Opinião

Ouvir, Ver e Perceber

Deveria ser missão de todo político: Sentar, anonimamente, sem seus assessores de plantão, e ter o “trabalho” de ouvir, observar e pensar como fazer para solucionar o que ele pode ouvir nas praças, transporte público, centros clínicos, e lugares por onde circula o povo que representa.

Os despachos de gabinete costumam afastar os políticos, via de regra, de suas bases, do hábito de ouvir críticas, de pensar nas coisas que a maioria passa e como solucionar, e aqui sem apontar e nem julgar gestões, nem nomes e muito menos funções políticas.

Pose, muitos fazem (com e sem mandato) e na prática não saem do óbvio, do feijão com arroz cru. Não é preciso criar projetos mirabolantes, é preciso testemunhar histórias, perceber o outro além de um mandato, que acaba.

Futebol

Pirotecnia Pode Estar com Dias Contados nos Estádios Alemães

Há muitos anos se discute na Alemanha se a utilização de sinalizadores nos estádios por parte de torcedores deveria ser permitida oficialmente e sob quais condições se daria o seu uso. A ideia era chegar a um acordo a respeito entre a Federação Alemã de Futebol (DFB) e as torcidas organizadas.

Sinalizadores

A maioria dos fã-clubes, abrangendo as três divisões do futebol alemão, estava disposta a fazer muitas concessões para que finalmente se pudesse chegar a uma resolução que permitisse a utilização ordenada e controlada de artefatos pirotécnicos. Rojões, por exemplo, seriam definitivamente banidos, e sinalizadores não poderiam ser atirados em direção ao campo, nem jogados a esmo pelas arquibancadas.

Entretanto, o diálogo entre as partes foi abruptamente dado por encerrado unilateralmente pela federação, e desde então não se conversa mais sobre o assunto para tentar chegar à uma solução que satisfaça todas as partes envolvidas.

A decepção foi grande após o fracasso das conversações, e o que se nota desde então é que praticamente não acontece uma partida de futebol onde, em maior ou menor grau, acabam surgindo espetáculos pirotécnicos.

Do ponto de vista legal, acender sinalizadores nos estádios é proibido e considerado uma infração. Há defensores, especialmente no âmbito político, que pleiteiam caracterizar especificamente a pirotecnia nos estádios como crime. Neste caso, a pena não seria apenas uma multa, como é o caso atualmente, mas também de prisão temporária.

Atualmente, para cada sinalizador aceso, o respectivo clube é obrigado a pagar uma multa de mil euros (aproximadamente 4 mil reais). Se o artefato for jogado em direção ao campo, o valor triplica. Os clubes podem cobrar as multas do torcedor, mas para isso acontecer é necessário que tenha havido uma identificação comprobatória do autor da contravenção.

Sinalizadores 1

Os que defendem a criminalização afirmam, não sem razão, que um estudo realizado em 2017 a pedido da UEFA e das redes de fã-clubes comprovou os riscos para a saúde e segurança dos torcedores quando um sinalizador é aceso. A temperatura do artefato chega a 1.000 graus centígrados com alto potencial de ferimento por queimadura.

Durante toda temporada 2017/2018 da Bundesliga, a polícia registrou 879 casos de pirotecnia nos estádios alemães, com 53 feridos resultantes de queimaduras. Em compensação, neste mesmo período, houve 141 pessoas feridas pela repressão policial com uso de gás pimenta.

Se de um lado a Federação Alemã de Futebol tende a um endurecimento cada vez maior quanto à pirotecnia, para as torcidas organizadas e, especialmente para aqueles blocos mais radicalizados, cada sinalizador aceso equivale ao dedo do meio (em alemão “Stinkefinger”)  direcionado à cartolagem que comanda os destinos do futebol alemão.

Artefatos luminosos se tornaram um instrumento de protesto, e o torcedor das organizadas não faz segredo disso.

“Sempre daremos um jeito de contrabandear sinalizadores para dentro do estádio. Ninguém vai conseguir nos impedir. É a nossa forma de protestar. Podem fazer os controles que quiserem. Não vai adiantar porque sempre daremos um jeito”, declarou um torcedor berlinense que preferiu ficar no anonimato e minimizou o argumento da periculosidade: “Não é tão perigoso. Onde estão as pessoas em chamas? Não vejo ninguém pegando fogo”.

