Saúde, Tecnologia

O Algoritmo Desenvolvido por Brasileiros para Tentar Prever e Evitar Suicídios

Os pesquisadores criaram um algoritmo capaz de analisar textos em busca de sinais de que o autor daquelas anotações possa vir a se matar. Como paciente fictício, a equipe do HCPA utilizou ninguém menos que Virginia Woolf, escritora britânica que tirou a própria vida aos 41 anos. 

Um dos responsáveis pelo estudo, o médico psiquiatra e professor Ives Cavalcante Passos, explica que a opção por Virginia Woolf se deve ao histórico da escritora, semelhante ao de várias pessoas que acabam por se matar: sofria de transtorno bipolar e ao longo da vida tivera diversos episódios depressivos seguidos de tentativas de suicídio.

Virginia Woolf tinha a vantagem de ter uma vasta produção de textos pessoais publicados, já que escrevia quase diariamente cartas e anotações em seu diário.

O algoritmo escolhido foi o mesmo utilizado pelos e-mails para identificar quais mensagens devem ir para a caixa de spams e quais devem ficar na caixa de entrada. 

O primeiro passo foi “ensinar” o algoritmo a identificar cartas e anotações relacionadas ao desfecho do suicídio. Para isso, foram utilizados textos escritos por Virginia Woolf dentro dos dois meses anteriores à sua morte. 

Este corte temporal foi determinado pelos médicos, que entendem que neste período ela já havia entrado em um estágio crítico para o risco do suicídio.

Depois que o sistema estava treinado, ele foi aplicado aleatoriamente em diversos textos da romancista, escritos tanto em períodos pré-tentativas de suicídio como em outros períodos em que ela estava fora de risco. 

O resultado é que o algoritmo acertou em 80% dos casos. Ou seja, a cada 100 textos analisados, em 80 ele apontou corretamente o desfecho: se Virgínia iria ou não tentar se matar nos próximos meses. 

Segundo Passos, a ideia é que, no futuro, a mesma ferramenta possa ser transplantada para um aplicativo capaz de analisar tudo aquilo que escrevemos no smartphone, como mensagens no WhatsApp e em redes sociais, e que iria emitir um alerta caso haja risco de suicídio.

Mas o médico lembra que o algoritmo é individualizado, já que o padrão de escrita de cada pessoa é diferente. Ou seja, o algoritmo construído para Virginia Woolf funciona apenas para Virginia Woolf. 

Além disso, a ferramenta só pode ser aplicada em pacientes que já tentaram se matar, justamente porque precisa ser treinada com base em eventos prévios. Como explica o professor, o principal fator de risco para suicídio é justamente já ter tentado suicídio.

Mais do que isso, as pessoas costumam deixar sinais de que vão se matar: “Essa pessoa que dá pistas, que fala que vai se matar, que escreve uma carta de suicídio, ou o aluno que no colégio busca o coordenador ou fala pro amiguinho que pode tentar se matar, essa pessoa a gente tem que olhar com calma. Ela pode realmente se matar”.

No futuro, o modelo criado pela equipe de Porto Alegre poderá se tornar ainda mais preciso pela inclusão de outros fatores de risco, como o sexo do paciente (no Brasil os homens se matam 4 vezes mais do que as mulheres), histórico de suicídio na família ou consumo de álcool ou outras drogas. 

O professor não descarta que o aplicativo possa analisar inclusive variações no fenótipo digital do usuário, como o tom de voz ao telefone ou a velocidade de digitação. 

Para o médico, este tipo de algoritmo deve tornar a medicina mais preventiva: “Hoje o sujeito chega deprimido no meu consultório. Imagina que no futuro talvez ele chegue muito antes. Não vamos tratar o episódio depressivo, vamos prevenir o episódio depressivo”. 

O trabalho compôs a dissertação de mestrado de Gabriela de Ávila Berni e contou com a supervisão do professor Flávio Kapczinski, da McMaster University.

Para mim o mundo era preto e branco

Teresinha de Lourdes da Silva tem 60 anos e já tentou se matar duas vezes. A primeira foi há mais de 15 anos, depois do divórcio do ex-marido. Três anos depois, uma nova crise depressiva resultou na segunda tentativa de tirar a vida. “Eu não tinha mais graça em viver, para mim o mundo se resumia em preto e branco.”

