Opinião

Limitações e Limitadores

Na impossibilidade de conhecimento preciso de mundo e da maioria de pessoas no mundo, parto para a generalização local.

Lendo sobre o evento que postei anteriormente sobre a Campus Party Natal 2 (#CPN2), e analisando tantos outros casos e eventos, vejo o quanto somos limitados e limitadores de conhecimento.

Em eventos grandes como esses, primeiro tratamos como um grande favor, com enorme gratidão, por Natal fazer parte (por exemplo) e esquecemos que eventos, em sua maioria, são feitos para que alguém tenha lucro. É dinheiro, não é favor. Se não tiver nenhum lucro, difícil voltar ao mesmo local.

Segundo, pensar localmente sobre esse evento é ver que se resume aos “escolhidos” da bolha, que apontam, direcionam aquilo que eles acham que pode funcionar bem no evento. É normal, é comum, mas quem quer oferecer além da expectativa não se resume a consultar alguns, mas buscar ideias com vários. De onde menos se espera aparece uma ideia que ninguém perguntou se existia ou poderia ser executada. Um aplicativo. Um produto diferente.

No Rio Grande do Norte, o pote de ouro está com quem guarda as informações para si e uns poucos. Os grandes, e hoje raros, eventos que possuem parceria com o poder público são atestado de competência, motivo de competição e necessidade de mostrar serviço. Logo, limitar as informações, dar em forma racionada, chamando quando acha que deve para tirar uma dúvida, parece ser para constar. Neste caso da Campus Party, o evento é de tecnologia, para amantes do assunto, para curiosos também (tecno curiosos?) e para mostrar o poder da informação intramuros mostrando quem manda.

Soundtrack: “So Am I” (Ava Max), “No Sleep” (Martin Garrix, Bonn), “Only You” (Cheat Codes, Little Mix)