Negócios, Tecnologia

A REGULAMENTAÇÃO DAS FINTECHS é Tema de Trabalho de Aluno Pesquisador Apresentado no IV Congresso Brasileiro de Direito Penal

Gilson Braga dos Anjos Junior, aluno pesquisador do Grupo de Pesquisa em Ciências Criminais -UnP, apresenta trabalho no IV Congresso Brasileiro de Direito Penal.

Gilson Braga é Especialista em Auditoria e Perícia Contábil pela UNI-RN; Bacharel em Ciências Contábeis pela Faculdade União Americana; Graduando em Direito pela Universidade Potiguar – UnP. Membro do Grupo de Pesquisa em Ciências Criminais – GPCrim – UnP.

Nos dias 17 e 18 de maio de 2019, o portal Criminalítico participou do referido Congresso e entrevistou o Aluno Pesquisador Gilson Braga.

CRIMINALÍTICO – O que são as fintechs?

GILSON FinTechs são empresas, geralmente criadas na modalidade startup, que oferecem serviços financeiros comuns, como cartão de crédito, empréstimos e contas, com taxas e juros menores do que as instituições tradicionais. Possuem estrutura reduzida e sobrevivem com o capital de investidores que confiam seus aportes no novo negócio e com o lucro que é obtido.

Para Kawai (in  Dorfleitner,  et al.  2017. p. 5), o termo fintech refere-se a companhias que combinam serviços financeiros, com modernidade, inovação e tecnologia. NAVA e MEDINA (2017. p. 8) complementam que este tipo de negócio utiliza a tecnologia para atender às necessidades específicas de determinado mercado, ao passo em que cria oportunidade de negócios para quem deseja investir.

As fintechs surgiram em Nova York como uma forma de acelerar startups, em uma parceria realizada com a prefeitura da cidade e a Accenture, maior empresa global de consultoria em gestão, tecnologia da informação e outsourcing e o termo FinTech advém da expressão em inglês “financial technology”, ou, numa tradução literal, tecnologia financeira.

No Brasil, o legislador não se preocupou em definir este novo negócio, reservando esforços tão somente para dispor e disciplinar as operações de empréstimos e financiamentos entre pessoas por meio de plataforma eletrônica.

CRIMINALÍTICO – As fintechs são muito usadas para lavagem de dinheiro? Como é o procedimento ilícito?

GILSON – Não é possível afirmar que as fintechs sejam utilizadas para lavar dinheiro. No Brasil, até o presente momento, não se noticiou sobre instituições deste tipo envolvidas com a lavagem de capital. De outro modo, considerando a estrutura operacional enxuta, comum destes novos negócios, e a deficiente legislação reguladora, é necessário chamar a atenção do Estado para a possibilidade de se lavar dinheiro com estas novas instituições.

Num cenário hipotético, ao considerarmos a facilidade para abertura destas empresas, em especial as empresas chanceladas pela lei complementar 167/2019, onde foi criada a Empresa Simples de Crédito, o dinheiro oriundo de atos ilícitos pode ser lavado e injetado facilmente no mercado financeiro, podendo causar sérios danos à economia e à sociedade.

CRIMINALÍTICO – A regulamentação ajudaria em todos os sentidos?

GILSON – Depende do que será regulamentado. Em princípio, cabe destacar que ao regular confere-se segurança jurídica aos envolvidos na nova atividade. Assim, tanto o investimento quanto a contratação destas empresas são tutelados de maneira específica, afastando analogias para eventuais soluções de conflitos, o que, por si só, já favorece a adesão de novos clientes e participação de novos investidores.

Em se tratando de prevenção de ilícitos neste novo nicho de mercado, em especial o crime de lavagem de dinheiro, as normas promulgadas recentemente, quais sejam a Resolução Bacen nº 4.656, de 26 de abril de 2018, Resolução Bacen nº 4.658, de 26 de abril de 2018 e Lei Complementar nº 167, de 24 de abril de 2019, não se preocuparam em definir claramente a origem do recurso para investimento. O legislador tão somente determinou que, para algumas fintechs, o capital que será girado deve ser oriundo de recursos próprios.

