Esporte, Prefeitura

Maratona de Natal Acontece em 06 de Maio

Mapa Maratona

A capital potiguar vai sediar pela primeira vez a Maratona da Cidade do Natal, evento esportivo que acontecerá no próximo dia 06 de maio e recebe o apoio da Prefeitura do Natal. O evento também faz parte da edição 2018 do Calendário Esportivo da cidade.

A Maratona de Natal contará com a participação de atletas do Brasil e do mundo. A corrida terá percursos de 5km, 10km, 21km e 42km e uma mega estrutura composta por posto médico, posto de hidratação, posto de isotônico e banheiros químicos distribuídos em todo o percurso da prova.

A Maratona da Cidade do Natal será uma grande vitrine para a nossa cidade, que entra para o rol dos países, além de ser a segunda capital nordestina a sediar um evento dessa magnitude”, destacou Danielle Mafra, secretária de Esporte e Lazer de Natal.

Ao todo, 4.500 atletas sairão do pórtico de largada na Avenida Romualdo Galvão e vão percorrer vias importantes da capital potiguar como a Avenida Engenheiro Roberto Freire e a Via Costeira, com a beleza do mar como pano de fundo, além da Arena das Dunas e Parque das Dunas.

Os atletas da categoria ACDs (Atletas com Deficiências), como cadeirantes, portador de deficiência visual, amputados de membros inferiores e demais deficiências também participarão das provas, incluindo no grupo de Elite, que são os atletas que possuem um currículo de tempos mínimos em provas oficiais.

As regras de participação das provas que compõem a Maratona de Natal seguem o Regulamento Geral de Provas de Rua da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAT) e da regra 240 da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF), que estabelece as condições para a realização das provas de rua e para o reconhecimento dos seus resultados.

Além da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL), o evento contará com o apoio integrado das Secretarias de Mobilidade (STTU) que ficará responsável pelas interdições no trânsito onde vai ocorrer a Maratona, além do desvio nas linhas de ônibus que por ventura estejam na rota do percurso destinado à prova; de Saúde, de Governo, de Comunicação Social, Turismo, Segurança Pública e Defesa Social, Serviços Urbanos, Meio Ambiente e Urbanismo, Funcarte e Urbana.

Mais informações sobre a Maratona da Cidade do Natal no site www.maratonadonatal.com.br.

Fonte: SECOM Natal

Prefeitura

Prefeitura do Natal Oferece Qualificação Para Carroceiros

Estão abertas as inscrições dos Cursos de Qualificação Profissional da Prefeitura do Natal para os trabalhadores que utilizam veículos de tração animal. Os cursos são gratuitos e exclusivos para carroceiros e familiares que moram na capital potiguar. São 75 vagas distribuídas nos cursos de Auxiliar de Limpeza (25), Garçom e Garçonete (25) e Camareira (25).

O objetivo é dar prosseguimento às ações de inserção ao mundo do trabalho promovidas pela Prefeitura do Natal, por meio da Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtas). Para participar dos cursos profissionalizantes os condutores de veículos de tração animal e seus familiares devem ter idade mínima de 18 anos e ensino Fundamental incompleto. Os cursos têm a carga horária composta por até 160 horas/aulas e serão ministrados das 13h às 17h.

“É muito importante que esses trabalhadores e seus familiares participem dos cursos e aproveitem esta oportunidade. A oferta desses cursos atende a um pedido da própria categoria. Mapeamos os perfis para os cursos de qualificação profissional, visando o desenvolvimento de tipologias compatíveis com as necessidades desses trabalhadores e suas famílias, com base no Programa Nacional de Acesso ao mundo do trabalho, o ACESSUAS”, explica a diretora do Departamento de Qualificação Profissional da Semtas, Margarete Pereira.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até o dia 04 de maio, das 8h às 17h, no Núcleo de Atendimento ao Menor (NAM), que fica na rua Manoel Machado nº 81, Felipe Camarão. Mais informações pelo telefone 3605-5454.

Fonte: Prefeitura do Natal

Meio Ambiente

Reciclagem de Chiclete e Seus Produtos

Na Grã-Bretanha gasta-se mais de £150 Milhões (cerca de R$ 730 Milhões na data de hoje) por ano para tirar os chicletes das ruas e calçadas do Reino Unido. Foi pensando nisso que a Gumdrop Ltd foi fundada em 2009, pela designer Anna Bullus, e é a primeira no mundo a reciclar e processar o uso do chiclete em novos componentes que podem ser usados na indústria de borracha e plástico. Criou-se a Gum-tec®, que produz vários produtos, como a lixeira Gumdrop que também é feita de chiclete mascado, e existe a Gumdrop-on-the-go, que são pequenas lixeiras rosas com design específico para jogar o chiclete mascado sem jogar nas ruas da cidade, ou seja, uma mini lixeira.

