Saúde

Centro de Controle de Zoonoses Discute Situação Epidemiológica de Natal

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O Gabinete Integrado de Gerenciamento de Crise e Monitoramento às Arboviroses do município de Natal, que acompanha a situação epidemiológica e entomológica na capital potiguar, realizou mais uma reunião. Semanalmente, o Departamento de Vigilância em Saúde e o Centro de Controle de Zoonoses, além de profissionais dos cinco distritos sanitários, reúnem-se para acompanhar a situação epidemiológica do município, e discutir os mecanismos de aperfeiçoamento dos processos de trabalho de notificação para controle e combate da epidemia, bem como as ações de combate e controle do Aedes aegypti.

A reunião do Gabinete de Gerenciamento de Crise aconteceu no Centro de Controle de Zoonoses, onde foi apresentada a situação epidemiológica e entomológica de Natal até a 14º semana do ano. Até o momento, Natal tem o total de 2.433 casos notificados de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Destes, 535 já foram descartados. Do total, 2.227 foram notificados como dengue, 161 de chikungunya e 45 de zika. Os casos estão concentrados principalmente nas zona Norte e Oeste da capital. Os bairros de Igapó, Nossa Senhora da Apresentação, Lagoa Azul e Felipe camarão apresentam o maior número de casos de dengue.

“Percebemos uma pequena redução no números de casos notificados e nos índices de vetores, mas o número ainda é considerado alto e é preciso manter o alerta para controle e combate ao vetor”, destacou Márcia Cristina Melo, chefe do núcleo de Vigilância Entomológica de Centro de Controle de Zoonoses de Natal.

A Secretaria Municipal de Saúde tem intensificado as ações de vigilância ativa, de controle e combate ao Aedes aegypti, realizando um mapeamento dos pontos com índice epidêmico, visitas porta a porta nos bairros semanalmente para orientar os moradores e inspecionar as residências. Os borrifamentos de inseticidas (UBV pesado ou carro fumacê) estão acontecendo nas áreas estratégicas, no início da manhã e no fim da tarde. Esta semana, recebem o UBV pesado, os bairros de Lagoa Azul, Nazaré e Quintas.

Durante a reunião, a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Juliana Araújo, chamou atenção para a necessidade da conscientização e de mobilização da população e da intensificação das atividades de educação em saúde para controle e combate ao Aedes. “Precisamos intensificar as ações da mobilização da população, pois elas são de fundamental importância”.

Do Blog: É um absurdo que a população espere somente do poder público para resolver os transtornos de uma espécie de mosquito. Todos já sabem como o Aedes Eagipty se prolifera, e nada muda na cultura do povo. São quatro vírus conhecidos da Dengue, mais a transmissão de Zika, Chikungunya, Febre do Nilo, Febre Amarela e tantas outras arboviroses. Essas doenças não escolhem classes sociais, cor de pele e nem respeitam espaços geográficos, portanto, todos estão expostos e podem ser contaminados a qualquer momento, e apenas para lembrar: Dengue mata.