Nesta briga entre os cartolas e as organizadas quem sofre é aquele torcedor tipo família: pais com crianças, idosos, casais, enfim aquele torcedor comum que vai ao estádio para, com toda calma e tranquilidade, assistir a um jogo de futebol. Não quer ser perturbado pelos muitas vezes caóticos torcedores radicais, nem antes, nem durante e nem depois do jogo.

Em Bielefeld, no oeste da Alemanha, onde o coração do futebol alemão bate mais forte, o Instituto de Pesquisa de Conflitos e Violência constatou que, após extenso estudo, na maioria dos estádios alemães, aproximadamente 75% dos frequentadores assíduos da Bundesliga querem mesmo ver o jogo tranquilamente, tomando seu chope e curtindo o evento com seus amigos e familiares. Os outros 25% pertencem aos blocos das torcidas organizadas – são os que cantam, apoiam, protestam e acendem sinalizadores.

Fato é que, pelo menos por enquanto, não há solução à vista para este conflito de interesses. As posições, tanto da federação quanto das torcidas organizadas, são irredutíveis. Resultado: ninguém conversa com ninguém.

É desejável que voltem à mesa de negociações e dialoguem para que, no futuro, os estádios quase sempre cheios na Bundesliga continuem lotados e possam continuar sendo uma marca registrada do futebol alemão.

Fonte: DW

Festival, Turismo

Feira da Foda em Portugal

Foda 2019

A feira de nome ousado e sabor autêntico, como a descreve o município de Monção, está de regresso à localidade de Pias com um programa de degustação do cordeiro à moda de Monção, conhecido como Foda à Monção.

Foda 1

O termo vulgarizou-se e o prato adotou popularmente o nome de Foda à Moda de Monção, chegando até aos dias de hoje como um dos principais patrimônios gastronômicos do conselho, com honras de feira que já vai para a segunda edição. A acompanhar o prato de cordeiro haverá vinhos de produtores da região (alvarinho, tinto e espumante) e expositores de artesanato, de produtores de rés e máquinas agrícolas.

Foda 3

Origem da Foda

Reza a história, que há muito tempo atrás, os habitantes do burgo, que não possuíam rebanhos, se dirigiam às feiras para comprarem o animal pretendido. Na feira, havia de tudo, gado bom e menos bom. A verdade é que os criadores e contratadores de rês, quando levavam o seu gado ovino para a feira, tinham como objetivo vendê-lo pelo melhor preço e, para que aparentassem gordos, era prática colocar sal na forragem, facto que obrigava o gado a beber muita água. Na feira, o gado aparecia com a barriga cheia de água e pesados, parecendo realmente bem tratados, muito gordos. Os incautos, que não tinham conhecimento da “manha”, compravam aqueles autênticos “balões de água” e, quando se apercebiam do logro, exclamavam à boa maneira minhota: “Que grande Foda!”

O termo “Foda” foi-se vulgarizando ao longo do tempo e o prato passou a designar-se por Foda. De tal forma que é frequente pelas alturas festivas (Páscoa, Santos Padroeiros, Corpo de Deus, Senhora das Dores ou Fim do Ano) ouvir as mulheres minhotas exclamarem: “Ó Maria, já meteste a Foda?”, ou seja, já fizestes o cordeiro à moda de Monção, em alguidar de barro, levado ao forno de lenha.

Fonte: NCultura

 

 

 

Internacional

Ao Lado de Trump, Bolsonaro Evita Descartar Opção Bélica Contra a Venezuela

Trump JB

O presidente Jair Bolsonaro se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira, 19 de março, na Casa Branca, em Washington. Antes do encontro privado, no Salão Oval, os dois presidentes posaram para as primeiras fotos, trocaram camisa das seleções de futebol e responderam a algumas perguntas, inclusive sobre Venezuela. Nesta conversa inicial, Trump fez questão de repetir que “todas as opções estão sobre a mesa”, ou seja, não está descartada uma ação militar contra Nicolás Maduro —o Brasil não apoia qualquer movimento bélico por enquanto. Na entrevista coletiva concedida em conjunto diante da Casa Branca, após a reunião entre os dois, Bolsonaro disse não ser “estratégico” falar se apoiaria uma ação bélica dos EUA no território vizinho, numa posição bem menos enfática que a adotada publicamente, por exemplo, pelo vice-presidente Hamilton Mourão. Tanto Bolsonaro quanto Trump reconhecem o presidente do Parlamento Venezuelano, Juan Guaidó, como chefe de Estado interino.

Abaixo, pronunciamento conjunto de Bolsonaro e Trump.

