Internacional

Em Dia de Eleição, Repórter é o Sexto Jornalista Morto no México em 2018

Jornalista morto

O repórter mexicano José Guadalupe Chan Dzib foi assassinado a tiros na noite da última sexta-feira (29) no povoado de Felipe Carrillo Puerto, no estado de Quintana Roo, no sudeste do país. Chan Dzib se torna o sexto jornalista a ser morto no país em 2018. As informações são do jornal mexicano Excelsior.

Segundo a publicação, o repórter se encontrava em um bar na comunidade quando foi baleado por um desconhecido. Chan Dzib trabalhava na página Playa News, que cobre as notícias na região da Riviera Maya, em Cancún.

Pelo Twitter, o governo de Quintana Roo afirmou que exige uma “investigação a fundo” para esclarecer o assassinato do jornalista. “Lamentamos o fato e enviamos nossas condolências à família. O governo do estado reitera seu respeito à liberdade de expressão e ao combate à violência para recuperar a tranquilidade perdida”, completou o comunicado.

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Onda de violência

O México vive uma onda de violência sem precedentes. Segundo dados oficiais do Ministério do Interior, mais de 23 mil inquéritos de homicídio foram abertos em 2017 — o maior índice em duas décadas. No ano passado, o país também foi recordista em assassinatos de jornalistas: foram 13 mortos no total, segundo a FIP (Federação Internacional de Jornalistas).

Neste domingo (1º), os mexicanos ainda vão às urnas após uma campanha eleitoral sangrenta. O INE (Instituto Nacional Eleitoral) confirmou que, até o início da última semana, 122 candidatos e pré-candidatos foram assassinados. Grupos criminosos organizados, chamados de cartéis, são apontados como responsáveis pelas mortes.

O México vai às urnas neste domingo (1º) para eleger presidente, senadores e deputados federais após a campanha eleitoral mais sangrenta de sua história. O INE (Instituto Nacional Eleitoral) confirmou que, até o início da última semana, 122 candidatos e pré-candidatos foram assassinados. Analistas, defensores de direitos civis e autoridades apontam os grupos organizados, chamados de cartéis, como responsáveis pelas mortes. É a campanha eleitoral mais sangrenta da história.

Fonte: R7