Tal afirmativa traz à tona a ideia de presunção de licitude uma vez que, por se tratar de capital próprio, presume-se que este estaria declarado às autoridades competentes. No entanto, é difícil acreditar que apenas essa assertiva seja suficiente para garantir a legalidade do recurso, visto que a sonegação fiscal ainda é uma realidade – e um outro grande problema a ser enfrentado – no Brasil.

Nesta senda, acredito que o Estado ainda precisa se preocupar com a regulamentação das fintechs em sentido amplo. Atualmente é possível apontar fintechs que trabalham com cerca de 20 operações diferentes, no entanto, o estado tem demonstrado maior preocupação às operações de empréstimos, financiamentos e pagamentos.

CRIMINALÍTICO – As fintechs possuem um mercado promissor?

GILSON – Não restam dúvidas. Instituições tradicionais, rígidas e burocráticas já estão sendo soterradas pela inovação. Mesmo tentando se aproximar à nova realidade, os bancos tradicionais ainda estão presos às suas enormes e custosas estruturas, o que pode, a longo prazo, se tornar um empecilho para enfrentamento do mercado.

Em termos de Brasil, o país vivencia um crescimento monstruoso de FinTechs desde o ano de 2015. Segundo o portal FintechLab (2018), chegamos ao final do primeiro semestre de 2018 com um total de 453 startups financeiras em operação considerando os conceitos de FinTechs propriamente dita e plataformas dedicadas à eficiência financeira. O número representa um crescimento de 23% no montante que era de 369 empresas no final de 2017.

O portal destaca, ainda, a composição percentual desse jovem e dinâmico mercado. Até agosto de 2018, em um universo de 453 empresas, este era o cenário por especialidade: 26% de pagamentos, 17% de gestão financeira, 17% de empréstimos, 9% seguros, 7% de cryptocurrency & DLT, 6% de investimentos, 5% de funding, 5% de negociação de dívidas, 3% de câmbio e remessas, 2% de multisserviços e 2% de bancos digitais. Some-se a isso que 49 FinTechs compõem o cenário dos serviços de eficiência financeira, todas controladas, atualmente, pela Comissão de Valores Mobiliários, Banco Central do Brasil e Superintendência de Seguros Privados.

Vale salientar que, conforme ressaltam Herrera e Vadillo (2018. p. 3) o interesse por esse nicho de mercado transcende às barreiras nacionais: o setor FinTech vem crescendo de forma expressiva na América Latina e no Caribe (ALC) e tornou-se uma alternativa para melhorar os níveis regionais de inclusão financeira. No entanto, as inovações que ele traz consigo apresentam uma série de desafios para os órgãos de regulamentação e supervisão financeira, a quem cabe reduzir a incerteza associada ao fenômeno.

Outro dado que cabe destaque é que, segundo o consultor americano Hoder (2016. p. 24), “embora os dados empíricos sobre os investimentos específicos na ALC sejam escassos, (…) discussões com os participantes do mercado indicam que Brasil e México mostram a maior presença de FinTechs (…), seguidos por Argentina, Chile e Colômbia.

CRIMINALÍTICO – Quais as vantagens das fintechs para os usuários?

GILSON – Sem dúvidas, as inovações democratizam o mercado financeiro, possibilitando o acesso da grande massa a produtos que antes eram adquiridos com dificuldades.

As fitnechs trouxeram praticidade e contribuem para a inclusão social uma vez que vem permitindo às classes menos favorecidas o acesso a cartões de crédito, empréstimos, financiamentos, cobranças, pagamentos e tantos outros serviços com mais facilidade, taxas e juros melhores do que o mercado tradicional.

A título de exemplo, muitas fintechs ofertam cartão de crédito e conta corrente sem a cobrança de tarifas. Outras permitem a emissão de boleto para cobrança, também sem nenhum acréscimo.

Fonte: Criminalítico

Cinema, Internacional

Filme Brasileiro ‘Bacurau’ Ganha Prêmio do Júri no Festival de Cannes

“Bacurau”, filme dos brasileiros Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, venceu, neste sábado (25), o Prêmio do Júri do 72º Festival de Cannes, uma honra dividida com “Les Miserables”, de Ladj Ly.

“Há 20 anos venho a Cannes. No início, era jornalista. Conquistar esse prêmio do Júri significa muito”, disse Mendonça Filho, que concorreu à Palma de Ouro com “Aquarius” em 2016, após receber o prêmio das mãos do cineasta americano Michael Moore.

