bem-estar da comunidade em que atuam em âmbito local e global, nas áreas de defesa do meio-ambiente; consumidor e da livre-
concorrência; bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico e da ordem urbanística; interesses difusos ou coletivos; honra, igualdade de gênero e dignidade de minorias; patrimônio público e social; interesses dos seus trabalhadores e fornecedores, devendo observar regras específicas de transparência e governança.

São tipos de empreendimentos que podem desenvolver negócios de impacto social:Sociedades com fins econômicos/empresas; Cooperativas; Organizações da Sociedade Civil (OSC); e Associações. O empreendedor social é reconhecido como aquele que intencionalmente busca a inclusão social dos consumidores atendidos; possui a consciência socioambiental e o negócio possui sustentabilidade financeira.

Mais sobre os Negócios de Impacto Social

Os negócios também estão cada vez mais empenhados em responder às necessidades da sociedade através de mecanismos de mercado. Ao desenvolverem soluções comerciais inovadoras para melhorar a vida das pessoas, os negócios de impacto social colocam a geração de valor social no centro de sua missão, além de preencher lacunas de oportunidades para a solução de problemas locais e globais. Contribuem assim para ampliar a oferta de serviços em saúde, telemedicina, energias renováveis, gerenciamento de resíduos ou mesmo para tornar as cidades mais resilientes.

Ao estabelecer a Política Estadual de Investimentos e Negócios de Impacto Social o presente projeto, inspirado na Estratégia Nacional de Investimentos e Negócios de Impacto (Decreto Nº 9244, de 19/12/2017), tem o objetivo de contribuir na geração de negócios com propósito e lucro, estimulando pessoas da base da pirâmide a serem sócias, parceiras ou mesmo fornecedoras de produtos e serviços para o negócio de impacto social e ambiental, fomentando o desenvolvimento do Rio Grande do Norte.

A evolução do ecossistema de negócios de impacto passa pela consolidação de boas iniciativas as quais podem servir de inspiração e referência para outros empreendedores. Os negócios de impacto social são empreendimentos que conciliam objetivos sociais específicos juntamente com um retorno financeiro, ou ainda, são empresas que buscam soluções para problemáticas da sociedade, configurando-se como soluções de mercado para problemas sociais e ambientais. A ideia é unir o dinamismo do business com a consciência da filantropia.

Economia, Justiça

FIERN Se Pronuncia Sobre Ministério Público Federal e Empresas Salineiras de Mossoró

A FIERN vem acompanhando as tratativas do Ministério Público Federal com o setor salineiro há alguns meses, inclusive, testemunhando e apoiando os argumentos técnicos suscitados pelos empreendedores para a continuidade da produção de sal – histórica e tradicional – em áreas do território potiguar.

A cadeia produtiva do sal é muito importante para a economia do Rio Grande do Norte, particularmente, para Mossoró e Região. Existem alternativas que contemplam o equilíbrio buscado entre empreendimento e meio ambiente. É possível, portanto, construir a mediação e encontrar uma solução que não implique em perdas econômicas e de empregos, num momento em que o Estado enfrenta gravíssima crise.

Os empresários e as instituições que os representam sempre estiveram à disposição do diálogo e assim continuarão, esperando, mais uma vez, que o Poder Judiciário, com razoabilidade, não estanque uma atividade produtiva tão relevante, econômica e socialmente, para o Rio Grande do Norte.

Amaro Sales de Araújo

Presidente – Sistema FIERN

Economia, Internacional

Diretora Financeira da Fabricante Chinesa Huawei É Presa no Canadá

Meng Wanzhou, diretora financeira da companhia chinesa de telecomunicações Huawei, foi presa no Canadá e enfrenta um pedido de extradição dos Estados Unidos, anunciou o Ministério da Justiça nesta quarta-feira.

“Meng Wanzhou foi presa em 1º de dezembro em Vancouver e os Estados Unidos estão tentando sua extradição. Uma audiência será realizada na próxima sexta-feira”, disse Ian McLeod, porta-voz do Ministério da Justiça do Canadá, em comunicado enviado à AFP.Pequim protestou contra a detenção e exigiu que se “restaure imediatamente a liberdade da senhora Meng Wanzhou”, filha do fundador da Huawei.

“A parte chinesa se opõe firmemente e protesta energicamente por este tipo de ação, que prejudica gravemente os direitos humanos da vítima”.

Já o gigante chinês das telecomunicações declarou desconhecer qualquer suposto crime cometido por sua diretora financeira.

“A companhia recebeu muito pouca informação sobre as acusações e não tem conhecimento de qualquer crime por parte de Meng”, destaca o comunicado do grupo.

“Huawei respeita todas as leis e regulamentações em vigor, incluindo as leis e regulamentações em matéria de controle de exportações e sanções, adotadas por ONU, Estados Unidos e União Europeia”.

O Wall Street Journal informou em abril que as autoridades americanas abriram uma investigação por supostas violações da Huawei às sanção impostas ao Irã.

A Huawei foi submetida a um rigoroso controle nos Estados Unidos, onde autoridades de segurança do governo dizem que seus supostos vínculos estreitos com o governo chinês representam um risco à segurança.

Seu negócio nos EUA foi bastante limitado pelas preocupações de que a companhia poderia enfraquecer concorrentes americanos e que seus smartphones e equipamentos de rede, amplamente usados em outros países, serviriam como instrumentos de espionagem para Pequim. 

Apesar de estar praticamente excluída do mercado americano, a Huawei superou a Apple no segundo trimestre deste ano, tornando-se a segunda maior fabricante de smartphones do mundo e agora tem a Samsung, líder de mercado, na mira.

Fonte: AFP