Ciência

Papanicolau: Conheça o Criador do Exame que Detecta Câncer de Colo de Útero

Em 13 de maio de 1883 nascia Geórgios Papanicolaou, grego responsável por desenvolver os métodos até hoje utilizados para detecção de possíveis tumores malígnos no colo do útero e na vagina. O especialista se formou em medicina aos 15 anos e trabalhou no Exército dos Bálcãs, até imigrar para os Estados Unidos em 1913.

Quando chegou na América do Norte com a esposa Andromachi Mavroyenis, tinha só cerca de U$ 250 “o montante necessário para entrar nos Estados Unidos”, de acordo com uma investigação da Associação Médica de Cingapura (SMA). Georgios vendia tapetes, tocava violino em restaurantes e Andromachi costurava botões por cinco dólares por semana. Isso aconteceu por um tempo, até Papanicolauo ser chamado pela Universidade de Cornell para trabalhar como pesquisador.

Foi na instituição nova-iorquina que o médico e sua assistente, a esposa, desenvolveram o teste que o tornou um dos nomes mais fomosos da medicina. Ele se baseou nos estudos em que realizou com porquinhas-da-índia para desenvolver a técnica que é aplicada em humanos até hoje.

Para quem não sabe, o exame é simples: o ginecologista ou outro especialista responsável utiliza um espéculo para dilatar o canal vaginal e, com uma espátula, coleta algumas células do colo do útero. O material é então enviado para análise laboratorial e os resultados não tardam a chegar.

De acordo com os especialistas, o exame de papanicolau ajudou na redução de 70% dos cânceres causados por lesões, além de terem eficácia de 95% em tumores cervicais — importantes principalmente quando os nódulos ainda não podem ser observados a olho nu, pois aumenta a possibilidade de cura.

O Ministério da Saúde recomenda a realização do exame por mulheres maiores de 25 anos com vida sexual ativa. O ideal é fazer a coleta duas vezes por ano nos primeiros dois anos de realização do exame, e depois apenas uma vez a cada três anos.

Já no fim de sua carreira, Geórgios Papanicolaou foi nomeado duas vezes para o Prêmio Nobel, recebeu o Prêmio Albert Lasker de Pesquisa Médica Clínica em 1950 e teve seu retrato estampado na nota grega de 10 mil dracmas. O especialista morreu em 19 de fevereiro de 1962, aos 78 anos, vítima de um infarto.

Fonte: Revista Galileu