As coisas começaram a mudar quando Teresinha decidiu levar a sério o tratamento, com consultas periódicas ao psiquiatra e uso de medicação. O apoio da família também foi fundamental, especialmente nos períodos mais críticos da depressão, em que ela não podia ficar sozinha em casa.Teresinha voltou a trabalhar como babá e fica feliz de servir de exemplo para quem está passando por momentos difíceis. Seu principal conselho é procurar ajuda: “Nunca a gente consegue sozinho. Se eu não tivesse procurado um atendimento especializado eu tinha me consumido. Eles (profissionais de saúde) são os anjos da minha vida”.

Para o médico Ives Cavalcanti Passo, o caso de Teresinha comprova o quanto o suicídio pode ser evitado: “Se a pessoa tem ideação suicida, se tu identifica e trata bem, é um evento extremamente reversível”.

Virgínia Woolf: Traumas familiares e obscurantismo

A “paciente” escolhida no estudo do HCPA teve uma vida conturbada, seja pelo âmbito familiar como pelo contexto histórico que a Europa vivia na primeira metade do século 20. 

Nascida em 1882 em um distrito de Londres, Reino Unido, Virginia Woolf cresceu em meio a artistas e intelectuais fortemente influenciados pelos pensamentos que surgiam na época, entre eles a psicanálise e o niilismo. 

A professora do Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Elaine Indrusiak lembra que este ideário pré-guerras mundiais teve forte influência na vida e obra de Virginia Woolf.

“O choque entre a moralidade vitoriana muito rigorosa e o obscurantismo que começa a surgir, da falência de tudo (…) Virginia coloca em letras essa fragmentação que ela vivia e sentia na psique, mas que também é uma fragmentação da própria sociedade em que ela vive”.

No âmbito pessoal, a vida de Woolf foi marcada pelas perdas da mãe (aos 13 anos) e de dois irmãos. Várias biografias contam que ela e a irmã Vanessa foram abusadas sexualmente por dois meio-irmãos mais velhos. 

Segundo Indrusiak, a escritora também não se conformava com a maneira como a sociedade subjugava as mulheres. Fatores que, associados ao diagnóstico de transtorno bipolar, explicam muitas das angústias reveladas nos diários e cartas analisados pelos médicos do HCPA.Do ponto de vista literário, a professora destaca que Virginia Woolf é uma das escritoras que utilizaram de forma mais magistral a técnica do fluxo de consciência e destaca três obras da romancista inglesa:  Rumo ao Farol , Mrs. Dalloway e Orlando .

O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio de forma voluntária e gratuita pelo telefone 188, sob total sigilo, 24 horas por dia. Para mais informações sobre onde procurar ajuda para si ou para amigos e familiares, acesse: http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/suicidio .

Fonte: Flip

Justiça, Livros

Promotora Érica Canuto Lança Livro Sobre Violência de Gênero e Aplicação da Lei Maria da Penha

Fruto da sua tese de doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a promotora de Justiça Érica Canuto, lança, nesta quinta-feira (29), o livro “A masculinidade no banco dos réus: um estudo sobre gênero, sistema de justiça penal e a aplicação da Lei Maria da Penha”.
Em sua pesquisa de doutorado, concluída em junho desse ano, a professora estuda as construções das masculinidades pela cultura, sua associação com a violência de gênero e a responsabilização do homem autor da violência. “Cremos que a Lei Maria da Penha é uma lei integral, então, ela precisa proteger a mulher nos diversos aspectos, não só na medida protetiva, mas, inclusive, no plano penal”, destacou a promotora, que desde 2012 coordena o Núcleo de Apoio a Mulher Vítima de Violência Doméstica (Namvid).
Em 2016, o projeto “Grupo Reflexivo de Homens: Por uma atitude de paz”, também coordenado pela promotora no Namvid, conquistou a 1ª colocação na categoria Redução da Criminalidade no Prêmio Nacional de Gestão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A iniciativa é considerada pioneira no país e tem inspirado outras unidades do Ministério Público brasileiro. “Em seis anos de aplicação dos grupos reflexivos aqui no Rio Grande do Norte, o Ministério Público tem zero de reincidência. Então, é, realmente, uma forma eficaz de enfrentamento à violência de gênero”, comentou Érica.
“A masculinidade no banco dos réus: um estudo sobre gênero, sistema de justiça penal e a aplicação da Lei Maria da Penha” é o terceiro livro da promotora e seu lançamento acontece nesta quinta-feira (29), a partir das 18h30, na sede da Associação do Ministério Público do RN (Ampern), localizada na Av. Amintas Barros, 4175. Lagoa Nova.
Meio Ambiente