Fonte: El País

Governo do Estado

Governo do RN Irá Lançar Novo Portal da Transparência

Um dos principais instrumentos de controle de receitas e despesas do poder público será aperfeiçoado para garantir informações mais detalhadas das ações do Governo do RN. Um novo Portal da Transparência está em execução e tem previsão para começar já no próximo mês de abril.

“Hoje o Portal não contabiliza informações relevantes, como repasses de impostos aos municípios. E sem essa transparência mais detalhada, induz ao erro de informações, inclusive publicadas na mídia, afora cálculos mal feitos sobre os números apresentados”, comentou o controlador geral do Estado, Pedro Lopes.

Um exemplo de desinformação disseminada em blogs do Rio Grande do Norte foi uma possível “sobra de caixa de R$ 1,4 bilhão” nas contas do Governo, passíveis de pagamento dos salários atrasados. Uma conta que, segundo Pedro Lopes, mistura a má interpretação com a falta de transparência detalhada do Portal.
“É preciso distinguir recursos vinculados e recursos do tesouro. O primeiro tem destinação carimbada e não pode ser usado para outro fim, como pagamento de salário. Desse recurso chegou ao cofre estadual R$ 841 milhões e já foram usados R$ 589 milhões. Por enquanto, temos um superávit de R$ 251 milhões de verba destinada para outros fins”.
Dos recursos ordinários da fonte tesouro (Fonte 100), usados para pagamento de pessoal, o Portal da Transparência não informa as saídas aos municípios, a título de quota-parte, do ICMS, IPVA, IPI Exportação e royalties (R$ 332 milhões), nem os duodécimos de janeiro e fevereiro dos poderes e órgãos com autonomia financeira (R$ 244 milhões) e parte do repasse para o Fundeb (R$ 200 milhões).
Pedro Lopes ressalta ainda que há maior entrada de recursos na primeira quinzena do mês em relação às saídas. Contudo essa situação é revertida na execução da segunda quinzena em virtude do repasse dos duodécimos, pagamento de fornecedores, repasses complementares ao Fundeb e ICMS dos municípios, além do complemento da folha de pagamento, no último dia útil do mês.

“O Portal da Transparência deixou de evidenciar esses gastos com repasse de ICMS e IPVA aos municípios e para o Fundeb, que acontecia até 2017. Estamos trabalhando para melhorar a qualidade dessa informação à sociedade. Outra grande novidade será a visualização em tempo real de todas as obras executadas pelo Governo do RN”, concluiu.

Fonte: Assessoria de Comunicação da SEPLAN
Economia

Deutsche Bank e Commerzbank Confirmam Negociações Sobre Fusão

Bancos

O maior banco da Alemanha, o Deutsche Bank, e seu concorrente Commerzbank confirmaram neste domingo (17/03) que vão iniciar negociações formais sobre uma possível fusão. O anúncio foi feito após reuniões separadas de seus conselhos de administração, e ambas as instituições afirmaram que o resultado das conversas ainda é incerto.

Em comunicado, o Deutsche Bank afirmou que seu conselho decidiu “avaliar opções estratégicas” de acordo com o seu potencial de trazer rentabilidade e crescimento ao banco. O Commerzbank, por sua vez, anunciou “conversas sobre uma eventual fusão com resultados em aberto”.

Há meses se especula sobre a união dos dois bancos. No último fim de semana, o jornal alemão Wel am Sonntag noticiou que a diretoria do Deutsche Bank havia concordado em iniciar conversas com o Commerzbank sobre a viabilidade de uma fusão. Na última segunda-feira, o ministro alemão das Finanças, Olaf Scholz, havia confirmado as negociações.

Autoridades alemãs vêm pressionando pela fusão, afirmando que falta à maior economia da Europa um banco de grande porte internacional e poderoso.

Enquanto a concorrência nos EUA há tempos fatura mais, grandes bancos alemães têm dificuldades em gerar lucros sustentáveis, dez anos após a crise financeira internacional de 2008.

O governo, que detém uma fatia de mais de 15% do Commerzbank, quer que o país tenha um banco capaz de dar suporte à sua economia movida pela exportação, conhecida sobretudo por seus carros e maquinário.

Berlim também quer manter a especialidade do Commerzbank – o financiamento de médias empresas, a espinha dorsal da economia do país – em mãos alemãs.

O Deutsche Bank saiu ileso da crise financeira, mas em 2016 o Fundo Monetário Internacional (FMI) classificou o banco como o de maior risco em potencial entre seus pares do setor financeiro, devido a suas ligações com outros bancos. Autoridades alemãs temem que uma recessão ou uma grande multa, por exemplo, possam abalar a frágil recuperação do banco.

