Parlamento

Um Ranking, Várias Dúvidas

Como analisar o desempenho de um parlamentar, em especial em poucos meses de legislatura?

Nas redes sociais, blogs e afins, muita gente divulgando um ranking baseado em: presença nas sessões, privilégios, processos judiciais, qualidade legislativa, formação e filiação partidária. O campeão do ranking da bancada federal do Rio Grande do Norte, segundo estes critérios, é o senador Styvenson Valentim e a última colocada, a senadora Zenaide Maia.

Pensando nesses critérios surgem algumas dúvidas sobre o ranking. Vejamos:

Presença em sessões – bastante importante, mas é como aluno desinteressado, se estiver presente mas não participar, a presença de nada adianta. Só faz número e muito marketing por nada;

Privilégios – quais privilégios possui cada parlamentar, e quanto custam esses privilégios para a população?;

Processos judiciais – Quantos e o quais processos cada parlamentar tem, e quem analisa a importância de cada um desses processos dentro do mandato para ser rankeado?;

Qualidade legislativa – O que é qualidade legislativa para quem faz o ranking? Apresentação de projetos? Do que adianta um projeto apresentado se não é aprovado e, se aprovado, de nenhum uso para a sociedade, de fato? Quantidade não é qualidade.

Formação – Um médico ganha mais pontos no ranking do que um professor? Um advogado mais que um palhaço? Mas se o palhaço produzir mais que o advogado ou médico, com projetos mais reais e de impacto positivo para população? Como medir essa diferença?

Filiação partidária – Quem muda mais de partido ganha menos pontos? E quem foi eleito pela primeira vez, concorre por esses pontos no mesmo pé de igualdade com os que estão há mais tempo e já podem ter mudado de partido por questões pessoais, erros iniciais?

Com tantas dúvidas, com critérios divulgados mas totalmente subjetivos e não explicados, esse ranking parece um embuste.

A quem interessa divulgar algo tão frágil em seus critérios de escolha?