A Luta da Alemanha Contra o Lixo Plástico

Svenja

A ministra alemã do Meio Ambiente, Svenja Schulze, disse não conseguir esquecer a imagem do cachalote morto. Na semana passada, Schulze escutou falar de uma baleia encontrada na Indonésia com seis quilos de plástico no estômago: 115 copos, 25 sacolas, dois chinelos e mais de mil outras peças plásticas.

Como a baleia não é um caso isolado, Schulze declarou: “Precisamos de uma virada para lidar com os resíduos de plástico”.

Cachalote

Há muito que a Alemanha vem exigindo isso em conferências e reuniões, e também foi muito bem-sucedida como “estabelecedor de agenda”, afirmou a ministra. Mas os acordos nas reuniões do G7 e do G20 não são mais suficientes para o governo alemão.

A partir de agora, o país europeu também quer ajudar de forma prática a conter o lixo plástico em todo o mundo. Para tal, o Ministério do Meio Ambiente em Berlim destinou 50 milhões de euros para os próximos dez anos.

Berlim também sabe onde o dinheiro deve ser usado. Principalmente na Ásia, encontram-se redemoinhos de material plástico nos oceanos. Grande parte desse lixo (90%) vem de dez rios – oito deles estão no continente asiático.

O rio de maior extensão é também o mais sujo: o Yangtzé corre dos planaltos do Tibete passando por megacidades, como Xangai, no Mar da China Oriental. No caminho, garrafas plásticas, lonas e sacolas acabam caindo dentro d’água – também porque não há coleta nem reciclagem de lixo local.

Nesse contexto, a Alemanha pode ajudar tais países com sua expertise. O Ministério de Schulze quer se voltar para os Estados “mais afetados”, afirmou a ministra.

Países como Índia, China e Bangladesh, onde se localizam os rios mais sujos, poderiam se beneficiar da tecnologia alemã. Eles devem ser apoiados no descarte ambientalmente correto de resíduos plásticos. Mas a Alemanha também quer dar um bom exemplo em seu próprio país.

Plano de cinco pontos

O Ministério do Meio Ambiente alemão apresentou um plano de cinco pontos para reduzir o lixo plástico no país. Schulze quer “sair da sociedade do descarte” e também mostrar ao resto do mundo como viver bem com menos plástico.

Porque, segundo Schulze: “Mesmo que não o desejemos, exportamos nossos padrões de consumo para os países emergentes e em desenvolvimento”. Os pontos incluem medidas para evitar ou reciclar resíduos plásticos:

– A Alemanha apoia a proibição em toda a União Europeia (UE) de produtos plásticos descartáveis (canudos, talheres e pratos plásticos, cotonetes).

– O Ministério do Meio Ambiente quer convencer o comércio a evitar embalagens plásticas desnecessárias (por exemplo, películas envolvendo pepinos e bananas).

– É preciso tornar ainda mais fácil dispensar garrafas d’água plásticas. Nas cidades alemãs, deve haver mais postos de reabastecimento para garrafas próprias.

– Devem ser recompensados os produtores que usem materiais reciclados em seus produtos ou embalagens fáceis de reciclar.

– Produtos de reciclagem também devem ser estimulados por meio de investimentos públicos. O plástico deve ser mantido fora do lixo orgânico.

Além da proibição estabelecida pela UE, o plano de cinco pontos não é vinculativo. Schulze continua apostando no diálogo na questão do lixo plástico. Para a deputada federal do Partido Verde Bettina Hoffmann, o plano é, portanto, uma “amarga decepção”.

Hoffmann disse sentir falta de uma “meta compulsória de prevenção de resíduos”. Em contrapartida, a ministra alemã do Meio Ambiente menciona a experiência alemã com sacos plásticos – através do diálogo, em dois anos, o consumo dessas sacolas foi reduzido em dois terços.