GDOTG_ContentSliderWEB

O que é possível fazer com a reciclagem de chicletes? Capas para celular, sacolas, botas tipo galochas, pentes, frisbies, copos americanos, entre outras coisas. Reciclar e processar chicletes reduz a quantidade de óleo usado na fabricação de plásticos, economiza dinheiro, limpa as ruas e acrescenta a responsabilidade social das empresas. A organização I Amsterdam, da prefeitura de Amsterdam, em parceria com a Gumdrop e a Explicit Wear, criaram o primeiro tênis feito com sola de chiclete reciclado, tirado das ruas da própria cidade. Chiclete é a segunda maior sujeira da cidade de Amsterdam, atrás apenas do cigarro. Na sola do tênis tem o símbolo da cidade de Amsterdam e o mapa com algumas ruas da cidade. O produto está na pré-venda de €199,95 por €49,95 (cerca de R$ 211,64).

Fonte: Lixo Zero e Gumdrop

Economia

O Que o Brasil Pode Aprender com Israel Para se Tornar uma Potência Mundial do Agritech

Mapa Precipitação

A força de Israel no agronegócio é historicamente reconhecida. Com apenas 20% do solo arável, o País conquistou notoriedade global no setor ao transformar uma região totalmente inóspita em uma terra fértil para diversas culturas de frutas, legumes e flores e também para pecuária, especialmente na produção de leite.

A tradição do povo israelense no campo é uma herança social e política, datando do início do século passado, quando comunidades sustentadas pela agricultura se organizaram nos chamados kibbutz e moshav, que foram as sementes para o desabrochar de uma nação líder em tecnologias de ponta, como o desenvolvimento de sistemas de dessalinização da água do mar e de irrigação e a criação de novas variedades de sementes e plantas. Com o avanço da indústria digital, Israel não perdeu tempo (nem terreno) para adubar uma nova revolução nas fazendas que está sendo agora capitaneada por inovações disruptivas como a Internet das Coisas, a Inteligência Artificial, a computação em nuvem, o big data, a robótica, a biotecnologia, a nanotecnologia, os satélites e drones.

Desde que comecei a investir no agribusiness, sempre me intrigou o fato de Israel ter conseguido se tornar uma referência mundial mesmo em um cenário tão adverso. Como pôde ter dado certo se tinha tudo para dar errado? Quais estratégias foram adotadas pelo País para se tornar um grande exportador e autossuficiente no cultivo de alimentos? O que o Brasil pode aprender com os empresários israelenses do agro?

A pujança do agritech em Israel se traduz em números. Um relatório da Start-Up Nation Central contabilizou mais de 400 startups de tecnologia agrícola em operação no País em 2016, ano em que o setor levantou US$ 97 milhões no mercado israelense – 3% do investimento global. Não é apenas no agro que Israel é uma “Start-Up Nation”, como o país foi batizado pelos jornalistas Dan Senor e Saul Singer no best-seller Start-Up Nation: The Story of Israel’s Economic Miracle. Apesar de ter uma população de apenas 9 milhões de habitantes e uma extensão territorial de 20.770 km2 (apenas para comparar, o Estado de Alagoas tem 27.768 km2), a nação contabiliza mais de 4 mil startups.

E as adversidades não se restringem ao clima desértico. O País enfrentou crises econômicas, inflação, várias guerras internas e externas e mesmo assim é o terceiro com mais empresas listadas na Nasdaq atrás dos Estados Unidos e da China. No agritech, apenas para citar algumas startups israelenses, se destacam empresas como a Farm Dog e a Taranis, que oferecem sistemas inteligentes para manejo de pragas; ou a CropX, a Neotop e a Emefcy, que aplicam tecnologias para otimizar o uso de água. Uma das principais áreas que vêm atraindo novos empreendedores e investidores nos últimos anos é, como no caso da CropX, a agricultura conectada. Através da estruturação de redes interligadas, os fazendeiros israelenses foram pioneiros na coleta, monitoramento e análise de dados em tempo real, que são acessados em tablets, smartphones e laptops para auxiliar na tomada de decisões na gestão da lavoura.

