Eleições 2018

Fátima Vai, e Robinson Não Sabe Se Fica

O PT anuncia o óbvio, que é a pré-candidatura da senadora Fátima Bezerra ao Governo do Estado. Segundo nota enviada ao jornal Tribuna do Norte, o PT diz que conversa com outros partidos, como o PHS da deputada federal Zenaide Maia, pelo desejo de mudança e que tem um grupo de técnicos estudando a situação do Estado do Rio Grande do Norte. Como conseguirão os dados reais, ninguém sabe muito bem.

Quanto ao que consideram mudança, acho que ainda não foi assimilado pelo Partido dos Trabalhadores que a mudança pensada por boa parte da população exclui o PT, que deixou o poder um dia desses. A pré-candidatura de Fátima Bezerra já era esperada, até pela frequência em que a senadora tem ido ao interior, visitar as bases, IFs, universidades, e essa candidatura não traz nenhum prejuízo para seu mandato, afinal ainda terá mais quatro anos de mandato no Senado, o que facilita mergulhar numa campanha de corpo e alma, perdendo muito pouco neste momento.

Já o governador Robinson Faria não confirma oficialmente se é candidato à reeleição, o que seria natural. Robinson diz que não está preocupado com a reeleição, e que a crise é tão forte que não se pode perder tempo e deixar de trabalhar para fazer politicagem. Isso na noite de ontem, na abertura da Campus Party, no Centro de Convenções. E disse mais, que trabalha 20 horas por dia pelo Estado. Nesse meio tempo, segundo o discurso dele, aguarda empréstimo solicitado na Caixa Econômica de quase 700 Milhões de Reais e outro de quase 800 Milhões de Reais ao Banco do Brasil, além de tentar antecipar os royalties junto ao Banco do Brasil.

Robinson trabalha 20 horas para deixar uma dívida maior do que ele diz que recebeu, porque haja empréstimo ao Banco Mundial, tentativas com outros bancos, antecipação de recursos. Quanto a ir para a reeleição, é natural que busque reeleição, mas não é muito coerente falar em politicagem quando o governo coloca em seu perfil oficial do Instagram a Campus Party como uma obra de governo, tendo em vista que o evento teve incentivo do governo, mas não é algo feito, criado, totalmente financiado por sua gestão. Tomar posse do que não cabe ao governo é sim, politicagem e uma forma nada transparente de informar ao povo do Rio Grande do Norte.