Câmara Municipal

Vereadores Fazem Moção de Repúdio

A comissão de saúde de Câmara Municipal enviou hoje para o plenário da Casa uma moção de repúdio contra o fechamento do Hospital Ruy Pereira.

O vereador Fernando Lucena (PT), lembrou que não houve interdição dos Bombeiros e sim sugestão de readequação.

Já o vereador Cícero Martins (PSL), comparou o hospital Ruy Pereira com um campo de concentração, sem nenhuma dignidade.

O fechamento do hospital Ruy Pereira tem agora o segundo episódio, sempre com as más notícias dadas pelo secretário Cipriano Maia. A governadora? Não só joga para Cipriano, mas também joga para a platéia, como de praxe.

Governo do Estado

Perversidade na Secretaria Estadual de Saúde

Diversos são os casos em que o cidadão natalense procura se informar sobre os exames de alta complexidade no 1° andar da Secretaria Estadual de Saúde e saem de lá, sejam jovens ou idosos, no grito, mas não sem antes serem humilhados, destratados, em tom de voz altíssimo e sugerindo que leiam ou fotografem os murais para serem informados.

Pura perversidade.

Deve ser a vingança por Natal não ter, em sua esmagadora maioria, votado em Fátima Bezerra.

Câmara Municipal

Plano Diretor e a Câmara Municipal Só se Encontram em 2020

A Prefeitura do Natal mudou o cronograma de entrega do Plano Diretor na Câmara Municipal. Já não será mais em 2019. O próximo prazo é fevereiro/março de 2020.

A Câmara Municipal não tem pressa em votar o Plano Diretor, todos os vereadores já disseram isso, enfatizado pelo presidente Paulinho Freire, que garantiu a não votação a toque de caixa.

O que se espera é que mesmo não sendo em toque de caixa, os vereadores votem, de preferência antes de saberem que ganhou e quem perdeu a eleição de 2020.

Câmara Municipal

Reserva

O vereador Fúlvio Saulo (SD) avisa:

Para concluir seus compromissos pessoais, ficará afastado do dia 01 de novembro ao dia 02 de dezembro deste ano, e pede a convocação do suplente Raimundo Jorge, também do Solidariedade, que obteve 1.527 votos.

Essa deve ser a legislatura que mais convocou suplentes na Câmara Municipal.

Indústria, Meio Ambiente

Empresa Lança Cerveja em Garrafa de Papel, Para Não Causar Ressaca ao Meio Ambiente

Já pensou em tomar cerveja em uma garrafa de papel? A Carlsberg, produtora dinamarquesa, revelou na última semana dois protótipos de garrafas biodegradáveis, a Green Fibre Bottle, feitas de fibras de madeira e com uma camada interna impermeável.

Em um dos protótipos, a proteção é uma fina camada de plástico feita de garrafas PET recicladas. O outro usa o polímero biodegradável PEF (polietileno 2,5-furandicarboxilato).

“Estamos contentes com os avanços com a Green Fibre Bottle,” disse Myriam Shingleton, vice-presidente de desenvolvimento da Carlsberg. “Ainda não chegamos lá, mas os dois protótipos são um passo importante para realizar nossa ambição final de trazer essa novidade ao mercado.”

A iniciativa faz parte do projeto da Carlsberg em zerar as emissões de carbono em suas cervejarias até 2030. Na cadeia inteira de produção, o objetivo é diminuir emissões em 30%.

A busca pela embalagem de papel começou em 2015, quando a Carlsberg se juntou com outras empresas locais para desenvolver a tecnologia (que existe há muito tempo nas Kombis de caldo de cana, com discutível sucesso). Neste ano, a Paboco foi formada para criar garrafas sustentáveis. É uma joint-venture entre a empresa de embalagens BillerudKorsnäs e a fabricante de garrafas Ampla.

Junto com a Green Fibre Bottle, a Carlsberg anunciou uma parceria com Coca-Cola, L’Oreal, Absolut e a Paboco para avançar na pesquisa e desenvolvimento da garrafa de papel. “Parcerias como essa, que são unidas pelo desejo de criar inovações sustentáveis, são a melhor maneira de trazer mudanças reais,” disse Shingleton.