“Bacurau” é repleto de críticas e de referencias à atual situação da política brasileira, marcada por cortes em diversos setores, entre eles o da Cultura, que perdeu ministério próprio.

Ao falar sobre a vitória, Dornelles dedicou a prêmio a “todos os trabalhadores brasileiros da ciência, da educação e da cultura”.

“Somos embaixadores da cultura no Brasil”, concluiu Mendonça Filho, que lembrou que “A vida invisível de Eurídice Gusmão”, do brasileiro Karim Ainouz, conquistou ontem o principal prêmio da mostra “Um Certo Olhar”, a segunda mais importante em Cannes.

Já Ly, que dividiu a conquista do Prêmio do Júri com os brasileiros, afirmou que “Les Miserables” é uma denúncia crua das condições de vida em muitos subúrbios de Paris, capital do país.

A diretora dedicou a prêmio a “todos os miseráveis” da França, em uma referência ao título de seu filme.

Abaixo link com teaser do filme:

Fonte: Jovem Pan

Economia

Quem é Gita Gopinath, Primeira Mulher Economista-Chefe do FMI

A economista indiana Gita Gopinath é a primeira mulher a tornar-se economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), cargo para o qual foi indicada em outubro de 2018 e tomou posse no início deste ano.

Na função, Gopinath será a responsável por comandar o World Economic Outlook, relatório publicada a cada dois anos com um panorama da economia mundial. Conheça melhor a vida e trajetória da economista.

Ela aprendeu matemática com verduras e frutas

Nascida em uma família de classe média da cidade indiana de Calcutá, em dezembro de 1971, seu pai era uma empresário do setor agrícola. Para ajudar a filha a compreender conceitos matemáticos, como o de multiplicação, ele usava verduras e frutas na mesa do jantar.

Ela deixou os esportes para focar nos estudos…

Desde pequena, a economista gostava de esportes, mas surpreendeu a todos quando os largou para focar nos estudos. “Um belo dia, ela me disse que não queria ir treinar. ‘Esportes são complicados. A não ser que você seja o melhor da Índia, você não é ninguém. Mas se você for o primeiro ou o segundo melhor de uma universidade, você pode ser alguém muito importante”, disse seu pai, T.V. Gopinath, em entrevista à revista indiana The Week.

… e se dedicou à carreira acadêmica a partir de então

Gopinath se formou em Economia pela Universidade de Delhi em 1992 e obteve um mestrado pela mesma universidade em 1994. Ela então se mudou para os Estados Unidos, onde obteve um novo diploma de mestre na Universidade de Washington em 1996. Em 2001, recebeu um Ph.D em Economia na Universidade Princeton. Ela atualmente é professora do departamento de Economia e Relações Internacionais da Universidade Harvard, em licença para exercer o cargo no FMI. Sua área de pesquisa é Macroeconomia e Finanças Internacionais.

Recebeu diversas honrarias ao longo da carreira

Em 2011, Gopinath foi eleita uma Young Global Líder no Fórum Econômico Mundial para um mandato de seis anos representando “a voz do futuro e esperança de uma nova geração”. Em 2012, o Financial Times a elegeu uma das “25 indianas para observar”. Em 2014, foi eleita uma das melhores 25 economistas com menos de 25 anos. E, em 2019, a revista Foreign Policy a considerou uma das principais pensadoras globais.

Fonte: Galileu

Indústria

Sistema FIERN Promove Rodada de Negócios para a Indústria

O Dia da Nacional da Indústria, celebrado no dia 25 de maio, será comemorado, este ano, pelo Sistema FIERN (FIERN, SESI, SENAI e IEL) na véspera (24) com uma rodada de negócios com serviços para indústria. O evento acontecerá simultaneamente, a partir das 8h, em sete cidades do RN: Natal, Mossoró, João Câmara, Goianinha, Assu, Pau dos Ferros e Caicó.

Neste dia, cursos e serviços da FIERN, SESI, SENAI e IEL estarão com condições especiais de preço e pagamento somente no local. Entre as ofertas estão o Sesi Viva +, CIPA, cursos profissionalizantes do SENAI, cursos de pós-graduação do IEL, além da emissão de certificado digital e orientação para o crédito.

