Ciência, Concurso

Competição Busca Projetos Inovadores Para a Área de Saúde

Estão abertas as inscrições para o 4º Desafio Pfizer, prêmio que estimula a inovação e o empreendedorismo no Brasil na área da saúde. Esta edição será composta por duas categorias, Sempre on Innovation e Sempre on Medical, cada uma buscando perfis diferentes de competidores.

A primeira será voltada para jovens startups, inventores e universitários que ofereçam soluções digitais e produtos inovadores com o objetivo de melhorar a saúde e o bem-estar.

Os autores dos melhores trabalhos desta categoria receberão passagens aéreas e hospedagens para participar do South by Southwest (SXSW), conferência de inovação, empreendedorismo e economia criativa que ocorrerá entre 7 e 13 de março, em Austin, nos Estados Unidos.

Todos os finalistas serão convidados a participar de uma semana de incubação em inovação e treinamentos, que será composta por palestras, mentorias, workshops no Laboratório de Inovação da Pfizer (Pfizer sempre on Lab), em São Paulo.

Já a Sempre on Medical será destinada a médicos com a proposta de reconhecer as melhores pesquisas em três áreas do conhecimento: clínica, epidemiológica e básica (como biologia, bioquímica e farmacologia).

Os médicos responsáveis pelos trabalhos vencedores em cada especialidade ganharão passagens aéreas e hospedagens HIMSS19 Global Conference & Exhibition, de 10 a 15 de fevereiro de 2019, em Orlando, nos Estados Unidos.

Os segundos e terceiros colocados de cada área receberão convites para participar de dois dias da HIMSS@Hospitalar 2019, que será realizada entre 21 e 24 de maio, em São Paulo.

Todos os finalistas poderão assistir a uma conferência de um dia no Laboratório de Inovação da Pfizer sobre gestão e boas práticas gerenciais na saúde, voltadas para o dia a dia do médico.

Interessados em participar podem se inscrever por meio do portal www.desafiopfizer.com.br para ler o regulamento.

Fonte: globo.com

Ciência, Saúde

Cem Anos Depois, Gripe Espanhola Carrega Lições Para a Próxima Pandemia

Há 100 anos, a gripe espanhola infectou um terço da humanidade, matando dezenas de milhões e provocando pânico em continentes que ainda se recuperavam da guerra.

Cientistas dizem que, embora lições tenham sido aprendidas com a pandemia mais mortal da história, o mundo está mal preparado para o próximo assassino global.

Em particular, eles alertam que alterações demográficas, resistência a antibióticos e mudanças climáticas podem complicar qualquer surto futuro.

“Agora enfrentamos novos desafios, incluindo o envelhecimento da população, pessoas vivendo com doenças como obesidade e diabetes”, disse à AFP nesta segunda-feira (8) Carolien van de Sandt, do Instituto Peter Doherty para Infecção e Imunidade.

Os cientistas preveem que a próxima pandemia de influenza – provavelmente uma cepa da gripe aviária que infectará humanos e se espalhará rapidamente pelo mundo através de viagens aéreas – pode matar até 150 milhões de pessoas.

Van de Sandt e sua equipe examinaram uma grande quantidade de dados sobre a gripe espanhola, que afetou o planeta em 1918.

Os pesquisadores também estudaram três outras pandemias: a gripe asiática de 1957, a gripe de Hong Kong de 1968 e o surto de gripe suína de 2009.

Eles descobriram que, embora a gripe espanhola tenha infectado uma em cada três pessoas, muitos pacientes conseguiram sobreviver à infecção grave e outros apresentaram apenas sintomas leves.

Ao contrário da maioria das nações, que usaram a censura durante a guerra para reprimir as notícias sobre a disseminação do vírus, a Espanha permaneceu neutra durante a Primeira Guerra Mundial. Numerosos relatos da doença na mídia espanhola levaram muitos a supor que a doença se originou lá, e o nome acabou ficando.

Hoje acredita-se amplamente que a cepa da gripe em 1918 na verdade surgiu entre militares americanos e matou uma quantidade desproporcionalmente alta de soldados e jovens, mas os pesquisadores disseram que as coisas seriam diferentes desta vez.