A Taranis, vale registrar, definiu o Brasil como um mercado prioritário após levantar uma rodada de US$ 7,5 milhões da qual participaram vários VCs, entre eles a Mindset Ventures, parceira da Microsoft; a Finistere Ventures e a Vertex Ventures. Escolhemos o Brasil como um mercado estratégico pois sabemos que tem muitos clientes em potencial. Além disso, a extensão de terras é enorme em comparação com outros lugares do mundo. Descobrimos que, para enfrentar as necessidades, os fazendeiros brasileiros são early-adopters de tecnologias e abertos à inovação”, disse o CEO Ofir Schlam em comunicado da Microsoft Brasil.

A nova safra israelense de startups deve-se a inúmeros fatores que vão muito além de acesso a capital. Israel investe 4,3% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, mais do que qualquer outro país. Os Estados Unidos são o nono, investindo 2,8% do PIB. A Coreia do Sul é o segundo, com 4,2%, e o Japão o terceiro, com 3,3%.

A parceria com o universo acadêmico também é muito incentivada através de pesquisas realizadas por organizações como o quase centenário Volcani Institute, fundado em 1921, e pelas Universidades de Agricultura, incluindo, entre outras, a Hebrew University of Jerusalem, a Tel Aviv University e o Weizmann Institute of Science. Recentemente tive a oportunidade de me aproximar do ecossistema de startups agritech israelense e conheci jovens empreendedores que vêm ditando tendências na criação de novas tecnologias para transformar o campo.

Conversei há alguns dias com Liron Brish, CEO e co-fundador da Farm Dog. O bate-papo me fez pensar o quanto nossos produtores brasileiros reúnem todas as condições favoráveis se quiserem seguir os passos de Israel em inovação no campo. Os investimentos em inovações tecnológicas nos últimos 15 a 20 anos não estiveram focados no agribusiness. Israel vive uma tempestade perfeita formada por talentos e tecnologias provenientes de outros setores que estão agora sendo aplicadas no agro. Com alta penetração no mobile e conectividade no campo, o mercado israelense conta com uma infraestrutura que favorece o desenvolvimento das agritechs”, me disse Liron, respondendo em seguida porque acredita que o Brasil dispõe de fertilizantes essenciais para firmar raízes como uma das maiores potências do agronegócio global. É um mercado agrícola enorme e um dos países que também está na vanguarda tecnológica no agro, como no caso do desenvolvimento do Etanol, que envolveu produtores, usineiros, governo, distribuidores de combustíveis e consumidores”, assinalou.

Liron tem razão. Se o Brasil quiser manter-se competitivo no agritech mundial e na criação de soluções de tecnologia para o campo é bom abrir bem os olhos para o que está sendo plantado em Israel e outros mercados, como Estados Unidos e Canadá, onde a revolução agrária encontrou a revolução tecnológica. Ao estabelecermos comparações, é fácil constatar que reunimos condições tão favoráveis quanto Israel para consolidarmos nossa posição entre os maiores mercados mundiais de agritech. Senão, vejamos:

· Temos uma inegável vocação agrícola.

· As condições climáticas são melhores e já vencemos o desafio do semiárido com a transformação do cerrado em lavoura.

· Nossa indústria de startups demonstra maturidade, atrai investidores e revela seus primeiros unicórnios.

· A economia dá sinais de melhora e o agronegócio segue firme com perspectivas de uma excelente safra e preços saudáveis.

· A cada dia temos mais profissionais e empreendedores interessados em trabalhar com agritech. O agro está rapidamente se tornando um reduto para os geeks.

Abrir espaço para o surgimento de novos fundos interessados no agritech, oferecer incentivos aos produtores rurais para adoção de tecnologias, fomentar polos de inovação em parceria com Universidades, continuar investindo pesado em pesquisa e garantir infraestrutura logística de qualidade para que nossos produtores agrícolas não devolvam toda sua produtividade “fora da porteira” são alguns dos desafios que enfrentaremos nos próximos anos para colhermos frutos tão saborosos quanto os que germinam nos kibbutz da Terra Santa.

Fonte: LinkedIn – Francisco Jardim, Sócio da gestora de investimentos SP Ventures

Esporte

O Brasil Foi Hepta e Ninguém Viu

copa_america-1024x683

A seleção brasileira foi heptacampeã da Copa América de futebol feminino neste domingo encerrando uma campanha perfeita na competição, sem nenhum tropeço e com apenas dois gols sofridos. Foram sete jogos e 31 gols marcados para garantir o sétimo título em oito edições do torneio já disputadas desde 1991.