Os descontos chegam até 70% nos cursos e serviços. As inscrições podem ser realizadas online através do endereço http://bit.ly/2Jndq8s . As vagas são limitadas.

Em Natal, o evento será realizado no hotel Holiday Inn, no bairro de Lagoa Nova. Em Mossoró, o SENAI Ítalo Bologna sediará o evento. Em João Câmara, Goianinha, Assú, Pau dos Ferros e Caicó, o evento acontece nos escritórios de negócios do Sistema FIERN na região. Confira abaixo os endereços:

  • Natal: Hotel Holiday Inn Natal
    Av. Sen. Salgado Filho, 1906 – Lagoa Nova⠀
  • Mossoró: SENAI Ítalo Bologna
    R. José Leite, 100 – Abolição
  • João Câmara: Escritório de Negócios
    Rua Antônio Proença, N° 567 – Centro⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
  • Goianinha: Escritório de Negócios
    Rua Vigário Antônio Montenegro, nº 85 – Centro
  • Assu: Escritório de Negócios
    Avenida Dr. Luiz Carlos N°3646 – Novo Horizonte
  • Pau dos Ferros: Escritório de Negócios
    Rua Quintino Bocaiuva, 281 – Centro
  • Caicó: Escritório de Negócios
    Praça Dr. José Augusto, nº 34 – Centro

Palestra

À noite, a partir das 19h, o auditório Albano Franco, na Casa da Indústria, recebe o consultor e economista Cláudio de Moura Castro e o presidente para a América Latina da SKF, Claudinei Reche. Eles ministrarão, na sexta-feira (24), respectivamente, as seguintes palestras: “O DNA da Inovação” e “A Indústria em Movimento”.

Claudio de Moura Castro é formado em Economia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e tem mestrado pela Universidade de Yale. Atualmente, é consultor da Eduqualis. Como pesquisador, seu trabalho se concentra em Educação, Formação Profissional e políticas sociais e de ciência e tecnologia. Autor de 50 livros e mais de 300 artigos científicos. É articulista da revista Veja.

Claudinei Reche é economista com pós-graduação em Marketing pela FGV e Mestrado Profissional pela Universidade de Ohio. Iniciou sua carreira profissional na Mercedes-Benz, onde seu último cargo foi Supervisor de vendas de automóveis e depois com passagens pela SKF, chegando a ser Diretor de Vendas para o Segmento Industrial e depois Presidente América do Sul para a Höganäs e nos últimos quatro anos, de volta a SKF é Presidente para a América Latina. Possui competências em promover Turn Around e desenvolver Industry Footprint.

Ciência

Como o Muco dos Peixes Pode Originar uma Nova Geração de Antibióticos?

Um dia, no futuro, você poderá tomar uma pílula para tratar uma doença e agradecer a minúsculos micróbios encontrados no muco escorregadio que reveste os peixes pela recuperação. A previsão é da professora assistente de química da Universidade Estadual de Oregon Sandra Loesgen, que está realizando estudos para possibilitar uma nova geração de antibióticos.

A incidência de infecções bacterianas resistentes aos antibióticos atuais está aumentando. A Organização Mundial da Saúde alertou que o problema se tornará mais grave, e um estudo recenteprevê que, até 2050, as infecções resistentes a medicamentos afetarão mais pessoas do que o câncer.

De acordo com Loesgen, mais de 70% dos antibióticos utilizados atualmente foram derivados de substâncias químicas naturais geradas por plantas e micróbios, que são capazes de produzir compostos químicos com propriedades antibióticas ou antivirais. Um exemplo é o antibiótico amoxicilina, um dos mais comumentes prescritos. Ele é derivado de uma substância química isolada do fungo Penicillium.Tanto humanos como animais hospedam uma comunidade diversa de micróbios na pele e dentro do sistema gastrointestinal. Esses micróbios podem interagir com seus organismos hospedeiros de maneiras positivas e negativas, seja ajudando na digestão ou contribuindo para alguns tipos de doenças.

Mas eles também podem ser uma fonte de novos antibióticos, como no caso de pesquisadores que identificaram recentemente um novo antibiótico de uma bactéria encontrada no nariz humano.