Proibições de sacolas na África e na Ásia

Outros países foram mais rigorosos – especialmente na África. Em Ruanda, a sacola plástica foi banida há dez anos. Com punições draconianas e forte vigilância, o Estado africano conseguiu banir esse invólucro praticamente de toda a vida cotidiana.

O Quênia e a África do Sul seguiram o exemplo da proibição das sacolas. Bangladesh também tentou: ali, embora a proibição do plástico tenha melhorado a situação, ao mesmo tempo criou um mercado negro de sacos feitos a partir do petróleo.

Mesmo que os maiores problemas do lixo plástico se encontrem na África e na Ásia, a ministra alemão do Meio Ambiente afirmou que a Europa pode assumir mais responsabilidade. “Não posso dizer que o problema do lixo marinho não tem nada a ver conosco”, disse Schulze.

Segundo a ministra, seu plano de cinco pontos é importante para a Alemanha, mas as medidas internacionais podem fazer a diferença: “O plástico no estômago do cachalote só pode ser combatido em escala global”.

Fonte: Deutsche Welle

Internacional

Ucrânia Declara Estado de Exceção

Poroshenko

Após a captura de três navios da marinha ucraniana por parte da guarda costeira da Rússia no Mar Negro, perto da Crimeia, o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, decretou nesta segunda-feira (26) estado de exceção em todo o país. A medida ficará em vigor por 30 dias.

O decreto presidencial não determina obrigatoriamente a mobilização das tropas e ainda precisa do sinal verde do Parlamento. Poroshenko, que assinou a medida após conversar com o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, disse que o estado de exceção não representa a introdução de dificuldades aos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos.

O secretário do Conselho de Segurança Nacional e Defesa (CSND) da Ucrânia, Alexander Turchinov, propôs o estado de exceção a fim de criar as condições para repelir uma possível “agressão militar” e qualquer ameaça à independência e à integridade territorial por parte do país vizinho.

A medida foi determinada depois de a Rússia ter aberto fogo no domingo contra navios ucranianos em suas águas territoriais perto da Crimeia a fim de obrigá-los a parar. A Ucrânia alega que o ataque aconteceu em águas neutras e quando suas embarcações já navegavam de volta para o porto de Odessa, no Mar Negro.

Depois do incidente, Moscou decidiu fechar o Estreito de Kerch, uma estreita passagem entre a Crimeia e o território continental russo, para impedir o acesso dos navios ucranianos ao Mar de Azov. As autoridades russas confirmaram ter capturados três embarcações do país vizinho “para detê-las”.

Poroshenko exigiu de Moscou a “imediata” libertação dos tripulantes dos três navios apreendidos, que estão sendo interrogados pelas forças de segurança da Rússia.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Pavlo Klimkin, que tachou a captura dos navios ucranianos de “ato de agressão”, afirmou que seu país “buscará uma solução pacífica para o imbróglio, embora, sem sombra de dúvidas, se reserve ao direito à autodefesa, em virtude do artigo 51 da Carta da ONU”.

A Rússia acusa a Ucrânia de encenar uma provocação para instigar a tensão na região e ameaçar o Ocidente a impor novas sanções contra Moscou. O ministro russo do Exterior, Sergei Lavrov, criticou ainda os planos de Kiev de impor o estado de exceção e pediu aos parceiros ocidentais do país que “acalmem” as autoridades ucranianas.

Reações internacionais

Em reação ao incidente, o secretário-geral da Otan pediu que a Rússia liberte os navios ucranianos e afirmou que não há justificativa para as ações de Moscou. “Estamos acompanhando e monitorando a situação de perto, além de avaliar o que mais podemos fazer para a Rússia entender que essas ações têm consequências”, disse Stoltenberg, após uma reunião com autoridades ucranianas.

O secretário-geral disse ainda que o decreto de estado de exceção não terá um impacto negativo nas eleições presidenciais na Ucrânia, marcadas para o próximo ano.

Tanto a Rússia quanto a Ucrânia solicitaram que o Conselho de Segurança da ONU abordasse nesta segunda-feira com urgência a crise, sob diferentes pontos da agenda do dia. A delegação russa perdeu no início da reunião uma votação de procedimento, por isso a reunião prosseguiu sob o capítulo proposto pela Ucrânia.

