Opinião, Política

Pecados Eleitorais

O fixo, o difícil, o pouco crível. Depois de 2018 as campanhas eleitorais não serão mais as mesmas.

Só o marketing como ferramenta de persuasão acabou, provou-se que o marketing precisa ser sensível ao que se passa nas ruas, precisa ser criativo, agir rapidamente e conectado com redes digitais com capacidade de disseminar o material produzido. Muitos foram eleitos sem grandes agências em sua campanha, mas com forte atuação nas redes sociais e na assessoria de imprensa.

As pesquisas não ditam o ritmo de campanha, o povo dá o ritmo. As manipulações nas pesquisas foram claras, e estas pesquisas só serviriam para nortear estratégias de campo, mas não real conhecimento do público eleitor, com fortes tendências como anteriormente.

As Fake News não possuem controle, ainda que se queira ter. Além disso, percebe-se que há uma camada de pessoas sendo pagas para fazerem esse jogo sujo de difamar, caluniar, mentir, com a garantia de que há a impunidade neste país. O “pobre” candidato não faz, mas paga para fazer. Honestidade nas mensagens não foi o forte desta eleição.

Não há mais ideologia a ser seguida, há qualquer preço a ser pago para alcançar o poder. O governador do Rio Grande do Norte, como ex-aliado recente do PT, orienta seus cargos e apoiadores para que votem em Fátima Bezerra, com sua coordenação e os midiáticos pagos envolvidos; O PT-RN, partido que vota em Haddad, faz aliança com o PSDB-RN, que diz votar em Bolsonaro e leva na sua aba aquele partido que parece ser um satélite do PSDB, o PTC. A água e o óleo ideológico. Tudo cabe na acomodação política no estado que se contrapõe ao caminho nacional. Enquanto o Brasil ruma com Jair Bolsonaro para a presidência da república, o Rio Grande do Norte, falido, combalido, financeiramente implodido, até agora, caminha para a oposição ao Governo Federal com metade de sua bancada sendo adversária.

Que aquele garoto
Que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Frequenta agora
As festas do Grand Monde

No RN e no Brasil, muitos candidatos tradicionais perderam seus mandatos por não conseguirem entender os desejos do eleitor. Como se isso não fosse suficiente, ainda durante o segundo turno, os eleitos são questionados com suas escolhas, e não são poupados quando ficam claras as razões pelas quais declararam seu voto para um candidato. As lideranças já não lideram mais tanto assim. Os eleitores ficam cada dia mais independentes, dificultando “arregimentar” multidões seja para reuniões, caminhadas, audiências.

Quem sabe depois de 2018 o povo consiga enxergar mais do que “meu lado” e “seu lado”; quem sabe consiga enxergar as intenções e competências, e não os sorrisos que traem e de ideologias que são jogadas no lixo. Quando um mau governante é eleito, o lado é um só: Mel para poucos, fel para a maioria.