A pesquisa de Loesgen na Universidade Estadual do Oregon é voltada para os micróbios encontrados em peixes marinhos e de água doce. Esses animais geralmente vivem em ambientes desafiadores e tendem a suportar micróbios que os ajudam a resistir a infecções. O muco viscoso que reveste os peixes atua como uma barreira física protetora, conforme o animal se move na água e entra em contato com todos os tipos de bactérias, fungos, vírus e mais.

Durante o estudo, 47 grupos bacterianos dessas amostras de muco de peixe foram isolados, cultivados e depois tiveram os produtos químicos produzidos extraídos, para serem colocados à prova se eram capazes de inibir agentes infecciosos humanos comuns. Descobriu-se que vários extratos bacterianos tiveram atividade antimicrobiana, com 15 extratos exibindo forte inibição de Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA). O MRSA é um agente infeccioso humano resistente a medicamentos e é responsável por muitas infecções difíceis de tratar.

Motivados por esses achados, os pesquisadores testaram se os compostos desses extratos também poderiam afetar as células cancerígenas e descobriram que a bactéria Pseudomonas, derivada de peixes, estava produzindo um metabólito que inibia o crescimento de células do câncer de cólon humano.

Loesgen e outros pesquisadores continuam a realizar novos estudos. Mas os resultados atuais sugerem que os micróbios associados ao peixe produzem uma ampla gama de substâncias químicas diversas e complexas e são uma excelente fonte para os esforços de descoberta de  medicamentos.

Fonte: Revista Galileu

Negócios

Locadora de Veículos é Especializada em Atender Motoristas de Aplicativos

Segundo um levantamento do IBGE, aplicativos como Uber e iFood são fonte de renda para cerca de 4 milhões de brasileiros. Por serem autônomos, esses trabalhadores precisam arcar com todos os custos necessários para desempenhar a atividade – incluindo o veículo utilizado. Mas e quem não tem carro? Foi tentando ser a resposta para essa pergunta que o empreendedor Adhemar Milani criou a startup Kovi.

Fundada no final de 2018, a empresa aluga carros para motoristas de aplicativos.

Segundo Milani, além de possuir um atendimento personalizado para esse tipo de atividade, a startup se destaca por conta dos seus preços mais competitivos.

Para passar uma semana com o veículo, o cliente precisa pagar R$ 369 – valor que, de acordo com o empreendedor, seria de 5% a 10% mais barato do que locadoras tradicionais.Os aluguéis podem ser feitos por meio do aplicativo ou do site da empresa. No momento do cadastro, um “pagamento de segurança” de R$ 800 deve ser feito para começar a utilizar o serviço.

Os usuários também precisam apresentar um comprovante de antecedentes criminais e de residência, documentos de identificação e uma foto da garagem onde o veículo será guardado. 

O cadastro também precisa ser aprovado por uma equipe de análise de risco.

Milani conta que a proposta da Kovi foi bem recebida pelos motoristas. Atualmente, cerca de 800 pessoas contratam o serviço com regularidade. A empresa optou por não divulgar seu faturamento.

E de onde veio a ideia?

Adhemar Milani foi um estudante inquieto. Enquanto cursava engenharia mecânica, ele sentiu a necessidade de achar outras atividades para ocupar seu tempo livre – e a empresa júnior de sua universidade se mostrou uma oportunidade perfeita para isso. “Foi nela que ele senti pela primeira vez o gostinho do que é ser um empreendedor”, diz.

Mas a ideia do que viria a ser a Kovi só surgiu muito tempo depois, quando ele trabalhava como diretor da 99. Na época, ele percebeu que muitas pessoas gostariam de trabalhar nesses aplicativos, mas não possuíam veículo próprio. Milani também conta que o preço e burocracia das locadoras tradicionais acabavam desestimulando esses trabalhadores.

Foi então que resolveu colocar a mão na massa. O primeiro passo tomado foi procurar investidores entre os fundadores de grandes startups de mobilidade e delivery. De contato em contato, o empreendedor conseguiu um aporte de US$ 800 mil (cerca de R$ 3,2 milhões) para começar a tocar a empresa.

Era hora de buscar carros.

Um 2019 otimista
Os carros disponibilizados pela Kovi são resultado de contratos com outras locadoras e montadoras. Essas parcerias funcionam como aluguéis, onde a startup paga um valor para usar os veículos por determinado período de tempo. Todos eles são sedãs padronizados, podendo ser usados apenas nas categorias básicas dos aplicativos.