Em seu discurso, o embaixador adjunto russo nas Nações Unidas, Dmitry Polyanskiy, acusou Poroshenk de orquestrar a crise no mar de Azov com o objetivo cancelar as eleições previstas para março do ano que vem e se manter no poder. Segundo o diplomata, a declaração do estado de exceção vai nessa direção e tal medida será “certamente estendida”.

Polyanskiy disse que o incidente foi uma “provocação previamente planejada” por Kiev com o apoio de potências ocidentais. Para o embaixador, o objetivo de Poroshenko é “acusar outra vez a Rússia de tudo” e aumentar sua popularidade se apresentando como “salvador” da Ucrânia.

Segundo o diplomata russo, os marinheiros ucranianos feridos pelas forças de seu país receberam atendimento médico e suas vidas não correm perigo. As embarcações estão em portos russos para ser feita uma investigação criminal.

Já a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, considerou ilegal a captura de navios ucranianos pela Rússia e pediu que Moscou liberte as embarcações e não inviabilize o trânsito marítimo na região.

“Em nome da paz e da segurança internacionais, a Rússia deve imediatamente cessar o seu comportamento ilegal e respeitar os direitos de navegação e as liberdades de todos os estados”, insistiu Haley, sem mencionar a possibilidade de novas sanções contra a Rússia, como pede o governo da Ucrânia.

A Rússia anexou a península da Crimeia em 2014. A tensão no Mar de Azov aumentou desde que Moscou construiu em maio a ponte que liga a península com o território russo, o que fez aumentar as inspeções dos navios ucranianos, algo que Kiev considera um bloqueio de seus portos na região.

Fonte: Deutsche Welle

Prefeitura

Natal Contrata BNDES para Estruturação de Projetos de Iluminação Pública

BNDES

O município de Natal modernizará o parque de iluminação pública da capital. Para isso, contratou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para estruturação de projeto de parceria público-privada (PPP) na área de iluminação pública. Por sua vez, o Banco contratou um consórcio, por intermédio de pregão, capitaneado pela Houer Concessões, além das empresas RSI Engenharia, Viana Guimarães e Miranda Rodriguez e Palavéri, para realizar estudos com base na realidade natalense e desenvolver os respectivos projetos de PPP. O objetivo da parceria é modernizar e expandir o parque de iluminação pública da capital.

Está prevista a assessoria do Banco nas etapas de planejamento e contratação de consultores, realização de estudos para modelagem da parceria, roadshow, audiência pública, consulta pública, atendimento a órgãos de controle até a realização dos leilões para contratação do parceiro privado. O contrato com a Prefeitura para prestação de suporte técnico à estruturação do projeto foi assinado neste mês de novembro.

Na manhã desta segunda-feira (26), secretários municipais, tendo à frente o titular da Secretaria de Governo, Paulo César Medeiros, se reuniram com técnicos do BNDES e do consórcio para a apresentação preliminar do projeto, no bairro da Candelária. Na reunião, ficou definida a criação de uma equipe técnica, com representantes de secretarias afins, e a disponibilização de informações solicitadas.

Com os resultados dos trabalhos, as prefeituras poderão decidir os modelos de exploração e, então, elaborar as licitações para escolha do concessionário que operará os serviços de iluminação pública.

Como os contratos de prestação de serviço devem estabelecer níveis de investimento na modernização dos sistemas de iluminação, as PPPs podem aumentar os níveis de cobertura e qualidade técnica, além de reduzir o consumo de energia. No curto prazo, os projetos podem gerar emprego e renda com o aumento da rede de iluminação. De forma mais indireta, o aperfeiçoamento dos serviços deve contribuir para a melhoria na segurança pública, já que há uma correlação entre a segurança pública e o nível de iluminação das ruas.

Prevista para iniciar em 1º de dezembro, a primeira fase do projeto prevê plano de trabalho, diagnóstico e análise de cenários e definição do cenário de investimentos. A segunda fase contempla a modelagem do projeto, a elaboração do relatório final, consulta pública, edital e preparação para licitação e assinatura do contrato de concessão.

Para o secretário de Governo da Prefeitura, Paulo César Medeiros, a modernização e a ampliação do parque de iluminação pública vão gerar redução das ações de manutenção, economia de energia e a implantação de novos serviços. “Para o cidadão, haverá uma melhoria da qualidade de iluminação pública, valorização do patrimônio histórico, aumento da sensação de segurança, redução da poluição luminosa e redução do impacto ambiental”, assinalou.