Mais do que isso, a campanha confirma o Brasil na Copa do Mundo da França no ano que vem e também nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020. Tudo isso ainda com o trio memorável da seleção em ação – Marta, Cristiane e Formiga, esta que inclusive disputou o torneio aos 40 anos e saiu dele com dois gols anotados (esse último mostra como ela ainda tem fôlego de sobra).

No entanto, pouca gente soube que a seleção feminina estava jogando neste domingo. Pouca gente sabia, inclusive, que havia uma Copa América sendo disputada e que ela valia vaga para Mundial e Olimpíada. Quase ninguém conseguiu acompanhar os jogos, aliás: não houve transmissão de nenhum deles em nenhum canal de televisão.

Os amantes da seleção feminina puderam ver alguma coisa apenas pelas redes sociais da CBF – que, aliás, precisa ser elogiada por ter realizado a transmissão dos últimos jogos pelo Twitter com a narração de MULHERES! Sim, uma parceria com o processo seletivo da Fox Sports para escolher narradoras para a Copa do Mundo da Rússia fez com que fosse possível ouvir vozes femininas narrando os gols delas nos últimos três jogos da Copa América.

De resto, nenhuma manchete de jornal, nenhum minuto gasto nos telejornais esportivos, nada. Não se falou sobre o feito da seleção feminina no Chile, nem mesmo para criticar o desempenho ruim das adversárias, que realmente não são páreo para o Brasil – se o futebol feminino já tem pouca estrutura por aqui, nos outros países da América do Sul o cenário é ainda pior .

Mas aí virão aqueles velhos argumentos conhecidos: “futebol feminino é chato”; “ninguém quer ver isso”; “ninguém transmite porque não dá audiência”. Pois bem. Devo admitir que um dia até eu mesma acreditei em algumas dessas saídas fáceis para justificar o porquê o futebol feminino não estava na TV , nos jornais, nos sites, na mídia afinal. Mas “estudando” bastante sobre o tema recentemente, percebi que não é tão simples assim – e que talvez a falta de vontade e o preconceito pesem mais na decisão de não incluir a modalidade na grade.

Explico com dados recentes: na Olimpíada do Rio – que bateu todos os recordes de audiência na TV brasileira – a quarta maior audiência foi a do futebol feminino (nas quartas-de-final contra a Austrália). A semifinal contra a Suécia também esteve na lista dos 10 eventos mais assistidos pelos brasileiros nos Jogos. Mas aí vão dizer: tudo bem, era Olimpíada, todo mundo assiste a qualquer coisa na Olimpíada.

Ok, então vamos ao pós-Olimpíada. Dados divulgados pela CBF em dezembro de 2016 e publicados no site Máquina do Esporte mostram que a entidade conseguiu atingir 9 milhões de pessoas apenas com as transmissões ao vivo dos jogos do Torneio Internacional de Manaus daquele ano.

Mais do que isso, uma pesquisa do Ibope Repucom também feita no fim de 2016 mostrou que o crescimento do interesse pelo futebol feminino aumentou mais do que o interesse por qualquer outra modalidade depois da Olimpíada. Um total de 51% dos entrevistados disseram estar interessados em saber mais sobre o futebol feminino – contra os 34% que responderam isso antes da Olimpíada.

Uma pesquisa divulgada na New Yorker apontou que em 2014, a ESPN, principal canal esportivo da TV americana, dedicou 97% de tempo no ar falando sobre esportes masculinos. Só 3% de todo o tempo dos programas e transmissões esportivas na televisão foram “cedidos” a modalidades femininas – e por aqui, infelizmente, o cenário não é diferente. Falamos sobre isso com um professor de Harvard.

“A maioria dos argumentos que você ouve sobre isso é que as pessoas não gostam de esportes femininos. Mas para mim, o motivo disso é que as pessoas não conhecem os esportes femininos”, disse Brian Fobi, professor de Jornalismo Esportivo de Harvard que trabalhou por anos na Fox Sports, um dos principais canais esportivos dos Estados Unidos. “A ESPN é uma empresa e eles dizem que não vão perder tempo com esportes que não dão audiência. Mas não dão audiência porque a ESPN não perde tempo com eles. E aqui está uma coisa: até 1994, pouquíssimos americanos gostavam de futebol, fosse ele masculino ou feminino. Mas a ESPN gastou rios de dinheiro para promovê-lo e agora milhões de americanos assistem à Copa do Mundo. Isso mostra que se você promove algo da maneira certa, se você faz com que as pessoas se importem com ele, então elas vão consumi-lo”, observou o professor de Harvard.