Em 1918, em um mundo que lutava contra o impacto econômico da guerra global, o vírus se tornou mais letal devido às altas taxas de desnutrição.

Mas a equipe por trás de um novo estudo, publicado na revista Journal Frontiers in Cellular and Infection Microbiology, disse que o próximo surto se espalhará no mundo desenvolvido entre uma população que sofre com taxas recordes de obesidade e diabetes.

Duplo fardo

O que sabemos da pandemia de 2009 é que pessoas com certas doenças (como obesidade e diabetes) tiveram probabilidade significativamente maior de serem hospitalizadas e morrer de gripe”, disse à AFP Kirsty Short, da escola de Química e Biociências da Universidade de Queensland.

A equipe alertou que o mundo enfrentava um “duplo fardo” de doenças graves devido à desnutrição generalizada nos países pobres – exacerbada pelas mudanças climáticas – e à supernutrição nos países mais ricos.

E o aquecimento global poderia impactar de outras formas.

Van de Sandt disse que, uma vez que muitas cepas de influenza começam nas aves, um planeta em aquecimento pode alterar onde o próximo surto surgirá.

“A mudança climática pode mudar os padrões de migração das aves, trazendo potenciais vírus pandêmicos para novos locais e potencialmente uma variedade maior de espécies de aves”, disse.

Uma coisa que a investigação sobre 1918 levantou foi que as pessoas mais velhas se saíram significativamente melhor contra a cepa do vírus do que os adultos mais jovens.

A equipe teorizou que isso se devia em parte ao fato de que os cidadãos mais velhos acumularam alguma imunidade por meio de infecções anteriores.

A maioria das mortes no surto de 1918 – cerca de 50 milhões de pessoas, ou 2,5% dos infectados – foi devido a infecções bacterianas secundárias, algo que os antibióticos ajudaram a aliviar durante as pandemias subsequentes.

Mas hoje muitas bactérias são imunes a antibióticos.

“Isso aumenta o risco de que as pessoas sofram novamente e morram como resultado de infecções bacterianas secundárias durante o próximo surto pandêmico”, disse Katherine  Kedzierska, do Instituto Doherty, em Melbourne.

Os autores soaram particularmente alarmados com o influenza  H7N9 aviário – um vírus que mata cerca de 40% das pessoas infectadas, mesmo que atualmente não possa passar de humano para humano.

“No momento, nenhum desses vírus adquiriu a capacidade de se espalhar entre humanos, mas sabemos que o vírus só precisa fazer algumas pequenas mudanças para que isso aconteça e poderia criar uma nova pandemia de gripe”, disse Van de Sandt.

Informar o público

Enquanto o mundo em 2018, com mais de sete bilhões de pessoas, megacidades e viagens aéreas globais, seja muito diferente de um século atrás, os pesquisadores insistem em que há muitas lições que a gripe espanhola pode ensinar aos governos de hoje.

Por natureza, as cepas de vírus pandêmicos são imprevisíveis – se as autoridades soubessem com certeza qual gripe se alastraria, poderiam investir em uma vacina amplamente disponível.

Até que uma vacina universal seja criada, “os governos devem informar o público sobre o que esperar e como agir durante uma pandemia”, disse Van de Sandt.

O estudo disse que os governos poderiam usar o poder comunicativo da internet para ajudar a espalhar o conhecimento e as instruções no caso de uma nova pandemia.

“Uma lição importante da pandemia de influenza de 1918 é que uma resposta pública bem preparada pode salvar muitas vidas”, disse Van de Sandt.

Fonte: UOL

Ciência, História

‘História em Quadrinhos’ de 2 Mil Anos é Encontrada na Jordânia

Um túmulo localizado no atual território da Jordânia, no Oriente Médio, chamou a atenção de arqueólogos: nele, há 260 imagens ordenadas de forma a contar a história da formação da cidade das Capitolias, e provavelmente de seu fundador ali enterrado, com formas arcaicas de balõezinhos de fala que representam uma história em quadrinhos de 2 mil anos de idade.