Localizada em São Paulo, a empresa passou pelo programa de aceleração da Y Combinator e atualmente tem cerca de 50 colaboradores. Mas esse número pode mudar, já que 2019 é encarado com otimismo. Para Milani, o ano deve ser de escalada e consolidação da Kovi no mercado.

A expectativa é conquistar 8 mil clientes durante o período, gerando um faturamento de cerca de R$ 7 milhões. Uma nova rodada de investimentos também deve ser realizada este ano. Nela, a empresa espera captar US$ 10 milhões (cerca de R$ 40 milhões) em investimentos.

Fonte: Empresas & Negócios

Do blog: Nas conversas para regulamentar o trabalho com aplicativos, não perceberam ainda que existem outros negócios em torno dele, com novas oportunidades. O mundo é cada vez mais digital e empreendedor, os legisladores não perceberam isso.

Câmara Municipal

Câmara Municipal Discute “Homofobia Não é MiMiMi” Nesta Quinta (16)

Iniciada na última segunda-feira (13), a II Semana da Cidadania LGBT de Natal terá seu ponto alto nesta quinta-feira (16), quando, a partir das 9h30, a Câmara Municipal de Natal, através dos mandatos dos vereadores Dickson Júnior (PSDB) e Divaneide Basílio (PT), promoverá a Audiência Pública “Homofobia não é MiMiMi: como não naturalizar a violência LGBTfóbica e o que pode ser feito para garantir os direitos LGBTs em Natal”.

Um dos autores da Lei nº 6.753, que criou a Semana da Cidadania LGBT, Dickson ressalta a necessidade da atenção dos natalenses para a temática. “Essa legislação é resultado de outra audiência pública muito produtiva que realizei em 2017, e deu nossa primeira contribuição na luta pela cidadania e direitos humanos da população LGBT de Natal. Nessa de amanhã, precisamos ir além, trazendo outros encaminhamentos positivos. Em 2016, Natal ocupou o vergonhoso 5º lugar no ranking das capitais que mais mataram pessoas LGBT. Ou seja, esse problema precisa ser encarado urgentemente pelo poder público e sociedade”, ressalta.

Segundo reforçam os vereadores organizadores da programação (Divaneide subscreveu a matéria ao ingressar nesta legislatura), a cada 20 horas um LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) morre de forma violenta vítima da LGBTfobia no Brasil, o que faz do país o campeão mundial de crimes contra as minorias sexuais. Esse é apenas um dos dados levantados pelo Grupo Gay da Bahia, que aponta, por exemplo, que dos 420 homossexuais e transexuais assassinados em 2018, 15 foram somente do Rio Grande do Norte.

Além disso, apontam que se mata mais LGBTs no Brasil do que nos 13 países do Oriente e África, onde ainda há a revoltante pena de morte para essas pessoas. Do total de mortes de 2018, 320 foram homicídios (76%) e 100 suicídios (24%). E nos assassinatos, apenas 6% dos criminosos são identificados. Segundo o GGB, as mortes de LGBTs cresceram nas últimas duas décadas: de 130 homicídios em 2000, saltou para 260 em 2010, 445 mortes em 2017 e 420 no ano passado.

LEIS

Aprovado no dia 05 de dezembro de 2017 na Câmara Municipal de Natal e sancionada no dia 26 de dezembro do mesmo ano pela Prefeitura, a matéria prevê a organização da “Semana da Cidadania LGBT” pelo poder executivo municipal, em diálogo com organizações da sociedade civil e com os movimentos LGBT, promovendo apresentações de música e dança, festas, debates, palestras, atividades esportivas e culturais e outras ações relacionadas a este tema. Dickson enfatiza que já está com outro projeto-de-lei tramitando na Câmara, que visa resguardar aos casais homoafetivos o direito a programas habitacionais.

PROGRAMAÇÃO

Quinta-Feira (16/05)

Horário: 9h30

Local: Câmara de Natal

Evento: Audiência Pública “Homofobia não é MiMiMi”

Sexta-Feira (17/05)

Horário: 14h

Local: IFRN centro da cidade

Evento: Cine LGBT