No Brasil, é possível citar o caso do futebol americano. Um pouco mais de 20 anos atrás, quando a ESPN começou a transmitir a NFL, pouca gente tinha qualquer interesse em ver aquele esporte tão complexo da bola oval. E eu não tenho dúvidas de que os jogos davam traço de audiência. Mas a ESPN insistiu, criou programas para falar sobre futebol americano, investiu em transmissões didáticas e divertidas com Everaldo Marques e Paulo Antunes e hoje a NFL virou febre por aqui, com o SuperBowl batendo recordes e mais recordes de audiência.

Isso não necessariamente quer dizer que, se colocarem futebol feminino na TV amanhã, ele vai bater todos os recordes de audiência da história dos canais esportivos brasileiros. Mas mostra, sim, que há um potencial a ser explorado aí. Com um investimento “pequeno” – se comparado ao custo bilionário de direitos de transmissão de campeonatos masculinos ao redor do mundo – seria possível conquistar uma legião de fãs que está aí sedenta para ver futebol feminino e não sabe onde.

Mas é importante pontuar uma coisa: não adianta transmitir um torneio feminino – ainda que seja uma Copa do Mundo – e não falar dele nunca na programação. Não divulgar o horário do jogo, não falar sobre o torneio em nenhum programa ou nem mesmo no noticiário, não citar por um segundo sequer que “estamos transmitindo um torneio de futebol feminino”. A lógica é simples: se nem a própria emissora, a (con)federação, o clube quiserem vender seu próprio produto, ninguém vai querer comprá-lo ou ter qualquer interesse nele.

Fonte: UOL

Curiosidade, Internacional

Brasileiros Se Veem Menos Tolerantes e Mais Divididos Que Há Dez Anos

Divididos

Os brasileiros se veem mais divididos e menos tolerantes que há dez anos. E veem as divergências políticas como o principal foco de tensão polarizadora no país.

O Brasil, contudo, segue uma tendência mundial. É o que aponta uma pesquisa da Ipsos Mori feita para a BBC em 27 países com 19.428 mil pessoas.

Questionados se as pessoas estão mais ou menos tolerantes em relação a pessoas com diferentes origens, culturas e pontos de vista se comparado com a década passada, 45% dos participantes brasileiros disseram estar menos tolerantes e 29% mais (ainda havia opções como “igual como era antes” e “não sei”). A média global foi 39% e 30% respectivamente.

O porcentual de brasileiros, 62%, que acreditam que o país esteja mais polarizado hoje do que há 10 anos também é superior ao de pessoas no mundo, 58%, que acham que o planeta está mais dividido.

Apenas 16% dos brasileiros acham que o país está menos dividido – o mesmo percentual de pessoas no mundo que veem uma divisão menor na sociedade hoje do que há 10 anos.

Os entrevistados tinham ainda como opção, além de “mais dividido…” ou “menos dividido…”, as resposta “o mesmo que há dez anos” e “não sei”.

A região com a maior percepção de divisão nos países hoje (66%) é a Europa. A América Latina (59%) aparece em segundo – além do Brasil, foram ouvidas pessoas no México, Argentina, Chile e Peru.

Assim como no Brasil, a política é apontada como principal foco de tensão no mundo. Dos mais de 19 mil entrevistados, 44% apontaram visões conflitantes na política como maior foco de tensão em seus países. Esse item é também citado como o principal foco de tensão na América Latina.

No Brasil, foi citado por 54% dos entrevistados. Na Argentina, por sua vez, essa porcentagem chega a 70%. “É uma porcentagem muito, muito alta”, disse Gottfried. “Com exceção da Malásia (74%), essa pesquisa coloca a Argentina no topo em termos de ver diferenças políticas como principal problema”, explica Glenn Gottfried, da empresa responsável pela pesquisa e que monitorou o trabalho de coleta de dados.

Na Europa, além de divergências políticas, muitos entrevistados optaram pelo item imigração (tensão entre imigrantes e pessoas nascidas no país) como foco de tensão polarizadora em seus países.