Duas câmaras funerárias e um grande sarcófago de basalto foram descobertos por uma escavadeira mecânica que trabalhava na encosta de uma colina, em frente a uma escola da vila de Bayt Ras, no norte do país, em 2016.

O túmulo está localizado no local da antiga cidade das Capitolias, que foi fundada no final do primeiro século e fazia parte da Decápolis, uma região que reunia cidades com influências das culturas grega e romana, entre a Jordânia e a Síria.

Em outros túmulos da Decápole, a mitologia também está representada, mas as falas representadas fornecem informações preciosas para os arqueólogos.

“As inscrições são realmente semelhantes às bolhas de fala nos quadrinhos, porque descrevem as atividades dos personagens (“Estou cortando pedra”, “Ai de mim! Estou morto!”), o que é extraordinário “, conta o pesquisador francês Jean-Baptiste Yon, do consórcio internacional de especialistas criado pelo Departamento de Antiguidades da Jordânia.

A história começa com divindades provando ofertas recebidas por humanos, e segue com homens trabalhando a terra, colhendo frutos, até que recebem ajuda dos deuses para derrubar árvores, um assunto extremamente raro em imagens greco-romanas.

O conto segue em outro painel, com representações de arquitetos — ou capatazes — vigiando o trabalho pesado de pedreiros, cortadores de pedra e carregadores, muitos vítimas de acidentes. “Ai de mim! Estou morto!”, seguido por um padre que oferece sacrifício para os deuses guardiões da cidade.

Finalmente, expostas no teto e nas paredes dos dois lados da entrada, há uma composição mais clássica evocando o Nilo e o mundo marinho, em que ninfas conduzem animais aquáticos flanqueados por cupidos, enquanto um medalhão central combina signos do zodíaco e planetas ao redor.

“De acordo com a nossa interpretação, há uma boa chance de que a figura enterrada na tumba seja a pessoa que se representou enquanto oficiava na cena do sacrifício da pintura central, e que consequentemente foi o fundador da cidade “, comenta outro pesquisador, Pierre-Louis Gatier. “Seu nome ainda não foi identificado, embora possa estar gravado na porta, que ainda não foi limpa.”

Essas, no entanto, não podem ser chamados de quadrinhos mais antigos do mundo, os antigos egípcios também combinaram ilustrações e textos para contar uma história.

Fonte: Revista Galileu

Ciência

Selante de Fibrina Pode Chegar em Breve ao Mercado

O Globo Rural, que começou o acompanhamento da pesquisa do Selante de Fibrina (que auxilia na cicatrização de feridas, em especial pacientes com úlceras venosas crônicas, mas vai além disso) há 30 anos, desperta curiosidade e demonstra como as coisas desenvolveram nesse período para os pacientes voluntários.

Com patente já vendida, a cola produzida no CEVAP (Centro de Estudos de Veneno e Animais Peçonhentos), da UNESP de Botucatu, que antigamente era produzido com veneno de Jararaca, Cascavel e sangue humano, hoje é produzido com a mistura de veneno dessas espécies de cobras e sangue de búfalos.

A cola é um bioproduto 100% nacional, cujo a ação se baseia no princípio natural da coagulação. Por ser biológico não há rejeição e portanto é uma excelente alternativa para engenharia de tecidos e celular.

O adesivo cirúrgico pode ser empregado também para colagem de pele, de nervos e cirurgias de gengivas. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) deu autorização para o produto, relata Benedito Barravieira, professor do Departamento de Doenças Tropicais da Faculdade de Medicina da UNESP. Barravieira está envolvido no projeto desde seu início em 1989.

Com resultado já comprovado, agora os pesquisadores e a empresa que comprou a patente da UNESP, aguardam registro para ser comercializado e produzido em grande escala, inclusive pelo SUS. Acompanhe baixo o vídeo explicando melhor.

