Festival, Música

MADA 20 Anos – Primeira Noite Foi Um Baile de Diversidade Sonora

A primeira noite da edição de 20 anos do Festival MADA foi um baile de novidades musicais onde couberam vários ritmos e misturas, do pop eletrônico à suingueira indie, passando pela MPB vanguarda, a poesia, o jazz e o pop rock “raiz”. Com mais espaço no gramado e ocupação de diversas áreas da Arena das Dunas, incluindo um terceiro palco e a Feira Mix melhor acomodada nos corredores do podium, o MADA abriu sua festa promovendo uma experiência grande festival. Luminosos espalhados por vários setores do estádio foram um convite às selfies com a galera. Parceiros e patrocinadores do festival capricharam em suas estruturas e ativações.

Sem atrasos, a sexta-feira começou cedo com o show da banda potiguar Demonia, às 18h, e findou as 4 horas da manhã, quando a cantora Pitty convidou ao palco a banda potiguar Far From Alaska para cantar junto. A edição também atraiu o público de outros estados nordestinos, além dos potiguares. Muitos cearenses, pernambucanos, paraibanos balançaram suas bandeiras a cada show. O estudante Valde Cabral, de Fortaleza, destacou a criatividade do line up. “Gosto desse festival porque já é conhecido por ser alternativo, com novos artistas. É minha primeira vez aqui e, com certeza, haverá a segunda, a terceira…”

Quem abriu a noite foi a pernambucana Duda Beat, uma das atrações mais aguardadas pelos ‘novidadeiros’ de plantão. Com a mudança do horário de sua apresentação, o publicou até chegou mais cedo para vê-la. Mistura de pop, eletrônica, reggae e brega pernambucano, Duda encantou com seu balanço com letras que falam de dores de amor. A artista já foi chamada de rainha da sofrência pop. No repertório, músicas como “Bédi Beat” e “Sinto Muito” de seu elogiado u disco de estreia. Mas “Bixinho” fez todo mundo dançar e teve até bis no final. “Eu conheci o MADA em 2007, e na época pensei: ‘ainda vou tocar nesse festival’ e agora consegui. Incentivar os artistas

locais é um diferencial”, comentou Duda, após o show.

Logo em seguida foi a vez de Jade Baraldo. A cantora é de longe, de Santa Catarina, porém encantou a todos com sua estética pop e dançante. “Brasa”, sua música mais conhecida, também teve bis. Além de “Vou Passar” e “Eco”, a jovem apresentou covers de “G.U.Y.”, da Lady Gaga e “I Follow Rivers”, da Lykke Li. Diretamente do Uruguai para o MADA, Alfonsina encantou até quem não a conhecia. A voz delicada, mas forte, seduziu e hipnotizou o público. “Eu só fiquei sabendo quem era a Alfonsina quando foi anunciado no line-up do festival, então me interessei e pesquisei mais sobre. Me apaixonei pelas letras das canções”, enfatizou o estudante Isaac Campos.

Após o rock cabeça, veio o grupo baiano ÀTOOXXÁ e colocou fogo no palco. O pagodão baiano eletrônico presente em músicas como “Blvckbvng”, “Popa da Bunda” e a mais nova “Caixa Postal” fez com que os fãs dançassem as coreografias, até aqueles mais tímidos. Trazendo o rock potiguar no DNA, a banda Far From Alaska voltou como “headliner” e estremeceu a Arena com os riffs pesados e a voz poderosa de Emmily Barreto nas músicas do último CD do grupo, “Unlikely”.

Em seguida, uma catarse de música, poesia e nordestinidade. Cordel do Fogo Encantado assumiu o comando do MADA. Os pernambucanos apresentaram as músicas do último CD, assim como algumas mais antigas, como “Pedrinha” e “Chover”. Na sequência, Nação Zumbi tomou conta. As clássicas “Quando a Maré Encher” e “Um Sonho”, por exemplo, foram cantadas no volume mais alto, de tanta empolgação.

No encerramento, Pitty fez questão de emocionar os fãs – alguns até choraram. Foram muitas músicas consagradas, começando com “Admirável Chip Novo”. Depois vieram “Anacrônico”, “Setevidas”, “I Wanna Be”, “Na Sua Estante, “Teto de Vidro”, entre outras. A cantora também apresentou a nova “Te Conecta”, que tem a vibe e as influências sonoras do dub e reggae. Lá para o meio do show, convidou Emmily Barreto, vocalista da Far From Alaska, para que cantassem juntas a nova música das duas, “Contramão”. No palco, Pitty disse que toca no MADA desde o começo e que a história do festival quase se confunde com a própria trajetória.

Palco Alternativo – Dançante e Intimista

O terceiro palco foi uma grata surpresa nesta edição, com uma plateia animada e regular entre as 18h até 23h. Quem aprecia shows mais intimistas, em que o público interage mais próximo do artista, pôde apreciar a qualidade das bandas escaladas na noite: o quarteto gaúcho Dingo Bells, a banda cearense Rieg, os austríacos Saint Chameleon, além das potiguares Talma & Gadelha e Demonia. Nascido no outro Rio Grande, o gaúcho Felipe Kautz, baixo e voz da banda Dingo Bells, ficou surpreso ao ver o público cantar todas as músicas. “A gente fica muito feliz em saber que nossa música chegou primeiro, muito antes de nós”, disse.

Diretamente da Áustria, o jazz festivo com pitadas de ska de Saint Chameleon botou o público para dançar. A banda surpreendeu os natalenses ao abrir com os refrões de uma música muito conhecida da terrinha: “Aonde está meu outro par da sandália havaiana/Aonde está, meu outro par, meu outro par…” da banda DuSouto.

“Agora fica a expectativa para a segunda noite, aposto que vai ser tão mágica quanto essa. Muito ansiosa para ver Franz Ferdinand ao vivo, bem pertinho”, comemorou a publicitária Letícia Dantas.

O Festival conta com patrocínios do TNT Energy Drink, Itaipava, Coca-Cola, Café Santa Clara, Comjol e Governo do Estado através da Lei Câmara Cascudo de Incentivo à Cultura. Apoio Prefeitura de Natal, Rede InterTv Cabugi, Sunline Turismo, De passaporte.com, Ballantines e FBA – Festivais Brasileiros Associados e Player Oficial Spotify. Promoção Jovem Pan Natal e realização MADA.

Neste sábado (13.10), nos Palcos TNT Energy Drink Stage e Coca-Cola será de diferentes ritmos e encontros. Do rock alternativo, pulsante e dançante do Franz Ferdinand (Escócia) à eletrizante mistura de guitarras baianas e sound system jamaicanos, do grupo Baiana System.

Será a primeira vez do rapper Rincon Sapiência em Natal e da ex-Araketu Larissa Luz com seu trabalho solo. E ainda a fusão de sons latino-americanos de Francisco El Hombre e o rock minimalista do Oto Gris e as misturas modernas dos potiguares Ângela Castro, Alphorria e Luísa e Os Alquimistas. No palco MADA Arena estão apostas talentosas como Potyguara Bardo, Ciro e a Cidade e Ardu, mostrando seus novos trabalhos.

SÁBADO (13 de outubro)

Palco TNT Energy Stage

19h40 – Angela Castro

21h10 – Luísa e Os Alquimistas

22h50 – Rincon Sapiência

00h30 – Franz Ferdinand (UK)

Palco Coca-Cola

19h – Oto Gris

20h20 – Alphorria

22h – Larissa Luz

23h40 – Francisco El Hombre

02h – Baiana System

Palco MADA Arena

19h – Ciro e a Cidade

20h – Ardu

21h – Potiguara Bardo