Fonte: Época Negócios

Nacional, Política

Dá Para Ver 3 Bolsonaros, e Com Um Deles é Possível Dialogar, Diz Renan

Ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL) afirma que nos cerca de dez meses do governo Jair Bolsonaro (PSL) é possível identificar diferentes presidentes.

O das propostas econômicas que “não têm resultado”, o das falas “chocantes e preconceituosas” e um terceiro: o que indicou Augusto Aras para a Procuradoria-Geral da República contra o “corporativismo do Ministério Público” e que respeitou a decisão do Congresso de derrubar vetos à lei de abuso de autoridade.

“Se há um Bolsonaro com o qual você pode dialogar, é com esse”, afirma Renan.

Ao programa de entrevistas da Folha de S.Paulo e do UOL, em estúdio compartilhado em Brasília, Renan criticou o ministro Sergio Moro (Justiça) e disse que a ida do ex-juiz da Lava Jato para a Esplanada representou “retrocesso institucional”.

Mensagens da Lavajato

“Os diálogos da Vaza Jato falam por si só. Eles precisam ser investigados porque, se não houver uma responsabilização para os que cometeram crimes ou extrapolaram os seus limites, vai acabar estimulando novas práticas em favor da impunidade”, diz em relação às mensagens obtidas pelo site The Intercept Brasil.

O ex-presidente do Senado defendeu que a Casa abra uma CPI para investigar o conteúdo das mensagens divulgadas caso os órgãos competentes não apurem os indícios de irregularidades na força-tarefa da Lava Jato.

Atuação de Sérgio Moro

“O Moro tem uma formação intelectual fascista. Só isso justifica o que ele fez na eleição, na prisão do Lula, na condenação sem provas e na interferência no processo político”, afirma Renan Calheiros.

“Acho que ele tem errado bastante. Sua vinda para a Esplanada acabou definindo um retrocesso institucional. Ele começou o governo querendo legislar por decreto e nunca teve uma concepção clara da separação dos Poderes. Mandou para o Congresso um pacote anticrime que, ao invés de coibir, dá direito para matar. Traz salvaguardas que em nada vão ajudar na redução da criminalidade”, diz.

Moro é técnico ou político?

“Moro está despojado hoje de qualquer condição técnica. Hoje ele é mais do que nunca um político. Quando juiz, ele era um político enrustido, porque liderou um projeto de poder”, afirma Renan. Ao criticar o ex-juiz, o senador defende projeto de lei que estabeleça quarentena para membros do Judiciário, das polícias e do Ministério Público disputarem cargos eletivos.

Investigações a que responde

Renan nega que seja um crítico da Lava Jato apenas para se defender de investigações e de delatores que o citaram.

“Fizeram isso quando eu apresentei o projeto do abuso de autoridade. Havia um projeto para destruir a política como um todo. Não havia na prática como destruir a política sem destruir quem estava sentado na cadeira de presidente do Congresso.”

Deltan Dallagnol

“É um caso típico de como a vaidade pode prejudicar alguém. Ele fez sempre um jogo político, defendeu a necessidade de um procurador ser candidato ao Senado em cada estado. Nós tiramos o Ministério Público do papel e garantimos, na prática, a sua autonomia financeira. Mas ele não pode jamais funcionar para destruir a política e eleger algumas pessoas para serem multi-investigadas”, diz o ex-presidente do Senado.

Rodrigo Janot

“O [Rodrigo] Janot me causa asco. O caráter homicida que ele desvenda no seu livro [‘Nada Menos que Tudo’] é uma coisa indicativa do que representou termos um psicopata à frente da PGR. Pela autodelação e autoflagelação que possibilitou naquele livro, ele é uma espécie de cadáver insepulto”, afirma Renan. Janot disse que, em 2017, entrou armado no STF para matar o ministro Gilmar Mendes.

10 meses de Bolsonaro

“Nesse curto espaço de tempo já dá para enxergar três Bolsonaros”, afirma Renan.