O chefe de Departamento – Área de Desestatização do BNDES, Osmar Lima, os prazos das diversas etapas deverão ser cumpridos rigorosamente: “O Banco é bastante rigoroso no tocante às datas do processo, porque não é interessante que ocorram atrasos no cronograma de implantação do parque de iluminação”.

Participaram, ainda, da reunião o secretário municipal de Serviços Urbanos, Jonny Costa; a secretária de Administração, Adamires França; o secretário de Comunicação Social, Heverton Freitas, e o Procurador Geral do Município, Carlos Castim.

Fonte: SECOM/Prefeitura do Natal

Curiosidade, Economia

Após Ataque Chinês, Oceano Pesca I Chega Ao RN

Foto: Kléber Teixeira/G1

Chegou hoje avariado e por pouco não afundado, o barco Oceano Pesca I, a embarcação potiguar que foi atacada por um barco chinês em alto mar na “guerra do atum”.

Quinta-feira (22), enquanto pescava atum em águas internacionais, cerca de 670 Km de distância da costa, o barco brasileiro que mede 22 metros e tinha 10 tripulantes a bordo, foi atacado por um barco chinês com, pelo menos, o dobro do tamanho do Oceano Pesca I.

Segundo o presidente do SINDPESCA, Gabriel Calzavara, vários gestos hostis acontecem em águas internacionais mas nunca nesse nível de agressividade. Calzavara relata que os chineses disseram em português que iriam afundar a embarcação brasileira. O presidente do SINDPESCA pede providências ao Itamaraty por considerar um problema diplomático.

Os dez tripulantes passam bem. Abaixo vídeo de um tripulante, divulgado pelo perfil do Instagram de Duarte Jr (@duartee.jr).

Informações: G1

Governo do Estado, Segurança

Governadora Eleita, Fátima Bezerra (PT), Traz Um Nome Novo, Uma Manutenção e Duas Recuperações Para a Segurança

A governadora eleita, Fátima Bezerra (PT), anunciou quatro nomes do secretariado, começando pela área de segurança. Provavelmente para acabar as especulações sobre a pouca importância que sua gestão poderia dar ao que os potiguares consideram de suma importância.

Acatou a sugestão de lista tríplice da Polícia Civil, e nomeará a delegada Ana Cláudia Saraiva para a DEGEPOL, mais votada pelos colegas delegados. Assim Fátima Bezerra começa em paz com a Polícia Civil.

Manteve Mauro Albuquerque, discreto e técnico, para a nova pasta, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária.

Chamou o coronel Alarico Azevedo para o comando da Polícia Militar do RN. Nome já experiente e conhecido dos policiais. Era responsável pela segurança do Tribunal de Justiça.

Tirou o coronel Araújo da reserva para assumir a Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (SESED). Também experiente, já passou por outros governos (Wilma de Faria, Iberê Ferreira de Souza e Rosalba Ciarlini) como comandante da PM. Coronel Araújo gerenciava a segurança da Assembléia Legislativa, e dizem, teve o nome sugerido pelo atual presidente da Assembléia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB).

Com todo respeito aos anunciados, e estes são bons nomes, parece que faltaram novos nomes ao PT do Rio Grande do Norte na área de segurança. Com exceção da delegada Ana Cláudia, em um movimento até inédito pelos policiais civis, os demais nomes são conhecidos, talvez indicados pelos aliados.

Obviamente o discurso é de experiência, de conhecerem a área que atuarão, mas quando Fátima Bezerra e Robinson Faria falavam na campanha sobre as oligarquias e sua falta de avanço, e sua responsabilidade com o quadro de insegurança no estado, estava subentendido que as pessoas que estavam à frente da segurança também eram responsáveis. Parece que algo mudou entre a eleição e o início da gestão.

Ficou a sensação de ausência de nomes para a governadora eleita Fátima Bezerra, e nessa ausência, procurar agradar com nomes já conhecidos, até para diminuir a margem de erro.

Por sinal, a nota elogiosa e com referências ao compromisso com o RN, feita aos nomes anunciados, lembraram muito a forma como o presidente eleito, Jair Bolsonaro, anuncia seus ministros. Faltou o “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos.”.