Uncategorized

O Preço da Lealdade

Marques

Comum confundirem, propositadamente ou não, lealdade com bajulação. Ser leal é dizer a verdade, doa ou não, é buscar orientar o outro, queira ou não, é saber a hora de falar o que é preciso ser dito, é ter a coragem de assumir o que diz e bancar a amizade, seja ela recente ou de anos de existência. Já o bajulador é o tipo oportunista, dissimulado, que sempre diz o que o outro quer escutar, que está pronto para vender até a mãe em nome de alguma vantagem, por menor que seja. O bajulador, por si só, é alguém que acha que é um grande articulador, um gênio que ainda não foi descoberto e via de regra, tem algum problema de caráter, ou a falta dele.

O preço da lealdade é a desconfiança de quem se deixa rodear de bajuladores e suas falsas análises, interpretações e sinceras leviandades, mau caratismo e falta de compromisso. Para ser leal é necessário um “tico” de coragem, de peitar as consequências de laços criados pela vida. Ser leal é guardar segredos, é não contar para quem mais ama sobre situações vividas por outros, e é também esquecer do que poderia lembrar, mas por conveniência é melhor esquecer.

Esse é um mundo de surpresas, em que ninguém sabe muito bem em quem confiar e que testar a lealdade é algo comum e ainda sim, nem sempre é possível acertar, porque o poder corrompe muitos, porque o status corrompe muitos, porque toda e qualquer busca pela verdade e a real natureza das pessoas é visto como algo inoportuno, coisa de gente encrenqueira. A lealdade tem um preço, mas é bem melhor pagar o preço e ter paz com seus valores e crenças.

Soundtrack com eles