“Um Bolsonaro das propostas econômicas, que não saem do lugar e não têm resultado. As pessoas entendem que ele é um soldado raso e não batem continência”, cita.

“Tem o Bolsonaro das declarações chocantes, preconceituosas e da radicalização ideológica. Esse aí teria sido reformado [das Forças Armadas] por inaptidão profissional”, afirma o senador.

“E você tem um Bolsonaro novo, que é o que teve coragem de acabar com o corporativismo do Ministério Público, escolhendo um procurador-geral da República [Augusto Aras] contra o próprio modelo e contra os excessos cometidos por alguns procuradores”, diz Renan, dando mais características do que seria este último Bolsonaro com o qual diz poder conversar.

“Você tem um Bolsonaro que colocou o Coaf no seu devido lugar. Que, mesmo não concordando com a lei de abuso de autoridade, fez lá os seus vetos, mas não reagiu à deliberação do Congresso Nacional no sentido de rejeitá-los. Estou no campo da oposição, mas, se há um Bolsonaro com o qual você pode dialogar, é com esse.”

Base no Congresso

“O Bolsonaro não construiu uma base e da, forma que as coisas estão, não vai construir. Porque se configura uma base e se dimensiona o seu tamanho a partir de compromissos programáticos, não de eventuais interesses políticos e pessoais”, diz Renan.

Alcolumbre no Senado

“No Senado o poder mudou, mas está em boas mãos. O Davi [Alcolumbre] tem surpreendido inclusive a mim. E eu tenho procurado colaborar, claro que com a cabeça de alguém que já foi quatro vezes presidente do Senado e passou por momentos tumultuados da vida nacional. Mas eu acho que o Davi está muito bem, o Senado mantém a sua rotina legislativa”, diz Renan, que, no começo do ano, travou embate com Alcolumbre na disputa pelo comando da Casa.

Indicação de Eduardo Bolsonaro para embaixada

“Essa indicação não pode ser ser apreciada sob o olhar do parentesco. Muita gente já disse no passado que parente em governo é uma coisa ruim para o governo e para o parente. Nós temos de fazer uma sabatina criteriosa, mas não dá também para antecipadamente fazer um veto”, diz Renan.

“Teoricamente eu voto contra [a nomeação]. Em razão do que tenho lido em relação à subordinação dos interesses da embaixada aos Estados Unidos, que eu entendo conflitar. Mas não posso definir posição antes de sabatiná-lo”, afirma.

Briga entre Bolsonaro e PSL

“Se há uma característica que não podemos cobrar do Bolsonaro é fidelidade partidária. Ele já militou em muitas siglas, e acho que isso não vai acabar agora”, diz Renan.

Volta a presidir o Senado

“Não quero, não vou ser candidato jamais”, afirma.

Fonte: Y! Notícias

Livros

Quem foi Maria Firmina dos Reis, a Primeira Romancista Brasileira

Há quase dois séculos, em 1825, nascia em São Luís, no Maranhão, Maria Firmina dos Reis. Ela entrou para a história da literatura brasileira por ser a primeira romancista do país. 

Ela começou a carreira como professora e levou anos para conseguir publicar seu primeiro e mais importante livro, Úrsula. Isso porque, além de ser mulher, Maria Firmina dos Reis era negra, e a escravidão ainda imperava no Brasil.

Úrsula foi publicado em 1859 e se tornou relativamente popular à época, não apenas por conta da autora, mas também por sua narrativa. O livro relata a perversidade da escravidão e a realidade do Brasil do ponto de vista dos negros.

Isso era inédito até então, já que a maior parte dos escritores reconhecidos eram brancos ou narravam a vida da parcela mais rica e escravocrata da população. Quando Maria Firmina dos Reis apresentou os escravos como figuras humanizadas, sua obra apresentou uma ruptura importante.

O trabalho da escritora ficou esquecido até meados dos anos 1960, quando um historiador encontrou um de seus livros em um sebo e o trouxe à luz novamente. Ainda assim, até hoje a fisionomia de Maria Firmina dos Reis é um mistério: todas as imagens que se tem dela são apenas especulações.

Fonte: Galileu