Fonte: CEVAP

Ciência

Por Acidente, Estagiária Descobre Supercola Feita com Bagaço de Cana em Centro de Pesquisa Brasileiro

Cola

“Gente, está muito difícil tirar essa fórmula dos equipamentos. Eu tento lavar, mas fica tudo grudado nas hélices”. Foi assim que Naima Orra, na época estagiária do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, identificou uma textura pegajosa, que se tornou depois de um mês de pesquisa uma cola atóxica feita a partir de bagaço de cana-de-açúcar e materiais descartados por empresas de celulose.

Depois de ouvir o relato de Orra, a pesquisadora do Laboratório Nacional de Nanotecnologia Rubia Figueiredo Gouveia decidiu orientar a estagiária em uma pesquisa específica para aprimorar o estudo e criar uma nova cola. Um mês depois, as duas chegaram à fórmula final, patenteada no Brasil este ano. A cola sustentável brasileira poderá ser registrada no exterior em 2019 sob a autoria das duas pesquisadoras – Naima Orra, hoje, faz mestrado na França.

Rubia Gouveia
Rúbia Gouveia – Pesquisadora

Caso a patente seja comercializada, metade do dinheiro arrecadado será destinado ao fundo de inovação da organização social CNPEM; os outros 50%, divididos entre as inventoras. Além de ter a mesma eficiência de outras colas já comercializadas atualmente, a nova fórmula é feita a partir da simples mistura de três ingredientes: látex, nanocelulose e lignina.

“Uma das vantagens é que esses dois últimos elementos são muitas vezes descartados em larga escala por indústrias de papel e refinarias de cana-de-açúcar. Reaproveitar o que seria descartado é sustentável e ainda deve baratear a produção”, afirmou Rubia Gouveia em entrevista à BBC News Brasil.

A pesquisadora afirma que a cola pode beneficiar uma cadeia de indústrias que usam o produto, como a automobilística, de móveis, construção civil e brinquedos. Dos três materiais usados em sua produção, o látex deve ser o único que ainda continuaria sendo extraído árvores, principalmente de seringueiras.

Já a nanocelulose é obtida em larga escala hoje no Brasil a partir de árvores de eucalipto. Para a produção da nova cola, porém, a substância foi extraída do bagaço de cana.

A lignina é obtida a partir de um líquido chamado de “licor negro”, comumente descartado em indústrias de papel, exceto as mais modernas, que costumam usar a substância para a produção de energia. Para isso, é necessário cozinhar a substância com soda em alta temperatura e pressão.

Produção em larga escala

Fabiano Rosso, gerente de pesquisa do Projeto Lignina da Suzano Papel e Celulose, a maior produtora de papéis de imprimir e escrever da América Latina, disse que uma fração de 3% da lignina produzida pela fábrica da empresa em Limeira, no interior de São Paulo, deve ser separada a partir deste semestre, purificada, modificada, transformada em uma resina e vendida para fábricas de madeira e MDF.

O número equivale a cerca de 20 mil toneladas. O restante continuará sendo queimado, como hoje, para virar vapor, alimentar uma turbina e produzir energia, que abastece a indústria e ainda gera um excedente que é vendido. Caso as experiências demonstrem a viabilidade da supercola, boa parte da substância produzida pela Suzano Papel e Celulose poderia ser utilizada para este fim.

A notícia de que uma cola pode ser produzida a partir de lignina animou Rosso. Para ele, o ideal seria diminuir a destinação do material à produção de energia e usá-lo para fabricar de materiais com valor agregado.

“Eu não conheço essa pesquisa, mas vou procurar saber e entender sua aplicação e o que os pesquisadores estão fazendo. Eu tenho interesse não só pela aplicação, mas também pela fabricação desse produto final. Eu vejo esse como um caminho bastante viável para produzir em larga escala”, afirmou Rosso.

Formaldeído

Além de vantagens econômicas e ecológicas, a cola sustentável não usa solventes químicos derivados do petróleo como a maior parte das colas usadas hoje industrialmente. O mais conhecido e prejudicial é o formaldeído, classificado como cancerígeno pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1984 e que está presente na maior parte das colas industriais, inclusive as usadas por sapateiros e vidraceiros. O odor da substância pode causar náuseas, dores de cabeça e, em casos mais graves, até mesmo alucinações e confusão mental. A cola sustentável, por sua vez, é atóxica.