Dividido Europa

Mas, enquanto a tensão entre imigrantes e locais é citada como problema por 61% dos italianos, 50% dos britânicos e 46% dos alemães, apenas 8% dos brasileiros a veem como foco de tensão no país.

O terceiro item mais apontado no mundo como foco de inquietude é a tensão social entre ricos e pobres, escolhido por 65% dos russos e chineses que participaram da pesquisa. No Brasil, essa porcentagem é de 40%.

A pesquisa permitia mais de uma resposta para a pergunta sobre fontes de tensão. Além da tensão entre pessoas de visões políticas divergentes, entre ricos e pobres e entre imigrantes e locais, os entrevistados podiam escolher a tensão entre jovens e velhos, homens e mulheres, grupos religiosos e etnias diferentes.

Na Europa, foram coletados dados em 11 países: Bélgica, França, Alemanha, Hungria, Itália, Polônia, Rússia, Espanha, Suécia, Sérvia e Reino Unido.

“Toda a Europa mostra uma tendência muito similar, com pelo menos três entre quatro participantes dizendo que suas respectivas sociedades estão muito ou razoavelmente divididas”, diz Glenn Gottfried.

Para Gottfried, as divisões entre os europeus cresceram de forma mais proeminente. “Isso pode ser um reflexo do clima político e da guinada mais à direita que temos visto em algumas partes do continente; isso pode estar fazendo com que as pessoas sintam mais tensões. Os dois estão correlacionados”, explica.

Por isso, segundo ele, a questão da imigração aparece forte em países como Itália, França, Suécia e Reino Unido. Mas Gottfried diz que as percepções de divisões sociais mais tradicionais ainda persistem, como a entre ricos e pobres, “As tensões baseadas na classe social e na renda ainda existem. No Reino Unido, por exemplo, cerca de um terço dos entrevistados vê tensões entre ricos e pobres. Na Hungria mais pessoas veem tensões entre ricos e pobres que em relações a imigrantes”, observa.

Na América Latina, pelo menos três quartos dos participantes se veem divididos, a maioria por causa de questões políticas, mas também pela tensão entre ricos e pobres.

No Brasil, as diferenças religiosas também são apontadas como um grande problema por 38% dos entrevistados. Na Argentina, o tema é visto por apenas 8% como motivo de divisão da sociedade.

Os argentinos, contudo, têm uma alta percepção de que o país está dividido. Mais de 90% dos participantes disseram que a Argentina é um país muito ou relativamente dividido e 40% disse que a situação piorou nos últimos dez anos.

Um mundo muito menos tolerante?

Gottfied, contudo, é otimista. Ele diz que a pesquisa revela alguns indicadores e tendências positivos. Dois terços dos participantes afiram que as pessoas no mundo têm mais coisas em comum que diferenças. “Apenas um pequeno número diz que misturar pessoas com diferentes origens, culturas e pontos de vista causa conflitos”, salienta Gottfried.

Além disso, um terço dos participantes disse que essas interações podem levar a mal-entendidos, mas que estes podem ser superados. Ainda segundo a pesquisa, 40% dos entrevistados acreditam ser possível alcançar um melhor entendimento e respeito mútuos.

Divididos 3

O Canadá, por exemplo, aparece como um dos países com mais alta percepção de tolerância: 74% dos canadenses disseram que o país é muito ou razoavelmente tolerante com pessoas de diferentes origens ou pontos de vista, seguidos por 65% dos chineses e 64% dos malaios.

Fonte: BBC

Justiça

Juiz Federal do RN Publica Três Artigos na Nova Coleção Sobre o Novo Código de Processo Civil

A nova coleção “Doutrinas Essenciais – Novo Código de Processo Civil” traz três artigos do Juiz Federal Francisco Glauber Pessoa Alves, da Turma Recursal da Justiça Federal no Rio Grande do Norte. Os estudos jurídicos foram organizados pelos professores Freddie Didier Júnior e Teresa Arruda Alvim e lançados pela editora Revista dos Tribunais.

O magistrado potiguar escreveu sobre “Celeridade como princípio constitucional inegável, o novo Código de Processo Civil e os Juizados Especiais Cíveis”, “Fundamentação Judicial exauriente, argumentação jurídica exauriente e concisão: um diálogo necessário” e “Fundamentação judicial no novo Código de Processo Civil”.

A nova coleção é composta de sete volumes, contabilizando mais de 350 trabalhos de autores.

Fonte: Tribuna do Norte/Justiça