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Ele Foi Demitido Pelo Pai e Abriu Empresa de Coleta de Lixo Eletrônico

Trabalhar com a família nem sempre é um bom negócio. O paulista Nícolas Fonseca Martins, de 26 anos, passou por essa experiência. Foi trabalhando com o pai que ele teve contato com o setor de eletrônicos usados. “Nós arrumávamos computadores e outros equipamentos e depois revendíamos no mercado.”

Devido a divergências de opiniões, a parceria entre pai e filho não deu muito certo e Martins foi mandado embora. Mas, a demissão foi o “empurrão” necessário para que o paulista investisse em seu próprio negócio.

Em 2015, o empresário decidiu fundar a Sucata Digital, que trabalha com a coleta e o gerenciamento do lixo eletrônico. O empreendedor fatura em média R$ 69 mil por mês.

Modelo de negócios

A Sucata Digital recolhe materiais tanto de empresas como de pessoas físicas. Em alguns casos, o negócio paga pelo recolhimento esse lixo eletrônico. Para isso, é preciso enviar uma lista com os itens que serão coletados para uma análise prévia. “Para precificar o material, eu levo em consideração a lucratividade e também os custos com transporte”, diz.

Materiais com cobre, por exemplo, podem ter um grande valor agregado. Em média, os valores pelos produtos das pessoas variam entre R$ 50 e R$ 100.

Garimpando o lixo

A Sucata Digital recebe materiais como computadores, celulares, impressoras e televisores. “Os eletrônicos que mais recebemos são as TVs de tubo”, diz o empresário. Ao chegar à empresa, os eletrônicos podem ser descaracterizados ou reaproveitados. 

No caso da descaracterização, o material é desmontado e as peças são separadas para serem vendidas no mercado.

Há situações em que os equipamentos são reutilizados depois de alguns ajustes. “Se chegar um lote de monitores, por exemplo, e eu não tenho um técnico, podemos revender para empresas especialistas em consertar esse produto”, afirma.

O público também pode doar os eletrônicos. “Nós distribuímos essas caixas em lojas parceiras e as pessoas deixam seus celulares ou computadores nelas”, afirma.

Para o empreendedor, um dos principais desafios de investir nesse setor é convencer as pessoas a destinar os eletrônicos para o local correto.

Fonte: PEGN