Assim como o Deutsche Bank, o Commerzbank tem lutado para se recuperar, e defensores de uma fusão dizem que esta pode ser a última chance de evitar que o Commerzbank seja adquirido por um comprador estrangeiro. Isso significaria mais concorrência para o Deutsche Bank no próprio país.

Se a fusão se concretizar, o banco resultante terá cerca de 1,8 trilhão de euros em ativos, como empréstimos e investimentos, e um valor de mercado de cerca de 25 bilhões de euros (cerca de 108 bilhões de reais). Seria de longe o maior banco do país, com cerca de 38 milhões de clientes.

Juntos, os dois bancos empregam 140 mil pessoas mundo afora. O sindicato alemão Verdi se opõe veementemente a uma possível fusão, afirmando que ao menos 10 mil empregos ficariam ameaçados.

Alguns dos principais acionistas afirmaram ser contra a fusão, mas o banco de investimento americano Cerberus, que investe fortemente nos dois bancos, se disse a favor de negociações, segundo uma pessoa familiarizada com a questão disse à agência de notícias Reuters.

Fonte: Deutsche Welle

Turismo

Aérea de baixo custo Norwegian Air inaugura voos Rio-Londres no dia 31

Norwegian

A companhia aérea de baixo custo Norwegian Air começa a operar no Brasil no próximo dia 31. A rota entre Rio de Janeiro e Londres (Reino Unido) será a primeiro de uma empresa de baixo custo entre o Brasil e a Europa.

A empresa aposta nos preços mais baixos das passagens como diferencial para conquistar mercado. Em pesquisa feita hoje no site da companhia, as tarifas mais baixas de ida e volta custam US$ 479,80 (R$ 1.827,37). A British Airways é a única que também faz voos diretos entre Rio e Londres. O preço mais baixo encontrado foi de US$ 730,40 (R$ 2.781,80).

A Norwegian cobra por diversos serviços considerados adicionais. As tarifas mais baixas não incluem bagagem despachada (apenas uma mala de mão de até 10 kg) nem marcação de assento antecipada. O passageiro precisa pagar até mesmo pelas refeições a bordo durante as mais de 11 horas de voo. A alimentação e a reserva de assento tem uma taxa extra de US$ 45 (R$ 171,39) e a bagagem custa US$ 50 (R$ 190,40) para cada trecho da viagem.

Apesar de não ser considerada uma empresa de baixo custo, a British Airways também cobra pela marcação de assento (a partir de US$ 32) e despacho de bagagem (US$ 90), mas a alimentação já está incluída na tarifa.

Para o passageiro que faz questão de todos esses itens, a opção é fazer a reserva em tarifas superiores. No caso da Norwegian, a passagem de ida e volta na tarifa LowFare+ sobe para US$ 659,80 (R$ 2.512,91). Na British Airways, a tarifa Economy Standard sobe para US$ 820,40 (R$ 3124,57). A tarifa da British inclui uma mala de até 32 kg, mas ainda é preciso pagar pela marcação de assento.

“Nossa nova rota no Rio de Janeiro quebra o monopólio dos voos diretos entre o Reino Unido e o Brasil, já que estamos comprometidos em reduzir as tarifas e tornar as viagens mais acessíveis para turistas e viajantes de negócios”, afirmou Bjorn Kjos, CEO do Grupo Norwegian.

Voos quatro vezes por semana

Os voos da Norwegian serão feitos quatro vezes por semana (segunda, quarta, sexta-feira e domingo). Os voos de ida partem do Rio de Janeiro às 22h25, chegando às 13h35 do dia seguinte ao aeroporto de Gatwick, em Londres. Já a volta sai de Londres às 12h, chegando ao Rio de Janeiro às 19h25.

Segundo a Norwegian, o Boeing 787-9 Dreamliner utilizado na rota tem capacidade para até 344 passageiros. No entanto, o mapa de assentos apresentado pelo sistema de reservas mostra 338 lugares, sendo 56 na econômica premium e 282 na econômica.

A inauguração da rota entre o Rio de Janeiro e Londres é vista pela empresa como um passo importante para a ampliação da presença da companhia na América do Sul. A Norwegian criou uma subsidiária para operar voos domésticos na Argentina e já tem um voo entre Londres e Buenos Aires (Argentina).

Fonte: BlogTodosaBordo