O uso do formaldeído foi proibido nas indústrias dos Estados Unidos e do Canadá, as únicas que, ao lado da Suécia, também produzem lignina em larga escala. Mas, de acordo com a pesquisadora Rubia Gouveia, a cola sustentável não tem como foco apenas uso industrial, mas também comercial, doméstico e escolar.

“É possível fazer modificações para adequar seu uso em diferentes situações. Desta forma, a cola poderia ser usada desde indústrias automobilísticas, móveis, de tecidos a até mesmo em escolas e escritórios”, afirma Gouveia.

A cola demonstrou sua potência adesiva em testes de tração feitos em laboratório. Além de colar papéis e madeiras, a cola também mostrou um alto poder de aderência em testes feitos com alumínio.

O próximo passo das pesquisadoras é fazer adaptações na fórmula e testar a cola em altas e baixas temperaturas. Também será feita uma adaptação para que ela possa colar vidros e beneficiar mais setores industriais.

Fonte: BBC Brasil

Ciência, Meio Ambiente

Cientistas Desenvolvem, Por Acaso, Enzima Devoradora de Plástico

Cientistas britânicos e americanos produziram acidentalmente uma enzima devoradora de plástico que poderia, eventualmente, ajudar a resolver o problema crescente da poluição gerada por este material, revelou um estudo publicado ontem, segunda-feira (16), do qual participaram pesquisadores da Unicamp.

Mais de oito milhões de toneladas de plásticos são descartadas nos oceanos do mundo todos os anos e há uma preocupação crescente com as consequências contaminantes deste produto derivado do petróleo para a saúde humana e o meio ambiente.

Apesar dos esforços de reciclagem, a maior parte dos plásticos permanece por centenas de anos no meio ambiente, e por isso cientistas buscam melhores formas de eliminá-lo.

Pesquisadores da Universidade de Portsmouth e do Laboratório de Energias Renováveis do Departamento de Energia dos Estados Unidos decidiram se concentrar em uma bactéria encontrada na natureza, descoberta no Japão há alguns anos.

Cientistas japoneses acreditam que a bactéria tenha evoluído recentemente em um centro de reciclagem de rejeitos, uma vez que o plástico não existia até os anos 1940.

Conhecida como Ideonella sakaiensis, ela parece se alimentar exclusivamente de um tipo de plástico conhecido como polietileno tereftalato (PET), usado amplamente em garrafas plásticas.

Uma Mutação Útil

O objetivo dos cientistas era compreender o funcionamento de uma destas enzimas – denominada PETase – ao compreender sua estrutura. “Mas eles acabaram dando um passo à frente e desenvolveram acidentalmente uma enzima ainda mais eficiente em decompor plásticos PET”, destacou o estudo, publicado no periódico científico americano Proceedings of the National Academy of Sciences.

Usando um raio-X superpotente, eles conseguiram produzir um modelo tridimensional em altíssima resolução da enzima.

Empregando a modelagem de computador, cientistas da Unicamp e da Universidade da Flórida descobriram que a PETase era similar a outra enzima, a cutinase, encontrada em fungos e bactérias. Uma parte da PETase, no entanto, era um pouco diferente e cientistas supuseram que esta era a parte que permitia a degradação do plástico.

Eles, então, submeteram à mutação o local ativo da PETase para fazê-la se parecer mais com a cutinase e descobriram de forma inesperada que a enzima mutante era mais eficiente do que a PETase natural em decompor o PET. Os pesquisadores afirmam estar trabalhando agora em melhorias desta enzima, na esperança de eventualmente permitir seu uso industrial na decomposição de plásticos.

“A sorte frequentemente desempenha um papel significativo na pesquisa científica de base, e nossa descoberta não é uma exceção”, afirmou um dos autores do estudo, John McGeehan, professor da escola de Ciências Biológicas de Portsmouth.

“Embora o aperfeiçoamento seja modesto, esta descoberta inesperada sugere que há espaço para mais melhorias destas enzimas, aproximando-nos de uma solução de reciclagem para a crescente montanha de plásticos descartados”, acrescentou.

Fonte: IstoÉ